Apple Pay em Portugal: O que muda nas nossas vidas

O que têm em comum Crédito Agrícola, Revolut e N26? O Apple Pay!

São 7h20 de um dia de semana aparentemente igual aos outros.

Conseguem imaginar o caos da rotina matinal de preparar e tomar o pequeno-almoço, tomar banho, vestir, preparar a marmita ao mesmo tempo que tentam não se esquecer de calçar as meias ou, pelo menos, de calçar duas meias iguais? No meio do caos, há sempre qualquer coisa que fica a faltar. Um dia que começa assim tem tudo para correr bem, certo? Errado.

É óbvio que num dia assim, quando se preparam para ir pagar o almoço, não conseguem encontrar a carteira. É óbvio que num dia assim, a carteira ficou em casa.

Bastam apenas dois segundos para, depois de nos apercebermos de que não temos a carteira connosco, chegarmos à conclusão que perdemos a nossa independência financeira e temos que ligar a um colega para nos vir pagar o almoço e salvar-nos de uma tarde inteira de tarefas que nos permitam compensar o restaurante pela refeição que consumimos.

Há uns anos seriacompletamente plausível vermos uma situação destas acontecer, mas, atualmente, em vez de ligarmos ao colega para nos vir salvar, conseguimos realizar pagamentos através do nosso telefone. Em menos de 1 minuto, o pagamento é realizado, sem qualquer fricção. Como é que é possível, perguntam vocês? Com o Apple Pay, claro. Obrigada, deuses da tecnologia!

Mas afinal, o que é exatamente o Apple Pay, que implicações tem este novo serviço para os consumidores e o que significa para a indústria financeira a introdução deste serviço no mercado?

Esta é uma tecnologia já algo madura. O serviço foi inicialmente lançado pela Apple em outubro de 2014 no seu país de origem – Estados Unidos da América – e, ao longo destes 5 anos, tem vindo a expandir a sua presença para muitos outros países. De facto, neste momento, já mais de 50 países contam com este serviço, sendo que a Apple tem planos para continuar a evangelização e implementação deste serviço por outros países do mundo.

A partir de junho de 2019, Portugal passou a fazer parte da lista de países que suportam o serviço Apple Pay. O Crédito Agrícola, o Revolut, o N26, o Monese e, mais recentemente, o Moey! foram as primeiras empresas a oferecer este serviço em Portugal. E nós fomos das primeiras empresas a implementar a tecnologia!

A Xpand IT foi um parceiro que acompanhou o processo de implementação do serviço Apple Pay na aplicação móvel do Crédito Agrícola desde o início e teve de garantir a criação de um fluxo de navegação simples e intuitivo, de forma a assegurar que o processo de adição de cartões à Apple Wallet através da app seria fácil, rápida e sem quaisquer obstáculos para o utilizador. A Xpand IT, juntamente com o Crédito Agrícola, garantiu que a implementação desta solução passou em todos os testes de segurança e requisitos exigentes da Apple. Não de somenos importância, a intervenção da Apple em todo o processo de implementação releva a necessidade de contar com um parceiro que esteja focado na experiência de utilização – com a preocupação de manter a experiência coerente e com capacidade de resposta para conseguir dar vida a esta nova forma de pagamento.

Mas como funciona o Apple Pay? Pegando no exemplo inicial do pagamento da refeição no restaurante, após o setup inicial onde se pode adicionar os cartões à “carteira” do iPhone, passa a ser possível utilizar apenas o telemóvel para realizar pagamentos contactless. Os terminais de multibanco são os mesmos de sempre – caso estes já aceitem pagamentos contactless, basta aceder à app Wallet, fazer a autenticação através de TouchID ou FaceID, encostar o Iphone ao terminal de pagamento e, voilá, o pagamento está feito. Sem que sejam necessárias carteiras ou cartões físicos, que apenas acrescentam obstáculos a todo este processo que se quer rápido. Como medida adicional de segurança, ao realizar pagamentos que ultrapassem um determinado valor (para Portugal foi definido um valor de 20 euros), será solicitado ao utilizador que confirme o pagamento através de um PIN por ele definido.

A verdade é que este serviço é diferenciador, uma vez que oferece total conveniência ao ato de pagamento – posso pagar as minhas compras em qualquer canal, seja este online, físico ou até mesmo em apps móveis, recorrendo aos dispositivos que já fazem parte da minha vida diária (iPhone, iPad, Mac ou Apple Watch) e sem complicações ou perdas de tempo desnecessárias. Por outro lado, este método de pagamento oferece também mais segurança: não apenas porque os dados do cartão são armazenados de forma segura através da criação de uma representação virtual do cartão (através de um token – que pode ser desativado ou ativado a qualquer momento na aplicação e de uma forma independente dos cartões físicos),mas também porque, para autorizar o pagamento é necessária uma autenticação biométrica. Esta é uma das razões pelas quais este serviço está a ter tanta aceitação em diferentes setores da economia, bem como um impacto considerável na indústria de pagamentos.

Eu sei que neste momento devem estar a pensar que nem tudo são rosas com este serviço e é verdade. Existe uma limitação da qual nenhum de nós nos livramos –continuamos a precisar de ter bateria no nosso telefone para garantir que temos os nossos cartões acessíveis bem como a possibilidade de realizar pagamentos à distância de um toque.

Agora sim, posso esquecer-me da carteira em casa sem problemas. Apenas tenho que garantir que o telefone não fica sem bateria. Se isso acontecer, não há tecnologia que nos salve. A não ser que daqui a alguns anos possamos simplesmente pagar autenticando a nossa identidade sem sequer ser necessário um telefone como veículo de pagamento. Mas isso é matéria para outro blog post!

Filipa MorenoApple Pay em Portugal: O que muda nas nossas vidas

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