Filipa Moreno

Governance em Power Platform: 3 passos para a implementação

ESTE ARTIGO EM 5 SEGUNDOS:
  • A Power Platform da Microsoft é uma plataforma low-code que integra diferentes componentes para responder a necessidades de negócio distintas.
  • A plataforma conta com 4 produtos (PowerApps, Power Automate, Power BI e Power Virtual Agents).
  • Se procura garantir segurança para os seus dados, esta plataforma permite que implemente uma estratégia de governance em Power Platform.
  • São 3 os passos para implementar um modelo de governance: Segurança, Monitorização, Nutrir e Educar.

A Power Platform da Microsoft é uma plataforma low-code que integra diferentes componentes para responder a necessidades de negócio distintas. A plataforma conta com 4 produtos (PowerApps, Power Automate, Power BI e Power Virtual Agents) dos quais as empresas podem tirar partido para construir as suas soluções personalizadas com o objetivo de resolverem desafios específicos com os quais se deparam no seu quotidiano. Cada um destes produtos tem acesso a mais de 300 conectores de dados, o que na prática, significa que as soluções construídas com qualquer um dos componentes desta plataforma conseguem conectar-se com múltiplos serviços, sejam estes da Microsoft ou de outras organizações.

Este acesso tão amplo a informação por parte dos utilizadores traz consigo inúmeros desafios, especialmente no que toca a temas de governance da plataforma. Sabemos que uma das grandes vantagens da Microsoft Power Platform é precisamente democratizar o acesso à construção de diferentes aplicações de negócios a uma nova geração de citizen developers, isto é, pessoas com perfis não técnicos que passam a estar capacitadas para desenvolver soluções. No entanto, à medida que vamos tendo cada vez mais pessoas a construírem aplicações, temos que garantir que os dados e qualquer informação confidencial não são utilizados de forma indevida. Como tal, é fundamental que qualquer organização que já utilize (ou que esteja a considerar começar a utilizar) esta plataforma implemente uma estratégia de governance para garantir não apenas a segurança e integridade de todos os dados, mas também que os componentes da Power Platform são utilizados de forma responsável.

Continue a ler para descobrir quais são os primeiros passos que tem de dar para começar a implementar um modelo de governance em Power Platform.

3 passos para implementar um modelo de governance em Power Platform

Agora que já sabe porque é que é fundamental criar um modelo de governance, a pergunta que se coloca é: por onde começar? Foi para responder a essa questão que escrevemos este artigo. A Power Platform já dispõe de muitas ferramentas integradas das quais as organizações podem tirar partido para gerir e monitorizar as suas soluções. Para tal, listámos neste artigo os 3 primeiros passos que deve dar para implementar um modelo de governance.

Ao dar os primeiros passos na implementação de um modelo de governance, vai permitir que os developers dessas soluções – sejam técnicos ou não – as construam com a confiança e segurança de que estas serão sempre geridas, protegidas e mantidas com a preocupação de seguir sempre as melhores práticas de compliance. São estes os primeiros passos que deve dar:

1) Segurança

O primeiro passo que tem que dar para a definição de boas práticas de governance com a Power Platform é conhecer os seus ambientes e como os deve estruturar. Como tal, deve desde o primeiro momento, definir a sua estratégia de ambientes, devendo existir ambientes diferentes para desenvolvimento, testes e produção. Deverá também assignar diferentes papéis aos utilizadores de acordo com as suas responsabilidades e até criar um processo para o acesso a ambientes existentes ou a criação de novos ambientes. Adicionalmente, deve também estabelecer políticas de prevenção de perda de dados (DLP) que o ajudem a evitar que os utilizadores exponham dados de forma inadvertida. Estas políticas podem ser definidas tanto ao nível do ambiente como do tenant, o que possibilita uma maior flexibilidade quando estabelecemos diferentes políticas para cada caso de uso. No que toca ao desenvolvimento propriamente dito, a organização pode definir um conjunto de boas práticas (por exemplo, o que fazer quando dois developers precisam de editar a mesma aplicação em simultâneo ou quais deverão ser os procedimentos para migrar aplicações, etc.) que podem ajudar as equipas a organizar o seu trabalho e a entregarem soluções com mais qualidade.

2) Monitorização

Após dar os primeiros passos na estruturação de ambientes e na criação de diferentes políticas de desenvolvimento, é importante que as vá monitorizando como um todo. Desta forma, as organizações conseguem ter total visibilidade de como estão a utilizar os diferentes componentes da plataforma. Mais uma vez, a Power Platform disponibiliza uma série de funcionalidades que permitem às organizações monitorizar e acompanhar o uso da plataforma: é possível monitorizar a utilização do Dataverse, para garantir que os níveis de consumo não são anormais; criar regras de alarmística: configurar uma notificação sempre que uma aplicação é partilhada com outros utilizadores, ou um novo conector é lançado. Se não quiser começar do zero, o Center of Excellence é uma coleção de componentes e ferramentas que foi precisamente desenvolvida para o ajudar a começar a desenvolver uma estratégia de governance com a Power Platform.

3) Nutrir e educar

Por fim, depois de adotarmos qualquer tecnologia ou framework de trabalho, é importante considerar como iremos nutrir e educar a nossa equipa com os recursos que esta precisa para continuar a entregar trabalho de excelência. É importante ter um conjunto de guidelines e orientações para cada novo membro da equipa que precise de se inteirar das ferramentas de trabalho, das boas práticas e dos diferentes processos que tem que respeitar. Por outro lado, é fundamental que qualquer developer – mais uma vez, seja técnico ou não – tenha os recursos necessários para continuar a manter-se atualizado sobre a Power Platform e a evolução dos diferentes produtos e componentes.

Pensamentos Finais

Se está a pensar adotar a Power Platform ou, se por ventura, já utiliza diferentes componentes da plataforma na sua organização, siga estes passos para começar a definir o seu próprio modelo de governance. Em alternativa, fale connosco para que o ajudemos a dar os primeiros passos: criámos diferentes pacotes de colaboração que visam necessidades específicas de governação. A Xpand IT tem-se focado no desenvolvimento de soluções em Power Platform, ajudando as empresas a tirar partido dos seus diversos componentes e acelerando a sua transformação digital. Em 2021, fomos nomeados Parceiro do Ano pela Microsoft Portugal e em 2020, recebemos a distinção de Parceiro do Ano em Power Apps & Data Analytics, também pela Microsoft Portugal.


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Azure DevOps: como construir uma cultura de qualidade

ESTE ARTIGO EM 5 SEGUNDOS:
  • A cultura de DevOps promove transparência, comunicação e espírito de colaboração entre as equipas de desenvolvimento, as equipas operacionais e as equipas de negócio. Mas como construir essa cultura?
  • Os 4 principais benefícios que este tipo de cultura acrescenta às suas equipas: alinhamento das equipas, ciclos de releases mais curtos, aprendizagem contínua e responsabilização.

Muito possivelmente, já se cruzou em algum momento da sua vida com o termo DevOps, especialmente se está enquadrado em alguma fase do processo de lançar e implementar um projeto digital. Pegando na própria definição da Microsoft, DevOps é uma mistura entre desenvolvimento (Dev) e operações (Ops) e o seu propósito é entregar valor aos clientes ao juntar pessoas, processos e tecnologia. O grande objetivo é que, ao utilizar, as práticas e ferramentas de DevOps, as equipas se tornem mais produtivas e que tenham a capacidade de simultaneamente criar, iterar e melhorar produtos digitais de uma forma mais rápida e com maior qualidade. Ao invés das diferentes equipas envolvidas trabalharem em silos, com o DevOps passam a coordenar-se e a colaborar com um propósito comum: criar, iterar e manter produtos melhores e mais fiáveis, respondendo ainda melhor às necessidades do cliente. Mas porque é que o DevOps é um conceito tão importante? Em primeira instância, porque o DevOps tem um impacto direto na qualidade do produto digital. A verdade é que DevOps é bem mais do que apenas automatizar processos e melhorar o código que é entregue ao cliente.

Como construir uma cultura de DevOps

A cultura de DevOps promove transparência, comunicação e espírito de colaboração entre as equipas de desenvolvimento, as equipas operacionais e as equipas de negócio. No fundo, é uma cultura que tem um impacto profundo na metodologia de trabalho das equipas como um todo, nos seus fluxos de trabalho, nos seus processos e até na qualidade do código que entregam. Atuar segundo esta cultura tem diversas vantagens: acelera o tempo de iteração dos produtos, permite que nos adaptemos mais facilmente ao mercado e à concorrência, permite uma melhoria do tempo médio de recuperação e também facilita a manutenção da estabilidade dos sistemas.

O DevOps influencia todo o ciclo de vida das aplicações, seja em que fase do processo for, seja no seu planeamento, no seu desenvolvimento, na sua entrega ou na sua manutenção. Todas estas fases estão intrinsecamente ligadas e dependem umas das outras para que o resultado final seja o esperado.

Imagem: Microsoft

A adoção de uma ferramenta como o Azure DevOps é apenas o primeiro passo e, francamente, será sempre o passo menos importante. Porquê? Porque de nada serve termos as ferramentas, as frameworks e as metodologias ao nosso dispor se a cultura e as pessoas não intervêm ativamente no processo da sua adoção e garantem um compromisso contínuo com os objetivos a que se propõem atingir. Construir uma cultura de DevOps implica que as equipas mudem a sua forma de pensar nos problemas, de trabalhar e colaborar e tal pode ser desafiante e, em momentos, até desmotivante. No entanto, os inúmeros benefícios que se obtêm rapidamente eclipsam qualquer desafio que possa surgir no caminho de criar uma cultura cuja missão seja entregar qualidade e valor acrescentado. Alguns dos benefícios que se obtêm ao adotar uma cultura de DevOps são:

1) Alinhamento das equipas

Tendo como tema comum o DevOps, será sempre mais fácil conseguir um alinhamento entre as diferentes equipas do projeto. Assim, as equipas começam a colaborar e acabam por se focar no mesmo objetivo, garantindo que estão a “remar para o mesmo sítio”, isto é, que têm os mesmos objetivos e que estão a medir o seu sucesso da mesma forma.

2) Ciclos de releases mais curtos

Estas equipas caraterizam-se por serem mais ágeis e, com ciclos de releases mais curtos conseguem não só planear melhor o seu trabalho, mas também gerir melhor o risco. Adicionalmente, conseguem desta forma responder melhor às necessidades dos clientes e adaptarem-se melhor ao mercado e à concorrência.

3) Aprendizagem contínua

As equipas que abraçam a cultura de DevOps estão focadas numa mentalidade de crescimento e focam-se em incorporar todas as suas aprendizagens nos seus próprios processos, para se tornarem cada vez melhor a cada iteração. Esta é uma jornada que não tem propriamente fim, pelo que o objetivo é estar continuamente a melhorar.

4) Responsabilização

A partir do momento em que as equipas se alinham, passam a estar comprometidas com os seus objetivos e com os resultados que precisam de atingir. Assim, existe um maior envolvimento por parte das diferentes equipas que passam a estar responsáveis por diferentes fases do ciclo de vida de uma aplicação.

Imagem: Microsoft

Porque usamos DevOps na Xpand IT

A qualidade faz parte dos valores organizacionais e é algo que está enraizado na cultura da Xpand IT. Trabalhamos com diferentes peças de Azure para garantir que produzimos e entregamos produtos topo de linha aos nossos clientes. O Azure DevOps desempenha um papel fundamental para conseguirmos entregar tudo aquilo a que nos propomos. Na unidade de negócio de Digital Xperience, temos uma equipa especialmente focada em Azure DevOps, cuja responsabilidade é garantir que todos os projetos são entregues cumprindo com requisitos de qualidade – sejam projetos customer facing, isto é, aplicações, websites; sejam projetos de backend, onde trabalhamos com Azure para criar soluções que melhorem as operações das empresas; seja até mesmo em soluções Power Platform, onde também utilizamos DevOps para melhorar a qualidade das soluções construídas em cima desta plataforma.

Conheça mais sobre a nossa metodologia de trabalho e alguns dos projetos que já desenvolvemos aqui.


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Regresso ao escritório: modelo híbrido, remoto ou presencial? Tecnológico.

Após os últimos 18 meses de disrupção, parece que estamos finalmente a regressar a um semblante de normalidade. Ainda que a pandemia continue a ser parte das nossas vidas e continuará a sê-lo nos próximos tempos, estamos todos a reaprender a conviver presencialmente e, em muitos casos, expetantes de regressar a ter um contacto mais próximo com colegas, parceiros e clientes. Prova desse entusiasmo é o facto de algumas empresas estarem a desenhar o regresso aos escritórios e a dar condições às pessoas de regressarem aos seus locais de trabalho. Os modelos que as empresas estão a considerar multiplicam-se consoante as diferentes realidades (sejam estes modelos 100% remotos/presenciais ou modelos híbridos com diferentes declinações), mas a verdade é que estamos a entrar numa nova era e a nossa relação com o trabalho está, também ela, a evoluir.

De acordo com o survey 2021 Return to Workplaces da Deloitte, 64% das organizações inquiridas pretendem regressar ao escritório em 2021 e 25% já tinham reaberto os escritórios no momento em que foram inquiridos (abril de 2021). Adicionalmente, 68% querem implementar algum tipo de modelo híbrido. O que os dados deste e de outros estudos parecem indicar é que o os modelos mistos parecem ser parte integrante desta nova realidade. E independentemente do modelo que as empresas decidam adotar daqui para a frente, a verdade é que o regresso ao escritório levanta um conjunto de desafios que as empresas terão que endereçar: seja adaptar os espaços para que reúnam as condições de segurança, logística do espaço, reserva de lugares, garantir que as equipas têm as ferramentas necessárias para colaborar de forma eficaz, bem como manter a produtividade das equipas, entre tantos outros.

A tecnologia e diferentes soluções digitais podem ser a resposta a muitas das questões com as quais as organizações se estão a deparar enquanto preparam o regresso ao escritório e são, sem dúvida, essenciais para facilitar o regresso ao escritório. No sentido de conseguirmos desmaterializar e automatizar diferentes processos, podemos aproveitar soluções já existentes – construídas para o efeito, como é exemplo a solução Return to the Workplace da Microsoft – ou desenvolver à medida, aproveitando tecnologias como a Microsoft Power Platform, que ajudam as organizações, de forma rápida e ágil, a construir aplicações, fluxos de trabalho ou até mesmo chatbots, com um time-to-market significantemente reduzido.

A solução “Return to the Workplace” disponibilizada pela Microsoft, por exemplo, é uma solução que foi construída a pensar na otimização da segurança dos locais de trabalho e utiliza diferentes componentes da Power Platform (PowerApps, Power BI e Power Automate) para que as equipas de logística e segurança consigam gerir os escritórios com a máxima segurança e prontidão possível. Mas à medida que regressamos a uma dinâmica presencial, existem múltiplos outros processos para os quais as empresas irão necessitar de encontrar soluções: estamos a falar de soluções que ajudem as empresas a registar os visitantes externos ou até mesmo processos como a gestão de cantinas.

Se, à semelhança de tantas outras empresas está a planear o regresso ao escritório e gostava de explorar como tecnologias como a Microsoft Power Platform poderão ajudar a endereçar os mais diversos desafios, fale connosco. Na Xpand IT, a unidade de Digital Xperience tem-se focado no desenvolvimento de soluções em Power Platform, ajudando as empresas a tirar partido dos seus diversos componentes e acelerando a sua transformação digital. Em 2021, fomos nomeados Parceiro do Ano pela Microsoft Portugal e em 2020, recebemos a distinção de Parceiro do Ano em Power Apps & Data Analytics da Microsoft Portugal. Como tal, pode contar connosco para o apoiar nos seus projetos.


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A tecnologia e o futuro da indústria do retalho

Ao longo dos últimos anos, a tecnologia tem sido um elemento de disrupção para todas as indústrias da economia. A indústria do Retalho não é exceção e não precisamos de pensar durante muito tempo para conseguimos listar as diferentes maneiras em como a tecnologia tem impactado a nossa vida nos diferentes papéis que realizamos no nosso quotidiano – enquanto profissionais, enquanto pais e mães, enquanto educadores, enquanto consumidores. Na capacidade de consumidores, a verdade é que a tecnologia tem sido o verdadeiro instigador das nossas mudanças de hábitos, das nossas preferências relativamente ao que consumimos e como o fazemos e também determinante na forma como nos relacionamos com as diferentes marcas com quem interagimos ao longo da nossa vida.

Para além da tecnologia, outros fatores têm causado disrupção na indústria do retalho, nomeadamente a mudança de comportamentos dos consumidores, o crescimento do e-commerce e, mais recentemente, a pandemia global que ainda hoje atravessamos. Com a pandemia e sucessivos confinamentos, novos desafios surgiram para a indústria: o facto de apenas as farmácias, supermercados e outras lojas consideradas essenciais se encontrarem abertas durante diferentes períodos de tempo, fez com que os retalhistas tivessem que se readaptar e reorganizar rapidamente sob risco de não conseguirem vingar em tempos tão desafiantes.

O online foi a escolha óbvia para os consumidores que se viram confinados em casa, sem poder visitar as lojas onde compravam muitos dos seus produtos: quem nos diz é um artigo das Nações Unidas que demonstra que o comércio eletrónico tem assistido a um crescimento “dramático”, passando de 16% de todas as vendas  para 19% em 2020. Ainda assim, muitos retalhistas, incluindo a gigante irlandesa Primark, nem sequer tinham canais digitais implementados que lhes permitisse continuar a sua atividade enquanto as suas lojas físicas se encontraram fechadas. Outros até tinham algum tipo de canais digitais (uma aplicação mobile ou uma loja online), mas o aumento acelerado das vendas online acabou por dar visibilidade a várias fragilidades que até então não eram muito notórias: dificuldade no processamento de encomendas, sistemas pouco versáteis e ágeis, informação dispersa em diferentes sistemas das organizações, pouca agilidade em todo o supply chain, entre outros. Então, como pode a tecnologia mudar o futuro da indústria do retalho?

indústria do retalho

Como a tecnologia está a mudar o futuro da indústria do Retalho

Como podemos constatar, os desafios que os retalhistas enfrentam atualmente são vários e a tecnologia pode ajudar a responder a muitos deles, permitindo que as organizações reestruturem modelos de negócio e otimizem as suas operações, seja interna ou externamente. São várias as tecnologias a contribuir para a inovação dentro do setor: Business Intelligence, Big Data, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial, Automação, entre outras.

A Inteligência Artificial (IA), por exemplo, é uma tecnologia instrumental para melhorar diferentes processos do setor. Esta é uma tecnologia que tem diversos casos de uso: seja para implementar chatbots que prestem apoio ao cliente, otimização do processo de entrega, tornar as lojas mais digitais sem ser necessário colaboradores nas caixas, controlo de stock nas prateleiras, entre outros. Outra das tecnologias mais preponderantes para o setor é a automação. Esta é outra tecnologia que oferece diversos casos de uso que poderão ser implementados na realidade do setor do retalho que oferece muitos benefícios às organizações: com recurso a RPA (Robotic Process Automation), é possível automatizar diferentes processos internos, como por exemplo, informação sobre entregas de pedidos, encomendas e faturação, categorização de produtos, planeamento de campanhas promocionais e até devoluções de produtos. De facto, ambas as tecnologias poderão ajudar a revolucionar muitos dos processos que atualmente ainda se encontram dependentes de recursos humanos e, como tal, são fundamentais para gerar eficiências internas que, por sua vez, têm um impacto concreto na experiência do consumidor e na sua satisfação. Se pensarmos que, de acordo com um estudo da McKinsey, 50% das atividades neste setor têm potencial para ser automatizadas com tecnologia que já está atualmente ao nosso dispor, como é o caso da IA e da automação, conseguimos perceber que existe ainda muitos processos que poderão ser transformados, melhorados e otimizados. O importante será identificar casos de uso específicos onde a tecnologia poderá fazer maior diferença para o futuro da indústria do retalho e começar por dar esse passo.

Os retalhistas estão sob uma enorme pressão para se ajustarem rapidamente ao mercado e aos consumidores que servem e estes precisam de constantemente encontrar formas de inovar, utilizando a tecnologia para rever os seus modelos de negócio e, no fundo, para se reinventarem e tornarem-se negócios mais resilientes, capazes de sobreviver a mudanças abruptas e inesperadas.

Enquanto especialistas em tecnologia, a Xpand IT poderá ajudá-lo a explorar de que forma poderá utilizar a tecnologia – nas suas diferentes vertentes – para endereçar os desafios que tem atualmente entre mãos.


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Saúde Digital: a medicina do futuro (e do presente)

Uma das indústrias mais afetadas pela pandemia foi a da saúde. A pandemia global colocou imensa pressão nos serviços nacionais de saúde a nível global, enchendo hospitais com pessoas necessitadas de cuidados urgentes e imediatos, sem esquecer que a restante atividade e as restantes pessoas que já necessitavam de outros cuidados, relativos a outras doenças, não poderiam ser ignoradas e também estas necessitavam de cuidado continuado. Esta pandemia não colocou pressão apenas nos muitos profissionais que passaram a ter que trabalhar longas horas para fazer face à falta de recursos humanos, muitas vezes colocando a sua saúde em risco, mas também nas próprias infraestruturas que até então estavam disponíveis para fazer face às necessidades dos diferentes países.

Os profissionais de saúde são um elemento fundamental na sociedade para garantir um apoio continuado à saúde e bem-estar de todos os cidadãos. Conseguimos reconhecer o papel fundamental que estes têm: resultado foram as inúmeras homenagens prestadas ao longo do primeiro confinamento. Estes trabalham num ambiente altamente complexo e em condições de elevado risco pessoal e, muitas vezes, não têm todos os recursos necessários para desenvolver o seu trabalho com eficiência total. Os médicos, enfermeiros e todas as restantes equipas que trabalham na área da saúde necessitam de ferramentas robustas e flexíveis que lhes permitam prestar os melhores cuidados disponíveis aos seus pacientes.

A pandemia foi responsável por acelerar a digitalização em grande escala de diferentes processos em múltiplas indústrias. A indústria da saúde não foi diferente – de facto, uma das oportunidades que a pandemia global nos ofereceu foi colocarmos em prática a rápida digitalização desta indústria, encontrando novas formas de prestar aos pacientes os melhores cuidados de saúde, mesmo à distância. Um exemplo prático foi o crescimento acelerado das teleconsultas durante e após os períodos mais conturbados da pandemia: de acordo com a Statista, em 2019, o mercado da telemedicina estava avaliado em cerca de 49,9 mil milhões de dólares. Até 2030, projeta-se que o mercado chegue até aos 460 mil milhões de dólares.

Saúde digital – um novo paradigma nos cuidados de saúde

Ainda que tenhamos muito a lamentar com esta pandemia, uma das aprendizagens que podemos retirar deste evento é que a tecnologia e a consequente digitalização de diferentes processos trazem inúmeros benefícios às diferentes instituições cuja prioridade é cuidar da saúde e bem-estar dos utentes. Existem diferentes tecnologias que já estão atualmente a ser utilizadas em prol de uma melhoria consistente dos cuidados de saúde: falamos de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA), a Cloud, Big Data e tecnologias de automação, por exemplo.

O grande propósito da digitalização, em qualquer setor ou indústria, é o de melhorar e até aumentar a produtividade e a eficiência operacional dos diferentes departamentos de uma organização, tirando partido da simplificação e automação de diferentes processos, processos estes que até então estavam dependentes de humanos para serem realizados ou, estando baseados em ferramentas não digitais, eram inconvenientes e pouco ágeis.

A automação de processos tem inúmeros benefícios para uma área como a saúde: esta pode oferecer diferentes mecanismos de melhorar o atendimento que é prestado ao utente, de uma forma mais facilmente escalável. O propósito de automatizar diferentes processos, no entanto, deverá estar sempre centrado no utente: quando pensamos na digitalização da saúde, pensamos na forma como o paciente irá ser beneficiado ao utilizar esses serviços. O objetivo deve passar por conseguirmos oferecer uma maior autonomia ao paciente, oferecendo-lhe, por exemplo, a possibilidade de agendar uma consulta ou um exame através de um canal digital ou até um portal dedicado onde o utente consiga consultar todo o seu histórico de interações com uma dada instituição de saúde. Existem diferentes momentos da jornada de um cliente que poderão ser digitalizados e automatizados, por forma a que não estejam totalmente dependentes de recursos humanos – o check-in e o check-out de um paciente numa clínica, por exemplo, são momentos que poderão ser otimizados com recurso à tecnologia.

Por outro lado, utilizando a automação para gerar eficiências internas, conseguiremos igualmente melhorar a experiência do utente: com o auxílio da digitalização, passa a ser possível determinarmos novas formas de gerir informação sobre o doente, acelerar o diagnóstico e torná-lo mais preciso, agilizar a comunicação entre as equipas multidisciplinares por forma a que todas tenham uma visão holística do doente, e a partilha eletrónica de relatórios e exames médicos, entre outros processos.

O futuro da saúde passa também pelo digital e o panorama da indústria está a mudar com as constantes inovações que a tecnologia permite. Sabemos que a tecnologia já é pervasiva em diferentes indústrias e, enquanto consumidores, o nosso nível de aceitação de ferramentas digitais é cada vez maior. Assim, à medida que o digital se “confunde” com o presencial, iremos considerar cada vez mais natural encontrar um modelo híbrido, onde o “ir ao médico” já não significa necessariamente dirigirmo-nos a um hospital, estar horas numa fila de espera, para encontrar um médico do outro lado da secretária pronto para ouvir as nossas dores. No futuro (cada vez mais próximo), encontraremos cuidados de saúde integrados, mais próximos, com mais e melhor informação sobre o nosso historial clínico e, acima de tudo, mais personalizados.

Fale connosco para descobrir sobre como poderá utilizar as diferentes tecnologias que mencionámos para dar um passo em frente em direção a esse futuro.


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Automatização de processos em SAP (com Robotic Process Automation)

De acordo com a Statista, é estimado que a indústria da automação gere cerca de 214 mil milhões de dólares globalmente, um aumento de 15% face ao ano de 2019. Estes dados demonstram que o mercado da automação se encontra em franco crescimento e, sem qualquer surpresa, a pandemia provocada pelo COVID-19 veio gerar ainda mais interesse por esta tecnologia por parte das organizações, pelo grande potencial que lhes oferece no que toca à modernização das suas operações.

A automação, enquanto conceito, pode ter diferentes vertentes dentro de uma organização e, claro, pode ser implementada utilizando diferentes tecnologias.

A automação, enquanto conceito, pode ter diferentes vertentes dentro de uma organização e, claro, pode ser implementada utilizando diferentes tecnologias. Na sua vertente mais lata, automação consiste em automatizar processos internos para aumentar eficiência e produtividade – e gerar economias de escala. Como acontece na escolha de qualquer tecnologia, as empresas procurarão sempre aquelas que lhe tragam mais benefícios e com menor esforço (de implementação, adoção, etc.) de modo a obter o melhor retorno no investimento.

O grande objetivo da automação é pegar num processo manual e repetitivo e torná-lo independente de qualquer interação humana. Como é fácil de perceber, existem inúmeros processos que podemos começar a automatizar, inclusivamente em sistemas que a organização já utiliza no seu dia a dia. É o caso, por exemplo, do SAP – sistema de gestão utilizado em muitas organizações, e um alvo preferencial na criação de fluxos de automação, que permitam otimizar o tempo de todas as equipas que têm de interagir com a plataforma.

Automatização de processos em SAP: caso de uso prático

Hoje em dia, já é possível fazer a automatização de processos em SAP para diferentes ações através do Power Automate da Microsoft, um dos componentes da Power Platform. Isto é possível tirando partido de conectores existentes ou, em alternativa, caso ainda não exista um conector adequado, acedendo às capacidades de Robotic Process Automation (RPA) que o Power Automate Desktop disponibiliza a todos os utilizadores. Estas capacidades de RPA permitem fazer uma gravação da interação que se pretende automatizar, podendo repeti-la quantas vezes se desejar e, desta forma, poupar tempo precioso que pode depois ser orientado para outras tarefas.

A que tipo de processos nos referimos? Um dos casos de uso práticos que já implementamos tem por base uma tarefa morosa, manual e altamente repetitiva que tem que ser feita em SAP. Não havendo qualquer conector disponível, utilizámos o RPA do Power Automate Desktop para conseguir gravar a interação que nos interessava no SAP e depois conseguir reproduzi-la de forma automática, sempre que é necessário fazê-lo. Imaginemos, então, que todos os dias recebe um conjunto de documentos que tem que analisar, extrair informação para depois conseguir introduzi-la em diferentes campos no SAP. Diariamente, e por várias vezes, tem que aceder ao SAP, analisar os documentos e transferir a informação relevante para o seu sistema de gestão, gastando preciosos minutos cada vez que tem que realizar este processo. Com o Power Automate Desktop, passa a ser possível gravar todos os passos desta interação e automatizá-la, por forma a que seja o fluxo sozinho a recuperar a informação que interessa dos documentos e inseri-la automaticamente nos campos adequados do SAP, sem ser necessária qualquer intervenção humana.

A grande vantagem que temos ao utilizar o Power Automate para automatizar esta tarefa é o facto de conseguirmos automatizar não apenas a interação que faríamos em SAP, mas o processo na sua totalidade.

A grande vantagem que temos ao utilizar o Power Automate para automatizar esta tarefa é o facto de conseguirmos automatizar não apenas a interação que faríamos em SAP, mas o processo na sua totalidade. Isto é, com apenas uma única ferramenta, conseguimos fazer com que um fluxo de Power Automate capture os documentos que temos que analisar, conseguimos ter um modelo de Inteligência Artificial a analisar e a extrair os dados dos documentos e, por fim, conseguimos reproduzir o fluxo de RPA e inserir os dados no SAP. Tudo isto acontece de forma automática, numa questão de alguns segundos, e sem que seja necessária qualquer pessoa intervir no processo – havendo a possibilidade de acompanhamento e auditoria para garantir a validade das ações efetuadas.

Assim, um processo que antes estaria altamente dependente de uma ação humana para ser realizado, passa a acontecer independentemente da disponibilidade do recurso humano que trataria deste processo, passando a poder dedicar o tempo ganho em tarefas mais complexas.

E agora? Qual o passo seguinte?

Se depois de ler este blogpost lhe surgiram várias ideias para automatização de processos em SAP, fale connosco. Na Xpand IT, a unidade de Digital Xperience tem-se focado, nos últimos anos, no desenvolvimento de soluções em Power Platform, ajudando diversas empresas a acelerarem a sua transformação digital e a tornarem-se mais produtivas e mais ágeis. A distinção de Parceiro do Ano da Microsoft Portugal para 2021 é um reflexo da nossa experiência neste tipo de tecnologias. Como tal, pode contar com a nossa ajuda e experiência para modernizar os processos internos da sua organização.


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User Experience: A importância da experiência e como começar

Nunca se falou tanto em experiência como nos últimos anos, muito pelo facto de que estamos cada vez mais inseridos num novo paradigma que é essencialmente digital. E porque a economia em que vivemos assenta no digital, torna-se absolutamente crítico que as empresas ofereçam experiências relevantes aos seus clientes.  Muito se fala sobre como uma User Experience pode ser um elemento diferenciador para os consumidores, mas há muitas vezes dificuldade em perceber como podemos materializá-la de forma concreta e com valor para todos os envolvidos. Conseguimos reconhecer porque é que empresas como a Uber, a Spotify ou a Revolut oferecem experiências digitais convenientes, seamless e altamente satisfatórias, mas quando começamos a pensar em construir algo semelhante para os nossos próprios consumidores, sentimos que não é assim tão fácil entregar uma experiência memorável.

Mas porque é que a experiência se tornou elemento tão importante?

Com a utilização cada vez mais frequente de smartphones passou a ser possível estarmos mais tempo ligados, estarmos mais próximos de serviços dos quais precisávamos, e passámos a ter a possibilidade de satisfazer as nossas necessidades de forma mais imediata. As necessidades e expetativas dos consumidores foram ficando cada vez mais exigentes, algo potenciado até por fatores biológicos: o facto de podermos fazer o que precisamos, quando precisamos, faz-nos sentir uma gratificação instantânea que liberta dopamina e que, por sua vez, causa sentimentos de felicidade e de realização pessoal. Como tal, a experiência passou efetivamente a ser um elemento diferenciador da jornada do consumidor e, muitas vezes, um elemento que distingue o sucesso (ou não) de muitas marcas – independentemente do canal digital utilizado.

Construir experiências: os cinco principais ingredientes

A experiência ideal é aquela que permite aos utilizadores realizar uma tarefa de forma eficaz, positiva e que termine com uma sensação de satisfação. Esta premissa é enganadoramente simples. A construção da experiência ideal é uma jornada mais complexa do que à partida se possa pensar: na verdade, é uma jornada de aprendizagens, de tentativa e erro, de sucessos e insucessos e de muitas iterações e evoluções. Não tem propriamente um início, meio e fim, porque a experiência ideal vai mudando conforme os nossos utilizadores vão, também eles, mudando, sendo por isso iterativa por natureza.

A solução para um problema de experiência de utilização passa por obter resposta clara às seguintes questões:

  1. Qual é o problema? (Identificar o problema);
  2. Quem tem este problema? (Para quem estamos a projetar a experiência?);
  3. Como resolver o problema (Estratégia);
  4. Quais são os objetivos? (De negócio e dos utilizadores);
  5. Que funcionalidades são requeridas para atingir esses objetivos? (Requisitos funcionais);
  6. Como funcionará o produto para que os objetivos sejam alcançados? (Solução do problema).

Na essência, um projeto de UX consiste nas seguintes fases-chave:

1 – Estratégia

Sem estratégia, não há caminho. Sem caminho e orientação, é difícil (para não dizer impossível) construir uma experiência com uma base sólida e este é meio caminho andado para que o projeto não tenha sucesso. É, portanto, essencial definir uma visão e um propósito para colocar à disposição dos utilizadores uma experiência eficaz. É essa definição de intenções que nos vai ajudar a moldar os objetivos e visão de negócio, a identificar as necessidades dos utilizadores, a mapear o sucesso da iniciativa e como o queremos medir.

2 – Pesquisa

A construção de uma experiência implica identificar o(s) problema(s) a resolver. Só após a identificação clara dos desafios que se colocam aos utilizadores é que faz sentido idealizar como os solucionar. Assim, identificando e priorizando as diferentes jornadas de utilização, torna-se mais claro materializar o caminho para a solução, com as várias ferramentas que se encontram à nossa disposição.

3 – Análise

Sendo claro o problema que queremos resolver e ainda antes de começarmos a concretizar alguns aspetos da experiência que queremos construir, é essencial passarmos por uma fase de interpretação. O objetivo desta fase é retirar insights preciosos que nos vão ajudar a assentar as bases da experiência memorável que queremos construir. Tipicamente, é neste momento que construímos personas, que utilizamos user stories, mapas de experiência e outras ferramentas para nos guiar e orientar.

4 – Design

Esta fase da jornada da construção da experiência é ainda mais colaborativa – este é o momento em que, depois de termos maturado sobre o problema que queremos resolver e já tendo construído as bases de como vamos solucioná-lo, vamos começar a materializar a nossa visão, seja em protótipos funcionais ou em wireframes. O objetivo principal é, com recurso a protótipos funcionais de baixa fidelidade, testar as ideias com os utilizadores que irão interagir com o produto e vivenciar a experiência.

5 – Produção

O último elemento desta jornada é a produção de todos os ativos que farão parte da experiência, sejam os protótipos e layouts de alta fidelidade ou o sistema de design, com todos os componentes que lhe são inerentes. Este é um dos momentos-chave do processo: através das sessões de testes e outras validações que sejam necessárias, este é um passo que não pode faltar ao construir uma excelente experiência.

User Experience na Xpand IT

Reconhecemos que a construção de experiências memoráveis centradas nos utilizadores implica conhecimento técnico especializado e know-how específico e, também reconhecemos a importância que a experiência de utilização tem para conseguirmos entregar produtos digitais bem-sucedidos nos mercados em que estão inseridos. Por isso, a unidade de User Experience da Xpand IT tem investido nos últimos anos na oferta de serviços nesta área, por forma a fazer crescer o portefólio de soluções de design centrado no utilizador.

O trabalho desenvolvido em User Experience baseia-se no know-how ganho ao longo de vários anos, e do trabalho feito com as várias tecnologias com as quais trabalhamos. Acreditamos que a tecnologia fará sempre a diferença na construção de boas experiências. Pensar na experiência que queremos implementar permite-nos começar a conversa mais cedo, e garantir que depois implementamos projetos que fazem a diferença.

Conheça a nossa unidade de User Experience e a forma como o podemos ajudar aqui.


Filipa MorenoUser Experience: A importância da experiência e como começar
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Automação de processos com RPA (o futuro das organizações)

A tecnologia de RPA (Robotic Process Automation) é uma das tendências tecnológicas dos últimos anos, e a sua adoção foi claramente acentuada no decurso da pandemia que todos atravessamos. A automação de processos com RPA tornou-se um dos mantras das organizações dado que num contexto onde as pessoas foram colocadas a trabalhar fora dos escritórios e longe umas das outras ficaram visíveis várias fragilidades de processos demasiado dependentes de ação humana. Tendo em conta a crescente digitalização dos negócios nas mais variadas indústrias, a automação torna-se cada vez mais premente, já que é precisamente por automatizar diferentes processos que as empresas são capazes de gerar maiores eficiências internas e tornar-se operacionalmente mais eficazes.

Apesar da tecnologia já existir há algum tempo, é expetável que o seu crescimento se continue a fazer sentir nas mais diferentes empresas e mercados, especialmente porque, como já foi referido, a pandemia aumentou o interesse das organizações nestas tecnologias. Segundo a Gartner, até 2024, as grandes organizações vão triplicar a capacidade dos seus portefólios de RPA e a consultora prevê ainda que quase metade de todos os novos clientes de RPA serão perfis de negócio e não apenas de TI (tecnologias de informação).

Neste sentido, a adoção da tecnologia de RPA torna-se mais premente que nunca. Os benefícios da implementação deste tipo de ferramentas nas organizações são muitos: conseguir uma maior produtividade dos processos, diminuir as possibilidades de erro humano, alcançar um rápido ROI e até a escalabilidade que a tecnologia nos permite, entre outros. São muitos os argumentos que poderíamos oferecer para começar já hoje a revolucionar os processos internos da sua organização e a razão pela qual, se ainda não o faz, deverá começar a estar atento à forma como este espaço irá evoluir.

Duas funcionalidades de RPA em Power Automate a não perder:

Na unidade Digital Xperience, temos vindo ao longo dos anos a acumular alguma experiência com tecnologias de Robotic Process Automation. Através da Microsoft Power Platfom e, mais especificamente, através do Power Automate temos vindo a explorar e a demonstrar a diferentes clientes o verdadeiro potencial que esta tecnologia tem e, como tal, queremos realçar 2 funcionalidades diferentes que o poderão ajudar a tirar o máximo partido desta tecnologia quando a adotarem nas suas organizações.

1) Process mining

A componente de process advisor é uma das funcionalidades mais recentes de RPA no Power Automate. De uma forma simples, o process mining é uma ferramenta que nos permite descobrir, monitorizar e recolher informação pormenorizada para melhorar os processos de negócio. É muito simples utilizar esta funcionalidade: gravando os passos detalhados de cada processo, conseguimos gerar um mapa visual do mesmo. Com este mapa, estaremos depois capacitados para identificar oportunidades de melhoria, analisando os detalhes dos diferentes passos do processo. Esta funcionalidade também nos oferece insights e métricas importantes para que nos seja possível perceber, por exemplo, o que provoca entropias nos processos e identificar melhorias imediatas. No fundo, conseguem-se criar maiores eficiências nos processos e melhorar a forma de trabalhar da organização, dispondo de todas as informações essenciais para otimizar os processos internos que, no final do dia, poderá potencialmente ter reflexo na experiência que oferecemos ao cliente final.

Imagem 1: Mapa visual de um processo (fonte: Microsoft)

Imagem 2: Área de insights do Process Advisor (fonte: Microsoft)

2) Document automation

A funcionalidade de automação de documentos foi apresentada, à semelhança da anterior, muito recentemente e combina o melhor da tecnologia de RPA com o da Inteligência Artificial. O propósito da funcionalidade é ajudar as organizações a extrair e interpretar diferentes dados a partir de documentos (estruturados ou não) para automatizar todo o processo de interpretação e processamento, desde a chegada de um email com faturas e recibos até à aprovação desses mesmos documentos antes de serem inseridos no ERP. Desta forma, as organizações conseguem ganhar escala no processamento dos diferentes recibos e faturas que recebem ao longo do dia, ao mesmo tempo que libertam o tempo dos seus colaboradores para tarefas mais complexas e que aportem maior valor à organização – existindo ainda ganhos significativos no que respeita às restantes tarefas das equipas de contabilidade relacionadas com o processamento de despesas. O fluxo é muito simples: o primeiro passo começa com a receção dos documentos numa caixa de email. Os documentos são então analisados pelo AI Builder através de um modelo criado e treinado especificamente para este propósito. Feita esta análise e, caso seja necessário, a informação pode ser validada por um colaborador para garantir que não existe qualquer erro, e, após a aprovação, essa informação é então inserida no ERP ou qualquer outro sistema que a organização já utilize. Por fim, é sempre possível acompanhar e monitorizar o processo para garantir que todos os passos estão a correr como seria expetável.

Imagem 3: Fluxo de automação documental (fonte: Microsoft)

Próximos passos

A automação foi uma das tendências tecnológicas identificadas no nosso novo estudo Banking Industry: Digital Banking in a New World e é uma tecnologia que, conforme mencionado no início, irá continuar a crescer nos próximos anos.  A tecnologia de RPA é, de facto, uma peça essencial a considerar na caminhada de digitalização que as empresas terão que continuar a fazer para se modernizarem e para se manterem competitivas na economia cada vez mais digital em que vivemos.

Ficou com vontade de experimentar a tecnologia de RPA e estas funcionalidades que acabámos de partilhar consigo para começar a automatizar os processos mais repetitivos e manuais do seu dia a dia? Se está a considerar adotar esta tecnologia na sua organização ou se quer apenas perceber melhor qual o potencial que o RPA tem para revolucionar a agilidade e produtividade da sua empresa, fale connosco. Teremos todo o gosto em ajudá-lo a dar este passo importante para o futuro da sua organização.


Filipa MorenoAutomação de processos com RPA (o futuro das organizações)
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Modernização aplicacional com Azure: o caminho para a cloud

É comum ouvirmos dizer que as empresas precisam de se modernizar por forma a que consigam manter-se competitivas nos diferentes mercados e indústrias em que operam. Utilizamos muitas vezes o chavão de transformação digital para racionalizar as muitas decisões que as empresas têm que tomar na hora de escolherem que tecnologias implementar, que processos automatizar e que aplicações devem desenvolver para continuarem a oferecer os melhores serviços e produtos aos seus clientes. O termo “transformação digital” é suficientemente abrangente, mas será tão consequente quanto a robustez das iniciativas que forem realizadas.

A inovação ao nível da tecnologia é constante e as empresas têm cada vez mais necessidade de construírem sistemas e infraestruturas altamente personalizados e adaptados às suas necessidades e desafios específicos. É precisamente por esta constante evolução que surge o conceito de modernização aplicacional. Mas, afinal, em que consiste? A modernização de aplicações é o processo de analisar aplicações existentes, algumas potencialmente legacy, e modernizar a sua infraestrutura, a sua arquitetura ou as suas funcionalidades. Muitas aplicações não conseguiram acompanhar a inovação tecnológica e, como tal, tornaram-se aplicações com algumas limitações, tanto na resolução de bugs identificados, como na sua evolução. Por esta razão, o custo de manter estas aplicações torna-se significativo o que deixa as empresas numa situação complexa de gerir – tendo muitas vezes que continuar a manter algumas aplicações das quais se tornou, entretanto, (demasiado) dependente.

Os benefícios da modernização aplicacional são variados: maior eficiência, mais flexibilidade e escalabilidade, melhor gestão de recursos, entre outros. Ainda assim, e como em todos os processos de mudança, a chave para o sucesso está na estratégia que for definida e nas decisões a tomar. Como deve então ser iniciado este processo de análise e migração das suas aplicações para a cloud?

Migração para a cloud: os três (primeiros) passos a considerar

A migração de uma aplicação para a cloud não precisa de ser um processo complexo, mas o sucesso destes projetos deve-se, como referido anteriormente, à estratégia que adotamos. Em última instância, a decisão de fazer (ou não) uma migração deve ser tomada com base nos benefícios que irão resultar desse mesmo processo, como a velocidade que a tecnologia nos oferece, a escalabilidade, a flexibilidade e o desenvolvimento de novas funcionalidades – que permitem que a aplicação melhore os processos da organização e que acabam por impactar positivamente a experiência que oferecemos aos clientes. Por isso mesmo, antes de avançar para um destes projetos, é importante:

1) Fazer um levantamento de aplicações

Antes sequer de pensar na migração, há que fazer um levantamento de todas as aplicações existentes na organização. Este passo é essencial para conseguir perceber quais são as aplicações que são mais utilizadas na organização e, mais importante que isso, quais são as aplicações críticas para o negócio. Tendo concluído este primeiro levantamento, é possível ficar a conhecer o estado atual do negócio, quais são os desafios mais prementes e as necessidades mais urgentes: este conhecimento sobre o negócio permite-nos começar a tomar decisões e ordenar prioridades. Com prioridades definidas, estamos preparados para dar o segundo passo no processo de migração para a cloud.

2) Realizar uma análise tecnológica

Efetuado o levantamento das aplicações existentes, é possível começarmos a fazer uma análise tecnológica mais exaustiva: por um lado, uma análise do stack tecnológico que temos “dentro de casa” e, por outro, uma análise mais exaustiva da própria arquitetura. Esta será informação-chave que poderá potencialmente influenciar algumas decisões mais à frente no processo: dever-se-á fazer uma “rearquitetura” da aplicação, fazer uma reengenharia de processos ou nenhuma destas abordagens resulta? Nada melhor que ter a informação disponível para as questões que irão certamente surgir ao longo do processo de modernização aplicacional.

3) Definir prioridades e desenhar um plano de ação

Finalmente, chega a hora de definir prioridades. Já fez uma lista de todas as aplicações existentes que carecem de modernização e também já tem informação sobre arquitetura e stack tecnológico que a sua organização utiliza. Neste momento, o importante será mesmo priorizar que aplicações devem ser migradas para a cloud. Esta priorização poderá ser feita tendo em conta diversos fatores, mas talvez seja importante priorizar as aplicações que causariam maior impacto positivo para a organização ou que trariam uma melhoria significante na experiência do consumidor. A aplicação com melhor relação esforço/benefício, deverá ser das primeiras a ser migrada para a cloud.

Cloud-native: uma decisão relevante a tomar

Este passo de modernização aplicacional é apenas o primeiro na caminhada para que as organizações se transformem em empresas cloud-native. Dado o primeiro passo, torna-se mais familiar desenhar iniciativas que são orientadas a uma realidade cloud. As aplicações passam então a ser construídas com todos os benefícios desta abordagem e o mindset da organização e respetivos colaboradores passa a estar totalmente alinhado com esse posicionamento, preparando as organizações para continuarem a ser altamente competitivas e inovadoras como o mercado atualmente assim o exige.

Na Xpand IT, somos especialistas em Azure e trabalhamos há vários anos com a tecnologia para construir soluções que tiram partidos de diferentes componentes de Azure. Seja para construir aplicações nativas em cloud ou acompanhar todo o processo de modernização aplicacional, as soluções que implementamos servem sempre o mesmo propósito: ajudar os nossos clientes a tornarem-se as empresas do futuro. Fique a conhecer um dos projetos que desenvolvemos em Azure para uma das maiores empresas nacionais.


Filipa MorenoModernização aplicacional com Azure: o caminho para a cloud
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Mais poder para si: como automatizar tarefas sem programar

De acordo com o dicionário, automação é a “execução automática de tarefas sem intervenção humana intermediária” e já todos ouvimos falar como a automação pode ser crucial na transformação das empresas. O argumento para a crescente automatização de processos internos das empresas encaixa num discurso mais abrangente de transformação digital, que defende que as empresas estão gradualmente a completar a transição para infraestruturas digitais, investindo em tecnologia e melhorando as suas capacidades internas por forma a conseguirem obter otimizações que, muitas vezes, têm reflexão nos serviços que prestam a clientes externos.

São reconhecidos inúmeros benefícios para a adoção de automação nas organizações: a poupança de tempo, criação de eficiências operacionais, a melhoria consistente na qualidade dos processos devido à redução do erro humano e até uma potencial maior satisfação dos colaboradores que usualmente têm que repetir as mesmas tarefas inúmeras vezes no mesmo dia e semana – e que podem muitas vezes ser alocados a tarefas onde podem aportar mais valor para a organização. A adoção de automação é efetivamente crucial no que toca à criação de eficiências internas que podem fazer toda a diferença no dia a dia das organizações.

No entanto, a adoção destas tecnologias envolve, numa primeira instância, um investimento não só na tecnologia que permite esta automação, mas também no desenvolvimento de casos de uso a implementar e estes dois fatores podem, frequentemente, constituir barreiras à adoção deste tipo de tecnologias de forma generalizada nas empresas. Então, como automatizar tarefas sem programar?

É precisamente para responder a estas barreiras que várias soluções low-code/no-code tem vindo a ganhar espaço no mercado, incluindo o Power Automate (um dos componentes da Microsoft Power Platform).

Como automatizar tarefas: o que é o Power Automate?

O Power Automate é um dos quatro componentes da Power Platform e o seu propósito é automatizar, de forma rápida e segura, processos de negócio, garantindo que as organizações conseguem aumentar a sua produtividade tanto em tarefas individuais como na automatização em escala de processos de negócio críticos para a sua atividade. A grande vantagem desta ferramenta é, sem dúvida, o facto de não ser necessário qualquer conhecimento de programação para se construir os fluxos de automação. Sejam estes mais simples ou mais complexos – tirando partido da tecnologia de RPA (Robotic Process Automation), por exemplo – qualquer pessoa tem o poder de criar os seus próprios automatismos sem ter que escrever uma linha de código.

Para além das funcionalidades já referidas, esta ferramenta oferece-nos igualmente a possibilidade de construir fluxos inteligentes, isto é, conseguimos incorporar capacidades de Inteligência Artificial (IA) para cumprir determinados objetivos. Uma vez mais, tal é possível sem ser necessário qualquer conhecimento acerca desta tecnologia que é inerentemente complexa e que está, tipicamente, apenas acessível a perfis técnicos.

Automação inteligente: o futuro

Como podemos então integrar Inteligência Artificial nos nossos fluxos de trabalho, tornando-os cada mais inteligentes e confiando na tecnologia para nos ajudar a ser ainda mais produtivos? Conseguimos fazê-lo tirando partido de um dos componentes da Power Platform, o AI Builder.

Com o AI Builder, é possível construir modelos com diferentes propósitos e que se adaptam a cenários distintos. Atualmente, são já 12 modelos pré-construídos que o AI Builder oferece: temos exemplos como análise de sentimentos, cenários preditivos, deteção de objetos, leitores de cartão de visitas ou até mesmo processamento de recibos. Estes são modelos que tiram partido de diferentes vertentes da tecnologia da IA e que podem ser integrados nos nossos workflows por forma a automatizar muitas tarefas repetitivas que constantemente temos que realizar no nosso dia a dia.

Imaginemos, por exemplo, que uma equipa de vendedores necessita de apresentar os recibos que vai acumulando ao longo do tempo com as suas sucessivas deslocações. Ao invés de ter que estar a analisar todos esses recibos manualmente, podemos utilizar o modelo de processamento de recibos para que seja mais fácil recolher os dados necessários para realizar o reembolso aos colaboradores. Com este modelo, é possível que cada colaborador tire apenas uma fotografia aos seus recibos sendo automaticamente recolhidas, através de IA, as informações relevantes presentes nesse documento, seja a data da transação, o nome e quantidade do item comprado ou, claro, o valor total do recibo. Conseguimos fazer exatamente a mesma operação com faturas que cheguem através de email de diferentes fornecedores utilizando o modelo de processamento de faturas.

Para dar mais um exemplo, com o modelo de análise de sentimentos poderemos implementar um outro caso de uso. Suponhamos que uma marca de retalho tem interesse em perceber de forma rápida qual é o sentimento geral dos seus clientes após terem sido atendidos no serviço após-venda. Ao analisar o texto redigido pelo cliente, este modelo de IA conseguirá analisar se o sentimento do cliente é positivo, negativo, misto ou neutro. Com esta informação, passamos a garantir um acompanhamento mais personalizado dos nossos clientes, para garantir que a sua experiência é a melhor possível.

Próximos passos

O potencial para automatizar tarefas diárias com recurso a Inteligência Artificial é ilimitado e já temos ao nosso dispor tecnologia que nos permite dar um passo em frente na modernização destes vários processos. Para conseguir dar esse passo, é essencial que identifique um caso de uso onde seja possível dar uso a esta tecnologia: só assim conseguirá analisar o real impacto da automação no seu quotidiano e na melhoria das operações internas da empresa onde se enquadra. Se precisa de ajuda para dar esse passo, nós podemos ajudar: o Low-Code Assessment que a equipa da Xpand IT construiu para si visa precisamente enquadrar a melhor solução possível para os desafios que a sua organização tem de ultrapassar, e os nossos experts irão explicar-lhe como automatizar tarefas sem programar.

O futuro já chegou. Não o deixe escapar.


Filipa MorenoMais poder para si: como automatizar tarefas sem programar
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