Filipa Moreno

6 benefícios para o negócio com Microsoft Azure

Cloud computing, ou computação em nuvem, é um termo utilizado para, segundo a Microsoft, “descrever uma rede global de servidores”. A cloud então, é uma entidade virtual que permite a comunicação entre vários servidores remotos por todo o mundo cujo objetivo é que funcionem como um único ecossistema. A questão que se impõe é: o que fazem, precisamente, esses servidores que estão espalhados um pouco pelo mundo?

Esses servidores são responsáveis por armazenar e gerir dados, executar aplicações ou outro tipo de serviços como análises, fornecimento de conteúdo ou mesmo inteligência, por forma a que a informação seja mais rapidamente disponibilizada a quem dela necessita. Ao invés dos colaboradores acederem aos serviços e ficheiros localmente através do seu próprio computador, tudo passa a estar disponível online, acessível em qualquer sítio e em qualquer lugar, através da Internet.

O grande objetivo da cloud é permitir o acesso a capacidades de computação e armazenamento a qualquer empresa, independentemente da sua dimensão, desde que tenham um modelo de negócio que suporte esta abordagem. Atualmente, existem vários fornecedores de serviços de cloud: alguns exemplos incluem a Amazon AWS, a Google Cloud e o Microsoft Azure.

A cloud certa para o seu negócio e as respetivas vantagens

Importa referir, no entanto, que nem todas as clouds são iguais. De facto, cada negócio é um negócio com as suas necessidades individuais. Assim, vários tipos de cloud surgiram por forma a ajudar cada empresa a optar pela solução mais adequada ao seu negócio. Os três tipos de cloud são:

–  Cloud pública: gerida e operada por fornecedores externos, de como é exemplo o Microsoft Azure. Nestes casos, todos os recursos são geridos pelo fornecedor da cloud.

Cloud privada: os recursos de computação são utilizados de forma exclusiva por uma única empresa. Esta cloud pode estar alojada fisicamente num datacenter ou nos escritórios das empresas;

Cloud híbrida: uma mistura entre a cloud pública e a cloud privada onde tudo pode ser partilhado de uma para a outra e vice-versa.

Independentemente do tipo de cloud que mais se adequa ao seu negócio, é inegável que a sua adoção tem um impacto relevante na forma como gere o seu negócio e nos benefícios palpáveis no dia-a-dia da empresa. Muitas vezes, no entanto, estes benefícios podem não ser claros ou percetíveis para quem está a ponderar adotar a cloud no seu negócio. Assim, para que não restem quaisquer dúvidas, apresentamos-lhe uma lista de 6 benefícios que o seu negócio pode ter ao adotar uma tecnologia de cloud como o Microsoft Azure:

1) Escalabilidade

Um dos maiores benefícios da utilização da cloud é a escalabilidade: com esta tecnologia, passa a ser possível aumentar ou diminuir os recursos e serviços que utiliza com base nas suas necessidades ou carga nos sistemas que detém. Melhor que isso é poder alocar ou desalocar recursos a qualquer momento, numa questão de minutos e em qualquer lugar que esteja – uma capacidade que antes não era possível no quotidiano das empresas. Adicionalmente, pode optar por fazer essa alteração de forma manual ou automática, com base em comportamentos específicos, como a utilização da CPU por exemplo.

2) Flexibilidade

A imprevisibilidade e as rápidas mudanças de contexto que todos nós sofremos nos dias que correm podem ter um impacto seriamente negativo para as empresas, caso estas não estejam preparadas para responder a novas circunstâncias em tempo útil. No entanto, ao adotar a cloud torna-se possível ajustar-se a todas essas mudanças de contexto, adicionando ou removendo recursos de forma automática. Imaginemos que o seu website sofre um aumento de tráfego da noite para o dia: beneficiando da elasticidade da cloud, esta aloca automaticamente mais recursos de computação para conseguir lidar com o aumento de tráfego, reajustando-se automaticamente e retirando os recursos adicionais quando o tráfego se normaliza.

3) Segurança

Quando falamos em segurança, não pensamos apenas em segurança física (acesso aos edifícios ou acesso físico aos servidores) mas também em segurança digital (quem pode aceder aos sistemas e aos dados da sua empresa). Os fornecedores de serviços de cloud contam com um amplo número de políticas, tecnologias, controlos e skills tecnológicas que oferecem um melhor nível de segurança, tanto física como digital, que a maior parte das empresas conseguiria alcançar de forma independente. Todas estas medidas por parte dos fornecedores resultam numa segurança reforçada que ajuda a garantir a proteção dos dados, das aplicações e da infraestrutura de potenciais ameaças.

4) Otimização de investimento

Os serviços de cloud, no que toca ao investimento, apresentam muitos benefícios: não apenas funcionam com base em modelos de consumo, isto é, o cliente apenas paga pelos recursos que consome, mas também não têm quaisquer custos iniciais (CapEx), não há necessidade de comprar ou gerir infraestrutura dispendiosa e, por fim, apenas se pagam recursos adicionais quando estes são necessários – e quando deixam de o ser, podem ser desligados. Todos estes benefícios traduzem-se numa otimização de custos: aliás, o Microsoft Azure disponibiliza os preços de recursos e serviços individuais por forma a que as empresas consigam prever o investimento para um dado período de tempo com base na sua estimativa de utilização.

5) Sustentabilidade

A sustentabilidade é um tema que se encontra na agenda política e económica mundial e a adoção da cloud é um passo para a total sustentabilidade da empresa na medida em que é responsável pela redução da pegada de carbono, é uma opção ecológica e endereça o tema do desperdício de uma forma transversal a toda a organização. Na verdade, os serviços de cloud têm uma contribuição relevante para a sustentabilidade das empresas: incentiva os colaboradores a utilizar serviços digitais por forma a substituir produtos físicos. Adicionalmente, com a cloud, os recursos podem ser alocados nos locais onde são usados com maior eficiência. No fundo, a adoção da cloud ajuda a desmaterializar a nossa economia: pensar em sustentabilidade nas empresas é pensar em soluções que endereçam o desperdício em todas as suas vertentes e a adoção desta tecnologia permite-nos a todos contribuir para a saúde do nosso planeta.

6) Competitividade

Todos os benefícios que listámos acima traduzem-se num ganho de competitividade no mercado em que a sua empresa está inserida. Porquê? Porque ao adotar tecnologia cloud, a sua empresa estará mais bem preparada para lidar e gerir de forma mais eficiente picos de atividade ou mesmo alterações de contexto do mercado ou de condições económicas. A sua empresa tornar-se-á mais flexível e mais ágil no seu processo de decisão e contará com melhor informação para tomar decisões sustentadas. Finalmente, com a redução de custos e uma melhor gestão dos processos internos, a empresa pode dedicar mais recursos ao acrescento de valor noutras áreas que lhe permitam estar à frente dos seus concorrentes.

A Unidade de Digital Xperience e o Microsoft Azure

A unidade de Digital Xperience da Xpand IT está focada, desde a sua criação, no desenvolvimento de soluções que tirem partido da cloud e, em particular, do Microsoft Azure. Desde o primeiro momento que o objetivo foi a utilização de serviços de plataforma (PaaS – Platform as a Service) e não infraestrutura (IaaS – Infrastructure as a Service), por todo o potencial que os serviços PaaS têm nas várias vertentes enunciadas anteriormente. Ou seja, praticamente todas as soluções que desenvolvemos tiram partido de uma combinação de diferentes componentes, como App Services, API Management, Cosmos DB, Cognitive Services, entre outros. Além de iniciativas de desenvolvimento de projetos nativos na cloud, trabalhamos muitas vezes com os nossos clientes na reengenharia de soluções existentes, por forma a que as mesmas consigam tirar partido de todas as vantagens da cloud.

Saiba como poderá tirar o máximo partido desta tecnologia na sua realidade: entre em contacto connosco aqui.

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Inteligência Artificial: de buzzword à prática

A Inteligência Artificial veio definitivamente para ficar. Uma tecnologia que começou por ser uma buzzword está agora efetivamente em prática em diversas organizações e indústrias. Não só a Inteligência Artificial tem um potencial imenso para mudar a forma como as organizações trabalham, mas também a forma como, nós, os utilizadores, interagimos com as mais diversas soluções digitais. O termo Inteligência Artificial já não é recente, mas tem, nos últimos anos assistido a um crescimento sem precedentes, que faz notar a credibilidade e valor que organizações e indivíduos, a cada ano que passa, dão a esta tecnologia. Conheça a minha visão sobre Inteligência Artificial: de buzzword à prática (e um exemplo concreto!).

Inteligência Artificial, na sua definição mais simples, consiste na possibilidade de dotar máquinas e dispositivos de inteligência, uma característica que é inerentemente humana. O objetivo deste ramo da ciência de computação é desenvolver dispositivos que simulem, realisticamente, o raciocínio humano. No entanto, a tecnologia não se fica por aí. Uma das grandes vantagens que esta tecnologia traz é a capacidade de construir modelos que se desenvolvem e aprendem com os inputs que lhe são oferecidos. É esta última característica que oferece um potencial de automatização de tantas operações que hoje em dia já estão a ser operacionalizadas por sistemas de Inteligência Artificial, como é o caso do apoio ao consumidor com recurso a chatbots.

AI Builder entra em cena

Atualmente, a tecnologia é maioritariamente explorada por pessoas com perfis técnicos e com conhecimentos adequados, o que na prática quer dizer que não está acessível a todos os perfis de pessoas dentro das organizações. Foi precisamente esse gap que a Microsoft pretendeu endereçar ao disponibilizar o AI Builder.

O AI Builder é uma funcionalidade da Microsoft Power Platform (Power Apps, Power Automate e Power BI) que oferece a possibilidade aos utilizadores de negócio – independentemente da sua experiência ou conhecimento técnico – de utilizarem, nas suas aplicações, tecnologia de Inteligência Artificial. Mesmo que os colaboradores não tenham qualquer conhecimento de programação, é possível em apenas alguns cliques, criar um modelo de Inteligência Artificial – o primeiro passo pode passar por utilizar um dos templates que a Microsoft disponibiliza –, fornecer-lhe dados com os quais ele consiga trabalhar e, por fim, personalizar esses mesmos modelos gerados. Em poucos minutos, conseguimos ainda treinar o modelo que criámos dando oportunidade ao sistema de se desenvolver e aprender com a informação que lhe fornecemos. Claro que a qualidade da resposta dada pelo algoritmo depende diretamente do treino que lhe é dado, mas é incrivelmente simples começar a tirar partido da tecnologia e perceber como todas as peças encaixam, sem que sejam necessários conhecimentos técnicos avançados, seja em linguagens de programação ou em algoritmos matemáticos.

Use case: Retail PowerApp

Como referimos anteriormente, o eixo de diferenciação do AI Builder é colocar à disposição de pessoas com perfis não técnicos uma tecnologia poderosa que consegue transformar o dia-a-dia das organizações. As potencialidades de uma ferramenta como o AI Builder tornam-se claras quando tomamos como exemplo um supermercado que, com as suas muitas dezenas de prateleiras, tem uma quantidade incrível de stock a gerir. As prateleiras de qualquer supermercado estão em constante movimento: produtos são inicialmente expostos e, à medida que os clientes visitam as lojas, as quantidades expostas começam a diminuir. Assim sendo, é necessário proceder à sua reposição para que os expositores não fiquem vazios. Este processo pode, tipicamente, estar assente em tarefas manuais e, por isso, decidimos perceber como poderíamos automatizar todo este processo com recurso ao AI Builder. Com a Retail PowerApp, que como o nome indica é uma aplicação desenvolvida através da Microsoft PowerApps, incorporámos um modelo de Inteligência Artificial treinado para reconhecer determinados artigos. Assim, um repositor de um supermercado apenas teria que abrir a aplicação e, ao ter previamente definido o que era suposto encontrar numa dada prateleira, tirar uma fotografia aos produtos. Desta forma, o modelo de Inteligência Artificial conseguirá não apenas reconhecer os artigos, mas também perceber o número de artigos que carecem de reposição.

Mas o processo não precisa de acabar aqui: por forma a que a experiência do repositor de loja seja fluída e mais simples, caso este encontre artigos que necessitem de reposição, pode encomendá-los diretamente na aplicação. Para gestão de stock, é possível verificar o histórico das encomendas já realizadas e perceber também o stock que a loja tem disponível. Todas estas funcionalidades juntas permitem que os funcionários obtenham mais produtividade, mais informação e mais agilidade em todo o processo de gestão de stock e reposição de artigos numa única experiência digital.

Mais do que explicar a forma como esta aplicação trabalha, que tal verem a mesma em ação? Conheçam a nossa Retail PowerApp aqui em baixo.

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Microsoft PowerApps: como transformar ideias em aplicações de negócio

Vivemos num mundo onde a mobilidade é ubíqua: existem, neste momento, apps para qualquer ação que precisemos de realizar num dado momento das nossas vidas. A maioria dessas apps são desenvolvidas tendo o consumidor final como linha orientadora e, idealmente, é esta figura que as empresas têm em mente quando desenham a sua solução digital. No entanto, as aplicações não trazem apenas benefícios de utilização para o consumidor final. As apps móveis, num ambiente interno, são também fundamentais para a gestão de atividades diárias de uma empresa.

As chamadas business apps são especificamente desenvolvidas para resolver um problema interno de uma organização. Nesse sentido, estas aplicações oferecem a possibilidade das empresas gerirem parte do negócio de uma forma mais rápida, mais eficiente e mais produtiva. Contudo, nem todas as business apps justificam o tempo e o investimento que são necessários para um desenvolvimento personalizado e adaptado às necessidades de cada empresa. Com as limitações reais que existem em qualquer empresa, tanto em termos de orçamento como em termos de tempo e recursos humanos, poderá rapidamente tornar-se um sonho distante construir uma aplicação que suprima necessidades internas de eficiência e eficácia para processos que têm potencial para ser automatizados.

Tirando partido de todo o ecossistema Microsoft, que está muito presente em várias organizações, é possível construir uma aplicação através das Microsoft PowerApps. Numa óptica de serviço interno, as PowerApps geram um impacto considerável nos processos das empresas, permitindo a desmaterialização de processos e, consequentemente, aumentando os níveis de produtividade e reduzindo ineficiências.

Por outro lado, com as PowerApps, é possível habilitar outros perfis de pessoas dentro da organização para criar e manter a aplicação, ainda que estas mesmas pessoas não tenham um perfil técnico. Adicionalmente, o Microsoft Power Automate – uma ferramenta complementar às PowerApps – ajuda a automatizar processos nas diferentes aplicações e serviços, seja aprovação de pedidos, cumprimento de certas condições (acções a respeitar caso a resposta seja sim/ não), automatização de processos repetidos, etc.

Desta forma, estas soluções digitais não dependerão exclusivamente do departamento de TI e estes power users, que já têm o conhecimento de negócio – e desde que munidos do conhecimento necessário para utilizar estas ferramentas – conseguirão sustentar uma solução eficaz, alicerçada na infraestrutura Microsoft, sem que necessitem de conhecimentos de programação. Além disso, com o Office 365, os dados circulam naturalmente, sem que exista a possibilidade de criação de silos – que geram entropias e ineficiências – sendo possível alimentar a aplicação com informação de uma forma imediata.

Exemplo prático: automatização de aprovação de dias de férias

Tomemos como exemplo o processo de aprovação de férias: automatizando todo o processo desde a inserção, por parte do colaborador, de um formulário com o pedido de férias e, permitindo à pessoa que o aprova a receção de uma push notification no seu telemóvel, consegue-se aprovar de imediato as férias do colaborador. Por fim, é enviado um email automático ao colaborador para o avisar de que o seu pedido foi aprovado. Desta forma, automatizamos um processo que estava anteriormente dependente do departamento dos RH. Com estas ferramentas disponíveis, rapidamente conseguimos passar da conceptualização à execução e, em poucos minutos, o colaborador vê o seu pedido de férias aprovado – pode já começar a planear o seu próximo destino de sonho ao invés de desesperar a pensar que serão precisas várias semanas até que os seus dias sejam aprovados. Como este exemplo, existem outros casos de uso das ferramentas PowerApps e Automate que são uma solução à medida, totalmente adaptável à realidade interna da sua empresa.

A experiência da Xpand IT com PowerApps

A Xpand IT tem trabalhado com Microsoft PowerApps e Microsoft Power Automate desde o início do desenvolvimento dos produtos. Como tal, reconhecemos desde logo que estas tecnologias poderiam complementar a nossa oferta de desenvolvimento mobile, quer numa vertente multiplataforma (Xamarin) quer numa vertente puramente nativa. No nosso entender, para apps a serem utilizadas no contexto das empresas, as PowerApps têm uma proposta de valor interessante, não só pelo Time-to-Market mais curto, mas também pelo facto de permitirem que utilizadores de negócio materializem a sua visão numa ferramenta que lhes seja útil – e que permita, futuramente, justificar o desenvolvimento de novas versões ou a utilização de outras tecnologias. Para cada problema existem várias soluções e nós encaramos as PowerApps como uma ferramenta muito interessante para potenciar a Transformação Digital nas empresas.

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Apple Pay em Portugal: O que muda nas nossas vidas

O que têm em comum Crédito Agrícola, Revolut e N26? O Apple Pay!

São 7h20 de um dia de semana aparentemente igual aos outros.

Conseguem imaginar o caos da rotina matinal de preparar e tomar o pequeno-almoço, tomar banho, vestir, preparar a marmita ao mesmo tempo que tentam não se esquecer de calçar as meias ou, pelo menos, de calçar duas meias iguais? No meio do caos, há sempre qualquer coisa que fica a faltar. Um dia que começa assim tem tudo para correr bem, certo? Errado.

É óbvio que num dia assim, quando se preparam para ir pagar o almoço, não conseguem encontrar a carteira. É óbvio que num dia assim, a carteira ficou em casa.

Bastam apenas dois segundos para, depois de nos apercebermos de que não temos a carteira connosco, chegarmos à conclusão que perdemos a nossa independência financeira e temos que ligar a um colega para nos vir pagar o almoço e salvar-nos de uma tarde inteira de tarefas que nos permitam compensar o restaurante pela refeição que consumimos.

Há uns anos seriacompletamente plausível vermos uma situação destas acontecer, mas, atualmente, em vez de ligarmos ao colega para nos vir salvar, conseguimos realizar pagamentos através do nosso telefone. Em menos de 1 minuto, o pagamento é realizado, sem qualquer fricção. Como é que é possível, perguntam vocês? Com o Apple Pay, claro. Obrigada, deuses da tecnologia!

Mas afinal, o que é exatamente o Apple Pay, que implicações tem este novo serviço para os consumidores e o que significa para a indústria financeira a introdução deste serviço no mercado?

Esta é uma tecnologia já algo madura. O serviço foi inicialmente lançado pela Apple em outubro de 2014 no seu país de origem – Estados Unidos da América – e, ao longo destes 5 anos, tem vindo a expandir a sua presença para muitos outros países. De facto, neste momento, já mais de 50 países contam com este serviço, sendo que a Apple tem planos para continuar a evangelização e implementação deste serviço por outros países do mundo.

A partir de junho de 2019, Portugal passou a fazer parte da lista de países que suportam o serviço Apple Pay. O Crédito Agrícola, o Revolut, o N26, o Monese e, mais recentemente, o Moey! foram as primeiras empresas a oferecer este serviço em Portugal. E nós fomos das primeiras empresas a implementar a tecnologia!

A Xpand IT foi um parceiro que acompanhou o processo de implementação do serviço Apple Pay na aplicação móvel do Crédito Agrícola desde o início e teve de garantir a criação de um fluxo de navegação simples e intuitivo, de forma a assegurar que o processo de adição de cartões à Apple Wallet através da app seria fácil, rápida e sem quaisquer obstáculos para o utilizador. A Xpand IT, juntamente com o Crédito Agrícola, garantiu que a implementação desta solução passou em todos os testes de segurança e requisitos exigentes da Apple. Não de somenos importância, a intervenção da Apple em todo o processo de implementação releva a necessidade de contar com um parceiro que esteja focado na experiência de utilização – com a preocupação de manter a experiência coerente e com capacidade de resposta para conseguir dar vida a esta nova forma de pagamento.

Mas como funciona o Apple Pay? Pegando no exemplo inicial do pagamento da refeição no restaurante, após o setup inicial onde se pode adicionar os cartões à “carteira” do iPhone, passa a ser possível utilizar apenas o telemóvel para realizar pagamentos contactless. Os terminais de multibanco são os mesmos de sempre – caso estes já aceitem pagamentos contactless, basta aceder à app Wallet, fazer a autenticação através de TouchID ou FaceID, encostar o Iphone ao terminal de pagamento e, voilá, o pagamento está feito. Sem que sejam necessárias carteiras ou cartões físicos, que apenas acrescentam obstáculos a todo este processo que se quer rápido. Como medida adicional de segurança, ao realizar pagamentos que ultrapassem um determinado valor (para Portugal foi definido um valor de 20 euros), será solicitado ao utilizador que confirme o pagamento através de um PIN por ele definido.

A verdade é que este serviço é diferenciador, uma vez que oferece total conveniência ao ato de pagamento – posso pagar as minhas compras em qualquer canal, seja este online, físico ou até mesmo em apps móveis, recorrendo aos dispositivos que já fazem parte da minha vida diária (iPhone, iPad, Mac ou Apple Watch) e sem complicações ou perdas de tempo desnecessárias. Por outro lado, este método de pagamento oferece também mais segurança: não apenas porque os dados do cartão são armazenados de forma segura através da criação de uma representação virtual do cartão (através de um token – que pode ser desativado ou ativado a qualquer momento na aplicação e de uma forma independente dos cartões físicos),mas também porque, para autorizar o pagamento é necessária uma autenticação biométrica. Esta é uma das razões pelas quais este serviço está a ter tanta aceitação em diferentes setores da economia, bem como um impacto considerável na indústria de pagamentos.

Eu sei que neste momento devem estar a pensar que nem tudo são rosas com este serviço e é verdade. Existe uma limitação da qual nenhum de nós nos livramos –continuamos a precisar de ter bateria no nosso telefone para garantir que temos os nossos cartões acessíveis bem como a possibilidade de realizar pagamentos à distância de um toque.

Agora sim, posso esquecer-me da carteira em casa sem problemas. Apenas tenho que garantir que o telefone não fica sem bateria. Se isso acontecer, não há tecnologia que nos salve. A não ser que daqui a alguns anos possamos simplesmente pagar autenticando a nossa identidade sem sequer ser necessário um telefone como veículo de pagamento. Mas isso é matéria para outro blog post!

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Power Platform World Tour: A nossa experiência

Na última semana de agosto, a Xpand IT rumou mais uma vez a Londres onde nos dias 28 e 29 teve lugar a primeira paragem europeia na Power Platform World Tour de 2019. Partimos de Lisboa com algumas expetativas que tínhamos a esperança que fossem cumpridas: fomos com vontade de conhecer ainda melhor esta plataforma que está a experienciar um crescimento muito interessante e ainda perceber um pouco melhor o que nos reserva o seu futuro.

Para aqueles que não estão totalmente familiarizados com a Power Platform, interessa esclarecer que esta é uma plataforma que agrega 3 produtos Microsoft que, juntos, dão vida a uma plataforma que promete dinamizar e promover a Transformação Digital das empresas. As PowerApps, o Flow e o PowerBI são as ferramentas que permitem a digitalização e automatização de processos internos e têm um potencial enorme para transformar a forma como as empresas gerem os seus processos e tomam as suas decisões. Com estas ferramentas, as empresas conseguirão tomar decisões informadas com agilidade e com processos baseados em tecnologia, com todas as vantagens que daí advêm.

O Evento

Mas voltando a Londres… foram dois dias recheados de conteúdo interessante, onde foi possível encontrar a crescente e entusiasta comunidade da Power Platform, explorar os desafios que diferentes indústrias estão a responder com as PowerApps e, não menos importante, receber uma dose de inspiração com as soluções apresentadas e a forma como várias empresas estão já a tirar partido destas tecnologias. Com o The Shard como pano de fundo, o evento foi um encontro da comunidade e uma partilha genuína de experiências… De facto, uma das mensagens mais poderosas da Microsoft é a simplicidade de utilização desta plataforma. Quando dizem que todos nós podemos construir uma app com as PowerApps e o Flow, é mesmo verdade. Com esta solução, tanto developers como utilizadores de negócio têm as ferramentas certas e estão capacitados para obter melhores resultados na sua empresa ao construírem apps. Esta não é uma ferramenta que, de um momento para o outro, possa ser utilizada para resolver todo e qualquer problema. Mas é, sem dúvida, possível endereçar alguns dos desafios que as empresas enfrentam hoje em dia através de um conjunto de tecnologias extremamente poderosas.

Um dos momentos altos do evento foi a possibilidade de ouvir em primeira mão o que a Microsoft tem a dizer sobre a evolução de todos estes produtos e aquilo que o futuro reserva, especialmente no que toca a melhorias e novas funcionalidades que estarão disponíveis para todos os utilizadores já a partir do próximo dia 1 de outubro. O AI Builder é um exemplo de uma das novas funcionalidades com que podemos contar com esta plataforma: com capacidades como classificação binária, deteção de objetos e processamento de formulários passa a ser mais fácil incluir os serviços cognitivos da Microsoft nas business applications, oferecendo-lhes uma camada de inteligência que até então não estava ao alcance das aplicações que eram criadas através das PowerApps. É todo um conjunto de novas funcionalidades – mais de 400 nos últimos 6 meses segundo foi partilhado – que permitirão o aparecimento de um número crescente de Citizen Developers.

Outro dos pontos mais relevantes do evento esteve relacionado com a forma como este tipo de iniciativas terá de ser gerido nas empresas em parceria com o departamento de IT. É certo que existem muitas vantagens em colocar o poder de criação de uma aplicação nas mãos de qualquer utilizador – aliás, hoje em dia estes mesmos utilizadores já usam o Excel e o Access para resolver muitas questões – mas tem de se garantir que o tema de Enterprise Management é devidamente endereçado. E, mais do que tudo, tem de se olhar para estas iniciativas de uma forma programática: a sua adopção terá de ser promovida continuamente para que não sejam consideradas apenas como um projectos one-shot.

Confirmámos também as nossas suspeitas acerca do crescimento sem precedentes da plataforma: crescimento de 700% de apps em produção só no último ano e mais de 2 milhões e meio de developers activos mensalmente na Power Platform. Estes são números surpreendentes que nos mostram que o mercado de low-code está a crescer: a Gartner e a Forrester nomearam as Microsoft PowerApps como líderes de mercado. É caso para dizer que o futuro parece ser risonho para as PowerApps e restante Power Platform.

Em conclusão

Em resumo, podem esperar mais novidades acerca das PowerApps muito em breve. O evento foi uma oportunidade excelente de vermos inovação em movimento no espaço interno das empresas e aprendermos com as múltiplas experiências da comunidade. Voltámos a Lisboa com a certeza que a proposta de valor das PowerApps para cenários de empowerment interno é muito interessante e que nesse sentido, podem complementar a nossa própria oferta de mobile development, tanto no que toca ao desenvolvimento multiplataforma (Xamarin) como no desenvolvimento puramente nativo.

Em termos estratégicos, a nossa visão para Customer Facing apps não passa por ferramentas de low-code. No entanto, vemos um potencial interessante quando nos focamos em cenários internos e de Employee Empowerment. Mais novidades em breve!

Filipa MorenoPower Platform World Tour: A nossa experiência
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