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Teletrabalho: boas práticas para trabalhar em casa (miúdos incluídos)

Fazer parte de uma equipa de Recursos Humanos significa entre outras coisas que diariamente estou focada nos colaboradores e no seu bem-estar.

Se é certo que a situação que estamos a viver de momento pode causar alguns receios e incertezas, quando estamos ao serviço de outras pessoas, com quem criamos ligações, essa preocupação ganha outro significado porque acima de tudo queremos que estejam bem e a trabalhar da melhor forma.

Assim, para ultrapassarmos alguns obstáculos e fazermos a necessária adaptação ao teletrabalho de uma forma permanente, tornando este momento numa experiência positiva, eu e a minha equipa juntámos, neste artigo, algumas boas práticas para trabalhar em casa – que implementámos internamente para garantir que todos os Xpanders conseguem trabalhar em casa de forma produtiva.

Acredito que estas dicas também podem ser muito úteis para ti, quer sejas estudante quer sejas profissional. Pelo menos têm sido eficazes para mim, e até achei que a adaptação seria mais difícil do que, na verdade, está a ser, já que tenho de dividir a minha atenção entre reuniões remotas, trabalho, dois filhos e tarefas domésticas.

Parte I – Teletrabalho: Dicas gerais para trabalhar em casa de forma produtiva

1 – Define uma rotina diária de trabalho e respeita o teu planeamento

Trabalhar em casa pode, nalgumas circunstâncias, tornar-nos mais desleixados ou trazer distrações acrescidas. Para garantir a produtividade e o otimismo, em teletrabalho, deves seguir um planeamento e manter as tuas rotinas diárias de sempre, tais como: vestires-te (evita a tentação de trabalhar de pijama) fazeres as refeições habituais, entre outras. Para além disto, é muito importante que dês tempo ao tempo para perceberes e experimentares a rotina que melhor se adequa a ti, fazendo alguns ajustes.

2 – Cria uma lista com objetivos

Para chegares ao fim do dia com a sensação de dever cumprido e de paz interior, pode ser boa ideia definires objetivos diários que queres atingir, logo pela manhã. Ainda que possas concretizar diversas tarefas ao longo do dia, é fundamental teres dois ou três resultados pretendidos que vão orientar o teu dia. Desta forma, é quase certo que vais sentir-te realizado/a a trabalhar em casa.

3 – Cria o teu home office

Em teletrabalho, é fundamental que o espaço em que vais passar tantas horas a trabalhar ou a estudar seja apropriado e tenha as condições necessárias para conseguires estar confortável e focado/a. Se ainda não tens um home office ou escritório, prepara um espaço confortável e evita trabalhar no sofá ou na cama. Será mais fácil se o teu espaço de trabalho não for o mesmo onde fazes pausas, comes, relaxas, ou tens as tuas atividades de lazer.

4 – Trabalha por blocos de tempo e faz pausas

Uma boa estratégia que podes experimentar para gerires o teu tempo é dividires as tuas tarefas em blocos de tempo específicos para cada tipo, fazendo pausas entre elas. Assim, consegues fazer o shift mental e manter o foco. No fundo, o teletrabalho é como estar no escritório – precisamos de fazer pausas para nos sentirmos bem e trabalharmos melhor.

5 – Comunica com as pessoas que partilham contigo a tua casa

Se vives com alguém, parceiro/a, familiares, amigos, e têm a necessidade de partilhar o mesmo espaço de trabalho, é boa ideia explicares como vai ser o teu dia para que estejam todos na mesma página em relação às vossas expectativas e necessidades.

Por exemplo, se tiveres uma chamada importante e precisares de algum silêncio, ou precisares de te focar especialmente devido a um deadline apertado, partilha com as pessoas em casa, para que possam ajudar-te nesse objetivo. Por certo, também vão haver momentos em que vais precisar de apoiar o teu parceiro/a. Em teletrabalho, é importante equilibrar as necessidades de ambos, mantendo uma comunicação aberta e positiva entre vocês.

6 – Mantém o contacto com colegas e managers

Podemos estar fisicamente isolados, mas isso não significa que não continuamos a poder falar regularmente com os nossos colegas e managers. Felizmente existem diversas ferramentas digitais ao nosso dispor, muito úteis quando estamos a trabalhar em casa. Na Xpand IT o Microsoft Teams, por exemplo, já faz parte do nosso dia-a-dia, promovendo uma cultura de trabalho colaborativa e ágil. Tanto para chat entre equipas, como para partilhar documentos, criar interações dinâmicas ou fazer uma videochamada.

Garante que tu e a tua equipa estão totalmente alinhados e que os teus colegas têm a noção das circunstâncias em tua casa, do trabalho que tens em mãos, das tuas necessidades e expectativas. Mais uma vez, a chave é: comunicar, comunicar, comunicar. Partilhar, partilhar, partilhar. Confiar, confiar, confiar.

7 – Usa o tempo extra a teu favor

Uma vez que em teletrabalho não temos de fazer as deslocações habituais, pode ser uma boa ideia usares esse tempo extra para fazeres algo que potencie a tua saúde e equilíbrio pessoal. Há quanto tempo queres tentar meditar? E quantos livros tens na cabeceira da cama, por ler? E que tal fazeres logo pela manhã alguns exercícios físicos, para começares o dia com mais energia? Se há uma coisa fantástica na internet é a quantidade e diversidade de recursos e vídeos que podes encontrar, para te manteres ativo/a e saudável. É só fazer uma pesquisa.

Parte II – Boas práticas para trabalhar em casa de forma produtiva e cuidar em simultâneo dos miúdos

1 – Usa a sesta em teu benefício

Começar logo a trabalhar cedo pela manhã enquanto os teus filhos ainda estão a dormir pode ser muito útil. Ou aproveitares aquele momento à noite, depois de adormecerem. Assim, não te vais sentir tão stressado/a quando precisares de fazer pausas, durante o dia, para brincar com eles.

2 – Cria um espaço próprio para as brincadeiras das tuas crianças

Prepara uma secretária adequada ao tamanho dos teus filhos, com diferentes materiais, para os manter entretidos. Isto vai dar-te literalmente algumas horas em cada dia porque vão ter uma quantidade enorme de diferentes coisas para fazer, fazendo-os sentir-se importantes.

3 – Define um plano de atividades para os teus filhos

Em teletrabalho, é tão importante definires um planeamento para as tuas rotinas e produtividade, como teres um plano específico com diferentes atividades para os teus filhos estarem ocupados, ao longo do dia. Podes planear o número de horas que podem passar a ver televisão ou a jogar videojogos, definir um período para lerem ou para atividades criativas e até mesmo para aprenderem coisas novas (temas escolares ou outros). Tira vantagem de plataformas como a Khan Academy entre outras que são excelentes recursos.

4 – Permite a proximidade

Se achares que pode fazer sentido, faz por trabalhar perto dos teus filhos, deixando-os brincar no teu espaço de trabalho. Como deves saber, as crianças exigem atenção o tempo todo e para além disso gostam de poder observar-te (e até admirar-te a trabalhar em casa).

5 – Tem um biberon ao pé de ti

Se tens um bebé, pode ser útil teres um biberon preparado, antes de iniciares uma reunião. Desta forma, mesmo que o teu bebé acorde durante a mesma, tens um salva vidas para o distrair e tranquilizar. Se já forem crianças maiores, prepara snacks que eles possam comer ou beber, durante o dia, para que consigam ser mais autónomos.

6 – Deixa o telemóvel na tua secretária

Quando decidires fazer uma pausa para estar algum tempo com a tua família, faz por deixar o teu telemóvel na secretária, para que possas usufruir verdadeiramente desse momento com eles.

7 – Alterna os brinquedos e cria uma “caixa surpresa”

Podes preparar uma roda da sorte para descobrirem a que jogo vão brincar, mantendo a animação e a motivação certas para brincarem sozinhos. Outra ideia é ter uma caixa já preparada com cartolinas, pom poms, cola, tesouras, glitter, tubos, botões, autocolantes, jóias de plástico, tintas aguarela, canetas, bolas de sabão, balões, missangas, papel de seda, plasticina, penas, etc. (escolhe os itens cuidadosamente, de acordo com a idade dos teus filhos e deixa-os divertirem-se).

8 – Liberta-te da pressão

Se as coisas nem sempre correrem como planeaste, em vez de stressares, foca-te nos teus filhos e desanuvia um pouco. Podes sempre trabalhar em casa mais tarde quando já estiverem a dormir ou compensar no dia seguinte. Permite-te também fazer algo de significativo ou divertido com eles, equilibrando o teu tempo pessoal-profissional. Aqui é fundamental que fales com o teu manager e equipa, partilhando as tuas necessidades e horários.

9 – Mindfull! Desfruta!

Fazer teletrabalho em casa é uma oportunidade única para te focares em ti, na tua saúde e família. Desfruta de cada dia e dos pequenos momentos com as tuas crianças, para manteres o espírito positivo.

*Este artigo é uma versão PT do conteúdo original que pode ser lido aqui.

Marta AlegriaTeletrabalho: boas práticas para trabalhar em casa (miúdos incluídos)
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6 benefícios para o negócio com Microsoft Azure

Cloud computing, ou computação em nuvem, é um termo utilizado para, segundo a Microsoft, “descrever uma rede global de servidores”. A cloud então, é uma entidade virtual que permite a comunicação entre vários servidores remotos por todo o mundo cujo objetivo é que funcionem como um único ecossistema. A questão que se impõe é: o que fazem, precisamente, esses servidores que estão espalhados um pouco pelo mundo?

Esses servidores são responsáveis por armazenar e gerir dados, executar aplicações ou outro tipo de serviços como análises, fornecimento de conteúdo ou mesmo inteligência, por forma a que a informação seja mais rapidamente disponibilizada a quem dela necessita. Ao invés dos colaboradores acederem aos serviços e ficheiros localmente através do seu próprio computador, tudo passa a estar disponível online, acessível em qualquer sítio e em qualquer lugar, através da Internet.

O grande objetivo da cloud é permitir o acesso a capacidades de computação e armazenamento a qualquer empresa, independentemente da sua dimensão, desde que tenham um modelo de negócio que suporte esta abordagem. Atualmente, existem vários fornecedores de serviços de cloud: alguns exemplos incluem a Amazon AWS, a Google Cloud e o Microsoft Azure.

A cloud certa para o seu negócio e as respetivas vantagens

Importa referir, no entanto, que nem todas as clouds são iguais. De facto, cada negócio é um negócio com as suas necessidades individuais. Assim, vários tipos de cloud surgiram por forma a ajudar cada empresa a optar pela solução mais adequada ao seu negócio. Os três tipos de cloud são:

–  Cloud pública: gerida e operada por fornecedores externos, de como é exemplo o Microsoft Azure. Nestes casos, todos os recursos são geridos pelo fornecedor da cloud.

Cloud privada: os recursos de computação são utilizados de forma exclusiva por uma única empresa. Esta cloud pode estar alojada fisicamente num datacenter ou nos escritórios das empresas;

Cloud híbrida: uma mistura entre a cloud pública e a cloud privada onde tudo pode ser partilhado de uma para a outra e vice-versa.

Independentemente do tipo de cloud que mais se adequa ao seu negócio, é inegável que a sua adoção tem um impacto relevante na forma como gere o seu negócio e nos benefícios palpáveis no dia-a-dia da empresa. Muitas vezes, no entanto, estes benefícios podem não ser claros ou percetíveis para quem está a ponderar adotar a cloud no seu negócio. Assim, para que não restem quaisquer dúvidas, apresentamos-lhe uma lista de 6 benefícios que o seu negócio pode ter ao adotar uma tecnologia de cloud como o Microsoft Azure:

1) Escalabilidade

Um dos maiores benefícios da utilização da cloud é a escalabilidade: com esta tecnologia, passa a ser possível aumentar ou diminuir os recursos e serviços que utiliza com base nas suas necessidades ou carga nos sistemas que detém. Melhor que isso é poder alocar ou desalocar recursos a qualquer momento, numa questão de minutos e em qualquer lugar que esteja – uma capacidade que antes não era possível no quotidiano das empresas. Adicionalmente, pode optar por fazer essa alteração de forma manual ou automática, com base em comportamentos específicos, como a utilização da CPU por exemplo.

2) Flexibilidade

A imprevisibilidade e as rápidas mudanças de contexto que todos nós sofremos nos dias que correm podem ter um impacto seriamente negativo para as empresas, caso estas não estejam preparadas para responder a novas circunstâncias em tempo útil. No entanto, ao adotar a cloud torna-se possível ajustar-se a todas essas mudanças de contexto, adicionando ou removendo recursos de forma automática. Imaginemos que o seu website sofre um aumento de tráfego da noite para o dia: beneficiando da elasticidade da cloud, esta aloca automaticamente mais recursos de computação para conseguir lidar com o aumento de tráfego, reajustando-se automaticamente e retirando os recursos adicionais quando o tráfego se normaliza.

3) Segurança

Quando falamos em segurança, não pensamos apenas em segurança física (acesso aos edifícios ou acesso físico aos servidores) mas também em segurança digital (quem pode aceder aos sistemas e aos dados da sua empresa). Os fornecedores de serviços de cloud contam com um amplo número de políticas, tecnologias, controlos e skills tecnológicas que oferecem um melhor nível de segurança, tanto física como digital, que a maior parte das empresas conseguiria alcançar de forma independente. Todas estas medidas por parte dos fornecedores resultam numa segurança reforçada que ajuda a garantir a proteção dos dados, das aplicações e da infraestrutura de potenciais ameaças.

4) Otimização de investimento

Os serviços de cloud, no que toca ao investimento, apresentam muitos benefícios: não apenas funcionam com base em modelos de consumo, isto é, o cliente apenas paga pelos recursos que consome, mas também não têm quaisquer custos iniciais (CapEx), não há necessidade de comprar ou gerir infraestrutura dispendiosa e, por fim, apenas se pagam recursos adicionais quando estes são necessários – e quando deixam de o ser, podem ser desligados. Todos estes benefícios traduzem-se numa otimização de custos: aliás, o Microsoft Azure disponibiliza os preços de recursos e serviços individuais por forma a que as empresas consigam prever o investimento para um dado período de tempo com base na sua estimativa de utilização.

5) Sustentabilidade

A sustentabilidade é um tema que se encontra na agenda política e económica mundial e a adoção da cloud é um passo para a total sustentabilidade da empresa na medida em que é responsável pela redução da pegada de carbono, é uma opção ecológica e endereça o tema do desperdício de uma forma transversal a toda a organização. Na verdade, os serviços de cloud têm uma contribuição relevante para a sustentabilidade das empresas: incentiva os colaboradores a utilizar serviços digitais por forma a substituir produtos físicos. Adicionalmente, com a cloud, os recursos podem ser alocados nos locais onde são usados com maior eficiência. No fundo, a adoção da cloud ajuda a desmaterializar a nossa economia: pensar em sustentabilidade nas empresas é pensar em soluções que endereçam o desperdício em todas as suas vertentes e a adoção desta tecnologia permite-nos a todos contribuir para a saúde do nosso planeta.

6) Competitividade

Todos os benefícios que listámos acima traduzem-se num ganho de competitividade no mercado em que a sua empresa está inserida. Porquê? Porque ao adotar tecnologia cloud, a sua empresa estará mais bem preparada para lidar e gerir de forma mais eficiente picos de atividade ou mesmo alterações de contexto do mercado ou de condições económicas. A sua empresa tornar-se-á mais flexível e mais ágil no seu processo de decisão e contará com melhor informação para tomar decisões sustentadas. Finalmente, com a redução de custos e uma melhor gestão dos processos internos, a empresa pode dedicar mais recursos ao acrescento de valor noutras áreas que lhe permitam estar à frente dos seus concorrentes.

A Unidade de Digital Xperience e o Microsoft Azure

A unidade de Digital Xperience da Xpand IT está focada, desde a sua criação, no desenvolvimento de soluções que tirem partido da cloud e, em particular, do Microsoft Azure. Desde o primeiro momento que o objetivo foi a utilização de serviços de plataforma (PaaS – Platform as a Service) e não infraestrutura (IaaS – Infrastructure as a Service), por todo o potencial que os serviços PaaS têm nas várias vertentes enunciadas anteriormente. Ou seja, praticamente todas as soluções que desenvolvemos tiram partido de uma combinação de diferentes componentes, como App Services, API Management, Cosmos DB, Cognitive Services, entre outros. Além de iniciativas de desenvolvimento de projetos nativos na cloud, trabalhamos muitas vezes com os nossos clientes na reengenharia de soluções existentes, por forma a que as mesmas consigam tirar partido de todas as vantagens da cloud.

Saiba como poderá tirar o máximo partido desta tecnologia na sua realidade: entre em contacto connosco aqui.

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Filipa Moreno6 benefícios para o negócio com Microsoft Azure
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De QA para Business Intelligence developer: como me apaixonei pelos dados

Qualquer pessoa que me conheça sabe que adoro aquilo que faço profissionalmente enquanto business intelligence developer. No entanto, nem sempre foi assim.

Quando iniciei a minha carreira, acabada de sair da faculdade, não sabia exatamente em que área de TI me queria especializar e acabei por ir parar a uma função de software quality assurance. Mesmo tendo sido divertido por um tempo aprender a “quebrar” softwares e pregar partidas aos developers, não me sentia realizada e, sinceramente, não via um rumo à minha frente.

E não me interpretem mal – especialmente depois de ter trabalhado algum tempo como tester –acredito verdadeiramente na importância da área de Quality Assurance. Naturalmente que tem os seus desafios e retribuições. Esta experiência ensinou-me lições fundamentais que hoje em dia são muito úteis, tornando-me uma melhor profissional. Apenas não era o mais indicado para mim. Sempre soube lá no fundo que não me satisfazia testar o produto desenvolvido por alguém. Queria ser eu própria a desenvolver algo! Então, decidi fazer uma pausa, foquei-me noutra direção e procurei outra área de TI.

A minha mudança de Quality Assurance para Business Intelligence developer foi muito direta e espontânea. Sempre tive interesse em analytics mas pensava que o meu conhecimento académico neste tema era insuficiente para conseguir uma oportunidade profissional nesta área. Não podia estar mais enganada!

Bons testers são data-driven, sabem como explorar softwares, têm excelentes skills em bases de dados, conseguindo ir ao fundo da questão dos dados para descobrirem a causa de um problema. Para além disso, eles têm de perceber o negócio por dentro e por fora. Todas estas competências mostraram-se valiosas na minha transição para business intelligence developer.

Já passaram praticamente cinco anos desde que mudei de área. Partilho agora contigo cinco razões para te explicar como me apaixonei pelos dados e pela área de Business Intelligence e porque sei hoje que ser business intelligence developer é o trabalho certo para mim.

1 – Nunca vais sentir monotonia

Enquanto business intelligence developer trabalho em soluções end-to-end. O que significa que analiso e desenho soluções data warehouse, crio processos ETL bem como relatórios e dashboards para os clientes. Tenho também a possibilidade de trabalhar perto do negócio e com diversas tecnologias e ferramentas nas várias fases dos processos de desenvolvimento.

2 – Deixas de supor para passares a argumentar com factos

Os dados nunca mentem. Eles dão respostas objetivas às questões do negócio, pondo quase sempre um ponto final a qualquer argumento subjetivo. Vais poder ajudar as organizações a conhecer melhor os seus produtos, clientes e o mercado e, acima de tudo, a tomarem decisões seguras, informadas e acertadas com base em factos, deixando para trás as decisões por sensação ou feeling.

3 – Ajuda as organizações a darem sentido aos dados

Os dados e a informação estão por toda a parte. Das vendas aos leads de marketing, passando pelo impacto de social media até aos pedidos de suporte através de tickets, esta lista nunca acaba. Apesar disso, a maioria dos decisores de uma organização não tem acesso direto à informação que realmente importa para tomarem decisões de negócio críticas, quando na verdade deveriam ter. Normalmente acabam por pedir a terceiros essa informação, perdendo muitas vezes o momentum. Ajudar os negócios a implementar soluções self-service, modernas, de Business Intelligence e que definitivamente dão às pessoas o poder de terem autonomamente respostas para as suas questões, pode ser entusiasmante e vai, naturalmente, satisfazer as mentes mais curiosas.

4 –Otimiza operações de negócio

Um dos aspetos mais gratificantes de ser business intelligence developer é observar a satisfação plena nos rostos dos nossos clientes quando vêem as tarefas repetitivas a serem automatizadas. Dessa forma conseguem reduzir os erros e poupar tempo para se concentrarem noutras tarefas. Por exemplo, perdi a conta da quantidade de empresas – a que fiz consultoria – e que na altura utilizavam o Excel para fazer reporting. Todos os meses tinham alguém responsável por criar os mesmos relatórios: preencher a informação manualmente, apagar dados, criar apresentações de Powerpoint e enviá-las para a mesma listagem de emails. Mostrar aos business users que é possível automatizar e otimizar este processo faz com que olhem para ti como se estivesses a fazer algum truque de magia.

5 – Descobres novos insights para o negócio

Explorar visualmente os dados utilizando ferramentas self-service de analytics vai permitir-te desbloquear o potencial dos dados para qualquer negócio. Consegues revelar informação importante e descobrir novos padrões e tendências de negócio que estavam escondidas. É como um momento “ah-ah” sempre que encontras algo novo. Todo este processo de descoberta dos dados pode ser verdadeiramente divertido e entusiasmante.

Conclusão

Resumindo, mudar de percurso profissional de Quality Assurance para Business Intelligence foi a decisão certa para mim. Há muitos outros fatores que explicam o porquê de gostar tanto do que faço profissionalmente, enquanto business intelligence developer, mas estas são, sem dúvida, as principais razões para explicar porque sou apaixonada por BI. Acredito que servem para vos deixar entusiasmados também, e, quem, sabe, experimentarem esta área.

*Este artigo é uma versão PT do conteúdo original que pode ser lido aqui.

Vanessa RamosDe QA para Business Intelligence developer: como me apaixonei pelos dados
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Inteligência Artificial: de buzzword à prática

A Inteligência Artificial veio definitivamente para ficar. Uma tecnologia que começou por ser uma buzzword está agora efetivamente em prática em diversas organizações e indústrias. Não só a Inteligência Artificial tem um potencial imenso para mudar a forma como as organizações trabalham, mas também a forma como, nós, os utilizadores, interagimos com as mais diversas soluções digitais. O termo Inteligência Artificial já não é recente, mas tem, nos últimos anos assistido a um crescimento sem precedentes, que faz notar a credibilidade e valor que organizações e indivíduos, a cada ano que passa, dão a esta tecnologia. Conheça a minha visão sobre Inteligência Artificial: de buzzword à prática (e um exemplo concreto!).

Inteligência Artificial, na sua definição mais simples, consiste na possibilidade de dotar máquinas e dispositivos de inteligência, uma característica que é inerentemente humana. O objetivo deste ramo da ciência de computação é desenvolver dispositivos que simulem, realisticamente, o raciocínio humano. No entanto, a tecnologia não se fica por aí. Uma das grandes vantagens que esta tecnologia traz é a capacidade de construir modelos que se desenvolvem e aprendem com os inputs que lhe são oferecidos. É esta última característica que oferece um potencial de automatização de tantas operações que hoje em dia já estão a ser operacionalizadas por sistemas de Inteligência Artificial, como é o caso do apoio ao consumidor com recurso a chatbots.

AI Builder entra em cena

Atualmente, a tecnologia é maioritariamente explorada por pessoas com perfis técnicos e com conhecimentos adequados, o que na prática quer dizer que não está acessível a todos os perfis de pessoas dentro das organizações. Foi precisamente esse gap que a Microsoft pretendeu endereçar ao disponibilizar o AI Builder.

O AI Builder é uma funcionalidade da Microsoft Power Platform (Power Apps, Power Automate e Power BI) que oferece a possibilidade aos utilizadores de negócio – independentemente da sua experiência ou conhecimento técnico – de utilizarem, nas suas aplicações, tecnologia de Inteligência Artificial. Mesmo que os colaboradores não tenham qualquer conhecimento de programação, é possível em apenas alguns cliques, criar um modelo de Inteligência Artificial – o primeiro passo pode passar por utilizar um dos templates que a Microsoft disponibiliza –, fornecer-lhe dados com os quais ele consiga trabalhar e, por fim, personalizar esses mesmos modelos gerados. Em poucos minutos, conseguimos ainda treinar o modelo que criámos dando oportunidade ao sistema de se desenvolver e aprender com a informação que lhe fornecemos. Claro que a qualidade da resposta dada pelo algoritmo depende diretamente do treino que lhe é dado, mas é incrivelmente simples começar a tirar partido da tecnologia e perceber como todas as peças encaixam, sem que sejam necessários conhecimentos técnicos avançados, seja em linguagens de programação ou em algoritmos matemáticos.

Use case: Retail PowerApp

Como referimos anteriormente, o eixo de diferenciação do AI Builder é colocar à disposição de pessoas com perfis não técnicos uma tecnologia poderosa que consegue transformar o dia-a-dia das organizações. As potencialidades de uma ferramenta como o AI Builder tornam-se claras quando tomamos como exemplo um supermercado que, com as suas muitas dezenas de prateleiras, tem uma quantidade incrível de stock a gerir. As prateleiras de qualquer supermercado estão em constante movimento: produtos são inicialmente expostos e, à medida que os clientes visitam as lojas, as quantidades expostas começam a diminuir. Assim sendo, é necessário proceder à sua reposição para que os expositores não fiquem vazios. Este processo pode, tipicamente, estar assente em tarefas manuais e, por isso, decidimos perceber como poderíamos automatizar todo este processo com recurso ao AI Builder. Com a Retail PowerApp, que como o nome indica é uma aplicação desenvolvida através da Microsoft PowerApps, incorporámos um modelo de Inteligência Artificial treinado para reconhecer determinados artigos. Assim, um repositor de um supermercado apenas teria que abrir a aplicação e, ao ter previamente definido o que era suposto encontrar numa dada prateleira, tirar uma fotografia aos produtos. Desta forma, o modelo de Inteligência Artificial conseguirá não apenas reconhecer os artigos, mas também perceber o número de artigos que carecem de reposição.

Mas o processo não precisa de acabar aqui: por forma a que a experiência do repositor de loja seja fluída e mais simples, caso este encontre artigos que necessitem de reposição, pode encomendá-los diretamente na aplicação. Para gestão de stock, é possível verificar o histórico das encomendas já realizadas e perceber também o stock que a loja tem disponível. Todas estas funcionalidades juntas permitem que os funcionários obtenham mais produtividade, mais informação e mais agilidade em todo o processo de gestão de stock e reposição de artigos numa única experiência digital.

Mais do que explicar a forma como esta aplicação trabalha, que tal verem a mesma em ação? Conheçam a nossa Retail PowerApp aqui em baixo.

Filipa MorenoInteligência Artificial: de buzzword à prática
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Tableau e Salesforce: 5 benefícios para apostar na integração

Atualmente, os dados são a chave de um negócio e nada está completo até estes serem transformados em insights, através de ferramentas como o Tableau. O Tableau fornece uma plataforma de analytics intuitiva, que permite que pessoas sem qualquer tipo de skills técnicas possam trabalhar os dados, sendo amplamente conhecido por ajudar empresas a modelar, explorar e visualizar os dados que geram.

Já o Salesforce, é uma plataforma cloud-based, que funciona num modelo software-as-a-service, altamente customizável, com inúmeras funcionalidades de integração. Com Salesforce, as empresas conseguem gerir uma parte muito importante do seu trabalho, nomeadamente as vendas, o planeamento de contas, o tempo e toda a colaboração entre equipas. É o software líder no setor de CRM (Customer Relationship Management) e encontra-se implementado em milhares de empresas por todo o mundo. É uma plataforma extremamente útil para efetuar a gestão de todos os dados gerados por um departamento de sales, e funciona ainda melhor quando combinado com Tableau.

Neste blog post irei explicar os 5 principais benefícios para apostar na integração de Tableau e Salesforce, que acaba por trazer muito mais valor do que utilizar duas ferramentas em separado. Se ficou interessado em aprender como integrar Tableau e Salesforce, veja aqui.

Perspetiva de melhorias a longo-prazo:

Melhorias no Tableau

Como parte integrante do Salesforce, o Tableau conseguiria escalar e expandir a sua missão, que passa por ajudar as pessoas a ver e entender os dados, entregando, assim, a possibilidade de inovar na tomada de decisões, mais rápido do que nunca. Tendo o Tableau acesso à base de dados de clientes presente no Salesforce (para além de outras fontes de informação), é expectável assistir a um grande push em termos de novas funcionalidades, que aumentam a vantagem competitiva sobre os outros concorrentes no mercado. Esta melhoria criada pela integração das duas plataformas aumentará o engagement da comunidade do Tableau em relação ao Salesforce, possivelmente aumentado o market share do Salesforce.

Inteligência Artificial & Business Intelligence

O Salesforce Einstein é o primeiro sistema de Inteligência Artificial (IA) para o CRM. É um conjunto integrado de tecnologias de IA, que torna o Salesforce Customer 360 mais inteligente e pioneiro em todos os sentidos. Com uma visão 360º do negócio da sua empresa, é possível perceber melhor que clientes devem ser abordados e em que momento, que territórios alinhar, que oportunidades de cross-sell devem ser seguidas e que leads se devem priorizar.

A inovação trazida pelo Salesforce Eisntein irá fundir-se com as capacidades de Business Intelligence oferecidas pelo Tableau, o que dará origem a uma plataforma imbatível, capaz de levar para outro nível o sucesso com os seus clientes, utilizando capacidades de Inteligência Artificial extremamente avançadas, fazendo do Salesforce o CRM mais inteligente do mundo. Estamos de olhos postos neste tema e esperamos que esta integração possa revolucionar este setor.

Existem, também, benefícios imediatos:

Melhorias no Salesforce

O Salesforce irá desempenhar um papel ainda mais importante na transformação digital, permitindo que empresas em todo o mundo possam explorar os seus dados e obter insights realmente úteis, para que possam tomar decisões mais fundamentadas.

Uma simples fusão de alguns produtos de Salesforce (Sales, Marketing, Commerce, etc) com dados mais complexos de clientes irá aprofundar a capacidade do sistema entender os dados, resultando em insights mais relevantes sobre oportunidades de negócio, tornando os sistemas de CRM, de facto, mais inteligentes do que nunca. Esta fusão irá permitir aos clientes visualizar dados e partilhar conclusões entre os vários níveis de uma organização. Com Tableau, o Salesforce dará “vida” aos dados, através de relatórios e dashboards inovadores, garantindo que toda a informação necessária se encontra na mesma página, poupando tempo, e garantindo uma melhor análise dos dados.

Análises em minutos

O Dashboard Starters do Tableau permite que os clientes do Tableau Online possam visualizar dados rapidamente. Esta característica do software oferece dashboards pré-desenhados, construídos para conseguir analisar os dados que quiser em poucos minutos.

As equipas de sales precisam de seguir métricas importantes, se pretendem que o seu departamento atinja uma classe mundial: em que ponto estão em termos de quota, qual o tamanho do seu pipeline, o que está a correr bem e o que poderia ser melhorado. Com o Salesforce Starters, é possível afunilar o funil de vendas e utilizar o poder dos dados que têm dentro do seu departamento, também mais rápido do que nunca.

Salesforce autónomo para todos

A extensão do Tableau para Salesforce – o Salesforce Canvas Adapter – permite incorporar dashboards diretamente no Salesforce, para que a equipa tenha acesso a análises onde e quando precisa, diminuindo, assim, o receio de deixar passar uma boa oportunidade, devido à falta de inteligência incorporada. Uma das melhores formas de garantir que as suas equipas têm os dados necessários para tomas as decisões certas é colocar as análises dentro dos sistemas que estas utilizam diariamente.

 

Em conclusão, o Salesforce e o Tableau, juntos, irão certamente revolucionar a perspetiva de como as empresas entendem os seus clientes, utilizando os dados disponíveis para sustentar essa visão.

Marc Benioff, Presidente do Conselho de Administração e co-CEO do Salesforce disse: “Estamos a juntar o #1 CRM em todo o mundo e a #1 plataforma de análise. O Tableau ajuda as pessoas a ver e entender os dados, enquanto que o Salesforce ajuda a entender e criar relação com os clientes. De facto, é o melhor dos dois mundos para os nossos clientes – juntar duas plataformas das quais todos os clientes precisam para entender o mundo”.

Se quiser saber mais sobre Tableau e Salesforce, inscreva-se no DnA Series – Business Intelligence:

Carina MartinsTableau e Salesforce: 5 benefícios para apostar na integração
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Marketing e Sales: 4 razões para apostar numa visão 360º

Quando olhamos para um funil de vendas, normalmente preocupamo-nos com o número de oportunidades que chegam ao final do funil – isto é, que se materializam, efetivamente, numa venda. No entanto, a quantidade e a qualidade das oportunidades convertidas estão diretamente relacionadas com a nutrição das mesmas, assim como das novas Leads (potenciais novos clientes).

Quero com isto dizer que, para ter boas vendas, as equipas comerciais e as equipas de marketing devem estar em plena sintonia, devem apostar numa visão única entre equipas. E isto deve acontecer, não apenas nas reuniões de planeamento e retrospetiva, mas também na constante comunicação e partilha de informação, já que este alinhamento é um fator crítico para o sucesso. É nesta continuidade que plataformas como o Salesforce (Customer Relationship Manager – CRM) se torna um apoio fundamental.

Eis 4 razões para apostar numa visão 360º e na coesão da informação entre as esquipas comerciais e de marketing.

1. Visão 360º do cliente

Um dos pontos centrais de informação para ambas as equipas é aquilo que se costuma chamar a “Visão 360º do Cliente”.

A visão 360º não são só os detalhes de uma ficha de cliente, como o nome, a morada ou o website. É também a informação sobre todas as oportunidades (relembrando que uma oportunidade é uma possível venda) e a informação sobre quantas dessas oportunidades realmente se materializaram em vendas, quantos pedidos de apoio esse cliente tem e, no caso de negócios Business-to-Business (B2B), dos contatos que estão associados a esse cliente.

As equipas de marketing, por norma, são as primeiras equipas a dar conta de que alguma informação não está de acordo com o que foi planeado. Isto acontece por haver uma variação entre as taxas de conversão das campanhas, quando comparada com as planeadas.

No que diz respeito às equipas de vendas, são estas, na maioria dos casos, as responsáveis pela introdução e atualização da maior parte da informação que será utilizada pelas equipas de marketing mais tarde. Mais sobre este tópico.

2. Campanhas

Por falar em informação utilizada pelas equipas de marketing, é nas campanhas de marketing que a informação sobre os clientes tem o seu papel mais crítico.

Hoje em dia, qualquer ação realizada está centrada nos clientes, e não nos produtos. As campanhas são o ponto de entrada de diversas leads e oportunidades. Mas já irei falar melhor da quantidade face à qualidade. De momento, voltemos ao ponto fundamental: como tornar cada comunicação única para cada cliente.

Antes de personalizarmos as ações, é necessário segmentar os clientes para que estes possam entrar na campanha certa. É aqui que os marketers utilizam os dados dos clientes – que, como disse no primeiro ponto, é fundamental que estejam atualizados – para direcionar as campanhas e, consequentemente, as vendas. Alguns pontos comuns de segmentação são: região, tendência de produtos já comprados, grau de satisfação, indicadores provenientes de websites visitados, etc.

Depois de feita a segmentação, as equipas de marketing definem um determinado workflow para que se alcance o objetivo de vendas. Neste processo, poderemos ter pontos digitais e/ou pontos de contacto com as equipas de venda (maioritariamente em B2B). É neste processo de nutrição que a informação da visão 360º vai sendo atualizada.

3. Quantidade vs Qualidade

Como abordei no ponto anterior, devemos centrar as ações, quer de marketing quer comerciais, nas pessoas e não nos produtos e/ou serviços que fornecemos.

Leads e oportunidades de fraca qualidade, não são apenas leads/oportunidades frias, mas também leads/oportunidades inapropriadas. E são inapropriadas porque as empresas irão desperdiçar tempo e recursos a tentar converter uma oportunidade que, à partida, já não iria converter. E quando é que estas leads inapropriadas se revelam? Quando existe falta de informação ou quando a informação é de fraca qualidade.

Manter uma relação forte e cuidada com o cliente ajuda a manter uma boa relação com os mesmos. Havendo mais confiança, existe mais e melhor informação, trazida pelas equipas de vendas, que, por sua vez, alimentará as ações de marketing. Ou seja, é mais importante nutrir leads e aumentar a sua qualidade, do que apostar na quantidade – uma vez que o que iremos conseguir são leads sem verdadeiro interesse na nossa empresa.

4. Retrospetiva

Por fim, é na componente analítica que ambas as equipas poderão tirar conclusões. A equipa de marketing, por norma, procura saber taxas de conversão, ROI de campanha, visualizações de publicações. Já as equipas comerciais procuram indicadores como o volume de vendas por clientes, quantidades vendidas, top de clientes, etc.

Apesar de ambas as equipas terem os seus reports, o mais importante a analisar é o cruzamento de ambos os lados. Relembramos que o pipeline comercial começa na descoberta das oportunidades, segue pelo percurso de nutrição – normalmente utilizado em ferramentas de automação de marketing – mas também suportado pelas equipes comerciais, equipas essas que fazem um acompanhamento cuidado com os clientes e alimentam plataformas CRM, como o Salesforce, para retroalimentar iniciativas de marketing.

Em conclusão, os funis de vendas devem ser trabalhados pelas equipas de marketing e de vendas em conjunto, e só é assim é possível garantir a qualidade das leads, verificar quais são oportunidades verdadeiras, e melhorar os resultados das campanhas de marketing realizadas. Apenas uma visão única e 360º entre as duas equipas garante os melhores resultados, e uma ferramenta como Salesforce pode ser, de facto, um elemento extremamente facilitador.

João GomesMarketing e Sales: 4 razões para apostar numa visão 360º
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Cultura de UX: 10 dicas que não deves ignorar no desenvolvimento web e mobile

Começo por dizer que o meu objetivo neste artigo é mais o de vos trazer um overview ao tema da Cultura de UX, não indo explorar em profundidade questões puramente técnicas. Isto porque acredito que estas 10 dicas sobre Cultura de UX podem ser aplicadas a diferentes temas da nossa vida e não apenas ao desenho e implementação de excelentes UI. Vão perceber o que quero dizer ao longo do blog post.

Alguma vez pensaram no impacto que os User Interfaces têm nos utilizadores? Acham que influencia positiva ou negativamente? Já questionaram como é a experiência do utilizador quando alguém utiliza os vossos softwares? Esperamos todos que seja excelente, mas… será que é realmente?

Desenhar e implementar User Interfaces abrange uma infinidade de etapas e fatores para garantir excelentes (e às vezes até memoráveis) experiências do utilizador.

Deixem-me partilhar convosco aquelas que acredito serem as melhores dicas de sempre e que se têm revelado muito úteis ao longo da minha carreira.

1 – A primeira experiência

Uma das lições mais importantes que aprendi sobre a cultura de UX é a importância da primeira experiência do utilizador quando utiliza um produto/software. Esse momento em particular vai influenciar de forma decisiva não só a forma como o user vê o produto, mas também todas as interações futuras que ele fizer. Além disso, mesmo que uma possível má experiência não esteja relacionada com o UI (por exemplo, uma má conexão à internet), o utilizador pode não ter essa sensação. Este facto leva-nos à segunda dica.

2 – Conhece os teus utilizadores

Quer estejas a criar uma app simples ou um software sofisticado, deves perceber quem o vai utilizar efetivamente.

Pesquisa sobre os ambientes e condições que queres que os teus users encontrem na solução, mas acima de tudo aprende e descobre aquilo que eles realmente valorizam e precisam. Pode parecer uma tarefa impraticável, mas concentra-te nos utilizadores comuns e guia-te por eles. Passa tempo com esses utilizadores, conhece os seus objetivos e receios. Só se os conheceres bem é que vais conseguir criar UI incríveis e, mais importante do que isso, experiências memoráveis.

3 – A chave é o altruísmo

Preocupar-me genuinamente com os outros tem sido, para mim, uma forma de estar na vida. No entanto, isto só se tornou numa realidade quando comecei a levar a sério a cultura de UX e a compreender qual é o propósito final de tudo isto: criar um impacto positivo na vida das pessoas.

Este principio não se aplica apenas ao desenvolvimento de programas, mas a todos os aspetos da nossa vida. Desde a senhora idosa que leva consigo os sacos das compras, atravessando ruas cheias de socalcos e pequenos buracos até ao bombeiro que precisa que a mangueira se desenrole rapidamente para poder apagar o fogo. Essas pessoas precisam de alguém que cuide das suas questões ou dificuldades. A senhora idosa necessita que alguém arranje os passeios ou que criem um carrinho de transporte à altura. E o bombeiro que o sistema da mangueira funcione corretamente e rapidamente para que possa ir ajudar outras pessoas.

Para mim, desenhar e criar excelentes experiências do utilizador caminha lado a lado com uma atitude altruísta. Então, começa a fazê-lo e vais sentir o reconhecimento por parte daqueles que vais ajudar, o que é, sem dúvida, um dos sentimentos mais gratificantes.

4 – Mantém a tua mente aberta

Aceita que não sabes tudo e abre a tua mente às ideias e feedback que recebes. Deixa-me contar-te uma história.

Trabalhei num software que entre outras coisas era responsável por publicar as trocas de turno das equipas de uma companhia de comboios numa aplicação web.

Desenvolvemos uma funcionalidade muito simples na qual ao introduzir um número de um comboio, era possível visualizar que trabalhadores estavam a trabalhar nesse mesmo comboio. Esta ideia deve ter surgido dos team leaders que deveriam querer acompanhar o trabalho dos membros das suas equipas. Após algum tempo, recebemos vários feedbacks positivos sem efetivamente percebermos a razão. Disseram-nos que possivelmente os trabalhadores estariam a utilizar esta funcionalidade para combinarem entre eles a pausa de almoço. Isso era algo que eles valorizam muito.

As boas ideias vêm dos sítios mais inesperados, deves estar atento!

5 – Conhece os padrões

Os grandes software players têm investido imenso em UX e UI. Assim, os seus padrões dão lições valiosas para quem está no negócio.

Existem diversas companhias fora do ramo de desenvolvimento de software que são excelentes fontes de informação. Então, afina as tuas skills de pesquisa na Google e mergulha nesses oceanos de informação.

6 – Aprende com os erros

Avisei-vos de que estas dicas sobre Cultura de UX podiam ser aplicadas a diversos temas, não foi?

Admite que erraste quando os resultados não forem os esperados. Não fiques preso a isso em demasia, ao invés utiliza essa informação numa próxima vez.

Aqui vai outra história que serve de exemplo.

Enquanto trabalhava naquele mesmo projeto do software de planeamento, tivemos a dada altura um erro crítico em produção – se a memória não me falha, o erro ocorria ao carregar o ficheiro de dicionário, que era responsável por traduzir o programa para um determinado idioma – e esse erro não estava a permitir que o ficheiro carregasse por completo.

A mensagem de erro era: “Attempt to take the car of John Shaw, which is not a cons”. É uma mensagem bastante comum para quem está a trabalhar em Common Lisp. Quando o System Manager, John Shaw (não é o nome original), nos telefonou, ele estava num misto de surpresa e pânico ao mesmo tempo porque o ambiente de produção estava com problemas, mas mais importante do que isso, tinha medo que o seu carro tivesse sido roubado. Questionou-se, inclusivamente, como é que o sistema sabia disso.

A mensagem não era claramente a mais apropriada para o tipo de erro em si. Em primeiro lugar, tivemos de acalmar o John e explicar-lhe que o carro não tinha sido roubado (pelo menos era isso que esperávamos) para então depois tentarmos resolver o erro.  Aprendemos com esta situação, tendo melhorado a mensagem de erro bem como o mecanismo de loading do dicionário.

Como podem ver, é possível aprender com os erros dos outros e de outras empresas. A internet está cheia de histórias que te vão ajudar. Pesquisa nessas pilhas de informação.

7 – Pede feedback

Aprender com os erros leva-nos a este ponto: pede feedback.

Seja através do contacto direto com utilizadores seja através da análise dos dados com ferramentas de analytics, o feedback é essencial.

Cria protótipos e partilha-os com os teus users. Deixa-os explorar esses protótipos e pede-lhes feedback. Tens aí informação muito valiosa. Também podes lançar questionários para recolheres informação mais abrangente.

8 – Cria uma Cultura de UX

Partilha com a tua equipa e empresa o conhecimento que tens adquirido ao desenhares e implementares UI. Aproveita cada oportunidade para criares uma cultura de UX entre os teus pares, o que vai contribuir não só para melhorar a experiência dos utilizadores, mas também os resultados da empresa.

9 – Sê pragmático

No final do dia, também é importante sabermos que criamos UI com base num conjunto de requisitos de um determinado cliente e temos de ser objetivos em relação a isso (sem falar do aspeto financeiro associado).

Vão existir sempre alguns requisitos do cliente que podem colocar em causa os princípios de UX/UI. Nessas situações, é tudo uma questão de equilíbrio: encontra um compromisso entre aquilo que acreditas ser o melhor para os utilizadores e aquilo que o cliente está a pedir.

10 – Melhora constantemente

Esta vem sem qualquer surpresa, concordam? No fundo tenho falado sobre este tema ao longo do artigo.

Esta dica é uma espécie de resumo de todas as outras dicas – presta atenção ao que estás a fazer bem, ao que estás a fazer mal, e utiliza esse conhecimento na próxima iteração de desenvolvimento ou no teu próximo projeto.

Pessoalmente, acredito que só podes melhorar se fores altruísta e fizeres um esforço para compreender os utilizadores.

Fazendo um wrap up

UX é algo que pode ser aplicado não apenas ao software mas a todas as nossas atividades diárias. Se tentares seguir estas dicas vais certamente fazer a diferença.

Partilho abaixo algumas fontes de informação e recursos que me têm ajudado bastante ao longo do meu percurso.

*Este artigo é uma versão PT do conteúdo original que pode ser lido aqui.

Rúben VazCultura de UX: 10 dicas que não deves ignorar no desenvolvimento web e mobile
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Como ser um bom developer? Não é apenas sobre código.

Permite-me a ousadia de te falar da minha visão profissional sobre como podemos ser realmente bons naquilo que fazemos na nossa área. Sou a pessoa indicada para o fazer? Bem, vou tentar partilhar contigo a minha experiência e os passos essenciais para ser um bom developer, ao longo do teu percurso profissional.

Todos nós queremos ser os melhores naquilo que fazemos seja por razões económicas, realização pessoal, para crescer profissionalmente, entre muitas outras razões.

Para um software engineer não é diferente, ainda para mais porque pertencemos a uma área que está em constante transformação e evolução. Também podemos dizer que existem algumas particularidades nas áreas de programação como:

  • o facto de haver diversas abordagens para resolver um desafio;
  • A solução que agora é a mais adequada pode deixar de o ser quando as circunstâncias mudam;
  • E o facto de que numa grande parte do tempo, o nosso trabalho é analisado por profissionais não tão experts no tema e que tomam decisões a partir da sua perceção de como as coisas funcionam. Por exemplo, um website ou app criados por uma equipa vs. a unidade de código criada por um developer.

Neste artigo vou partilhar a minha visão e abordagem pessoal que me têm ajudado a evoluir e a tornar-me num bom developer.

E já agora é bastante simples até. Não precisamos de ter a precisão de um cirurgião ou de utilizar a força física. Tem tudo a ver com utilizarmos o nosso cérebro!

1 – O que é ser bom developer?

Responsabilidades de um developer

Acredito que um bom developer deve ser capaz de desempenhar pelo menos metade destas tarefas:

  • Escrever código (Captain Obvious está aqui)
  • Compreender o projeto que vai desenvolver
  • Encontrar soluções para os problemas que aparecem
  • Estar integrado com a equipa e os objetivos do projeto
  • Identificar oportunidades para ser melhor e fazer evoluir a equipa e a organização

2 – Nos primeiros anos da tua carreira

Tem coragem para fazer perguntas

Não olhes unicamente para o dinheiro quando optares por uma empresa. As primeiras entrevistas são difíceis, não sabemos bem o que perguntar. Então acabamos por ouvir o recrutador a falar sobre o projeto, as expectativas da empresa, o salário que oferecem ou os benefícios desta oportunidade para o desenvolvimento da nossa carreira.

Tenta compreender como a empresa funciona e mais precisamente a equipa que vais integrar.

Faz algumas destas questões:

  • Têm uma política de revisão de código? (Vamos a este tema mais à frente)
  • Utilizam as ferramentas e linguagens mais atuais? E as mesmas têm tração?
  • Como está a equipa organizada?

Os primeiros projetos em que participares vão influenciar decisivamente o teu percurso, acredita. Seja pela metodologia que utilizares, as linguagens ou tecnologias que aprenderes e nas quais te vais tornar expert.

Escolhi o meu estágio e primeiro contrato influenciado pelo dinheiro. Tive sorte porque, apesar de não ter sido a empresa perfeita, encontrei alguns bons developers com os quais aprendi coisas relevantes. Era uma empresa focada em Java e Adobe Flex 3 (tinha tração na altura, mas já não tem graças à Apple que “matou” o Flash) e 12 anos depois, aqui estou eu, ainda a trabalhar em Java.

Cheguei a ir a algumas entrevistas em que os recrutadores explicavam o quão bem tratavam os Colaboradores e o quão competitivo era o salário, sem que tivessem abordado os projetos ou as responsabilidades específicas da função. Houve uma vez que regressei da entrevista a pensar “Para além da componente salarial, que mais sei eu sobre esta oportunidade e sobre a experiência que terei nesta empresa, para poder aceitar o desafio? 

A partir daí, obriguei-me a nunca mais sair de uma entrevista sem ter a resposta para estas perguntas:

  • Quantas pessoas existem na equipa?
  • Como está estruturada?
  • Quais sãos as tecnologias e versões?
  • Qual o estado de desenvolvimento do projeto/produto?

3 – Durante a tua carreira

Aprende com alguém

Ao trabalharmos numa equipa são constantes os incentivos para podermos melhorar. O mais importante aqui é ter pelo menos um mentor (um bom developer) que é melhor do que tu e que está disposto a partilhar. Pode ser o teu manager ou colega. Observa a forma como ele resolve os desafios. Aprende, estuda, e segue os seus passos.

Se estás nos teus primeiros anos de carreira e a dada altura pensares que és o melhor, das duas uma: ou deves ser mais humilde ou está na altura de procurares um novo desafio à tua altura.

Abraça a crítica

Outro bónus extra é a política de revisão de código. Não o vejas como um sinal de que o teu trabalho está a ser julgado pelos teus colegas de equipa. Olha para a revisão de código como o melhor atalho para melhorares as tuas competências técnicas. É como se fossem aulas pessoais grátis com exemplos reais.

Pensa e pensa de novo

Encontraste uma forma rápida de corrigir um bug? Pensaste sobre essa solução 2, 3 vezes? “é apenas um novo requisito de um componente e funciona”, pensas. Garante que o teu código não afeta outras funcionalidades e respeita os princípios básicos da programação. Não queres ficar preso na revisão de código.

Lembras-te do meu primeiro trabalho? Nessa experiência não tínhamos procedimentos de revisão de código. Tive um excelente team leader com quem aprendi imenso sobre questões técnicas e skills de comunicação, mas ele saiu da empresa logo no meu primeiro ano. Fiquei com a sensação de que estava parado, sem evoluir. O que me levou a mudar de empresa onde achei que podia aprender mais.

Olhando para trás, o conselho que te dou é: não te precipites por haver períodos em que não estás a aprender coisas novas, mas não te demores quando já não estiveres a aprender com ninguém.

4 – Queres exceder as tuas capacidades?

Se és inteligente e dedicado o suficiente e seguires estas dicas serás no mínimo um developer profissional.

Sê disciplinado, focado e curioso

O dia normal de um developer tem 8 horas de trabalho que não são 100% dedicadas às nossas tarefas recorrentes. Para além das pausas para o teu cérebro respirar, se por algum motivo não tiveres uma tarefa durante algumas horas, aí está uma excelente oportunidade para aprenderes mais.

Compreende o projeto em que estás a trabalhar

Sabes a base do projeto em que estás a trabalhar?

  • Como é que o teu trabalho se integra com o resto?
  • Estás apenas a resolver bugs? O que estão os bugs a impedir que os utilizadores façam?
  • Estás a construir uma REST API? Como e com que objetivo é que vai ser utilizada?
  • Estás a criar uma nova componente UI? Onde é que vai ser utilizada e por que motivo o projeto precisa dela?

 Lembra-te que só tens algumas horas no máximo, sê o mais pragmático que conseguires. Percebe o essencial e não o projeto no seu todo de uma vez.

Investe em ti

Queres ser excelente, certo? Vamos a isto! Se fores como a maioria de nós, tens de ir mais além e tirar algum do teu tempo livre para aprender mais. Deves descansar e vais precisar de o fazer, mas se queres realmente ser um bom developer não há um comprimido mágico. Confia em mim: o dinheiro é mais barato que o tempo. Tira algum do teu tempo livre para conheceres novas abordagens ao código, lê exemplos, aprende a partir de conteúdos em blogs fiáveis e até mesmo de livros com foco na tecnologia em que estás ou queres vir a trabalhar.

Ainda sobre a minha experiência, depois de mudar de empresa, conheci uma pessoa que investia em certificações de JAVA (não sabia sequer que isso existia).
Isso fez-me pensar que para ser melhor teria de investir mais em mim. Então comecei a estudar mais sempre que podia. Os primeiros 2 livros que li foram “Spring in Action” e “EJB 3”. Mais do que ter aprendido sobre estas frameworks, aprendi sobre a estrutura de código bem como as melhores práticas.

Não há problema em errar

Como dica bónus: aceita o erro. Mesmo que tenhas desenvolvido algo com sucesso, vais errar pelo caminho e está tudo bem, desde que aprendas com isso. É aquilo a que se chama experiência. Experiência não é o somatório de anos a trabalhar. É resultado final de situações com as quais tiveste de lidar.

Uma vez estava num projeto ambicioso que tinha como objetivo otimizar a alocação de recursos de um hospital privado tais como: camas, horas de enfermagem, salas de operações, ect. Este projeto tinha equipas multidisciplinares independentes. O input para a minha equipa dependia do output de outra equipa sendo que uma terceira precisava do nosso input. Todo o trabalho estava organizado a partir de “critérios de aceitação” e de uma check-list. Tinha tudo preparado, mas havia uma interpretação diferente sobre um AC em particular entre mim e um outro developer de outra equipa. Nesta fase, não houve qualquer impacto nos testes nem na pré-produção, mas num determinado domingo de agosto recebi uma chamada do meu manager porque o cliente não estava a conseguir utilizar a ferramenta. O problema podia ter sido evitado se eu tivesse tido uma conversa de 30 minutos com o meu colega para uma revisão final.

Não gosto nada de errar, mas essas foram as melhores lições que tive. Mesmo numa pequena tarefa ou num projeto, sê o mais rigoroso possível, aceita e aprende com o resultado disso.

5 – É suficiente para ser um bom developer?

Após algum tempo a evoluir enquanto developer e tendo-me tornado num team Leader na Xpand IT, estas dicas são as questões que considero centrais para se ser um bom developer.

Nem todos os seres humanos têm exatamente as mesmas capacidades. Uns aprendem mais depressa, outros pensam mais rapidamente. Alguns são mais teóricos e outros mais práticos. Aceita a tua forma de fazer coisas, corrige aquilo que podes estar a fazer mal e segue o caminho que queres para a tua carreira.

Ser um bom profissional é a primeira coisa a fazer para te tornares num bom developer. Tal como em todos os outros trabalhos. Só que no nosso caso termos uma imensidão de gatos voadores num mundo obscuro à espera de serem libertados.

*Este artigo é uma versão PT do conteúdo original que pode ser lido aqui.

Diamantino CamposComo ser um bom developer? Não é apenas sobre código.
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Cinco razões para continuar a trabalhar na mesma empresa de TI

Quando era pequeno o meu avô sempre que me via cumprimentava-me não com um “Olá João! Como está o meu neto favorito?” mas, ao invés disso, presenteava-me com um sorriso genuinamente feliz ainda que desdentado, e desafiava-me com uma adivinha. Sendo sincero, a sua “base de dados” de adivinhas não era assim tão extensa e como tal não era assim tão difícil adivinhar. Sabia-as de cor, uma após a outra e, claro, as respetivas respostas.

Então, dei por mim a pensar: “e se em vez de fazer uma introdução inspiradora, bonita e cheia de significado sobre o tema deste artigo, começasse com uma adivinha? Provavelmente estás a pensar que é uma ideia estranha, mas… bem, eu vou fazê-la na mesma!

Cá vai:

“Sou livre, mas sem preço, não me podes possuir, mas podes usar-me, não me podes manter, mas podes gastar-me. Se me perderes, nunca mais me podes recuperar. O que sou eu?”

 Vou dar-te algum tempo para tentares adivinhar…

Se estavas a pensar que a resposta certa seria uma nova versão da última temporada de Game of Thrones, sem ser a da HBO, estás bem enganado porque a resposta certa é: o tempo. (Incrível como não reparaste que a resposta certa estava duas frases acima!)

Por ser algo tão precioso, o tempo é um tema central nas nossas vidas: a forma como o usamos e com as pessoas certas, a fazer aquilo de que realmente gostamos. Uma coisa é verdade: o tempo voa sobretudo depois dos “vintes”, acreditem porque os meus já lá vão…

Falando do tempo e da forma como ele voa, estou já há 5 anos a trabalhar na mesma empresa – Xpand IT e parece que foi ontem que comecei esta aventura. Para pessoas da mesma idade dos nossos pais isto não seria um facto muito relevante, mas para outros deve ser surpreendente e faz franzir as sobrancelhas. Falo de quem acaba de sair da faculdade já com a ideia de que os empregos não são para a vida, que o trabalho precário está ao virar da esquina e que as oportunidades vão e vêm tão rapidamente como boomerangs. Isto ainda é mais verdade nas empresas de tecnologia de informação. Não apenas as start-ups ou as médias empresas, mas também, ao que parece, as que jogam na “primeira liga”, onde por exemplo na Google, Netflix, Tesla, Facebook ou Salesforce os profissionais permanecem em média 2 a 3 anos, de acordo com dados disponíveis de 2017.

Mas o tema do blog post hoje não é desenvolver as razões que podem justificar isto, ou refletir porque é que as empresas tecnológicas se debatem por conseguir reter talento. Antes, é um exercício puramente “egocêntrico” em que vou contar-vos o que me faz continuar a trabalhar na mesma empresa de TI ao final de 5 anos.

E já que estamos a falar de 5 anos, vou dar-vos 5 razões para continuar na Xpand IT. 

Mas deixem-me fazer antes um grande disclaimer: estas razões são puramente pessoais e sem qualquer back-up científico. O que é excelente e fantástico para mim pode ser lame para ti. Para além disso, já que vou dizer maioritariamente coisas boas sobre a minha empresa, quero deixar claro que isto não é nenhuma estratégia para pedir um aumento.

Posto isto, e se ainda estiveres aqui comigo, vamos lá.

1 – Pessoas

Não há nada de extraordinário em dizer que as empresas são entidades feitas por pessoas. E quer gostes ou não, estarás provavelmente a representar a tua empresa diariamente, especialmente se lidares diretamente com clientes, parceiros, candidatos, fornecedores, ou quando no teu trajeto trabalho-casa e casa-trabalho falares com alguém, com a mochila da Xpand IT às costas, por exemplo.  E é exactamente por isto que uma das grandes razões para eu cá continuar é, sem dúvida, as pessoas.

Desde a primeira entrevista que me senti logo confortável e bem-recebido por todos. Um bom exemplo é que nunca antes na minha vida tinha sido autorizado a abordar os meus chefes ou Senior Management de forma informal e isso acontece aqui. Sim, sou old School.

Acredito que quando se está à procura de uma nova oportunidade, especialmente os perfis mais técnicos, (em que as oportunidades se multiplicam como borbulhas no rosto de um adolescente) tendo a parte da remuneração bem resolvida e considerando outros fatores que podem ser importantes, deves escolher a que sentes que te vai fazer realmente aprender. Tenta também perceber se o teu futuro chefe tem aquilo que é preciso para te inspirar e liderar.

Voltando à minha primeira entrevista, tenho de admitir que não tinha assim tanto para oferecer que fosse tão diferente de tantos outros muitos candidatos. Investi e empenhei-me muito para conseguir esta oportunidade, ainda mais quando me apercebi do ambiente e do tipo de pessoas com quem iria trabalhar.

Os meus managers naquela altura acreditaram em mim e deram-me o espaço que eu precisava para crescer, os meus colegas a motivação e o mood positivo de que todos precisamos diariamente. Éramos e somos uma grande equipa.

Após alguns anos, foi a minha vez de estar do outro lado e de dar a oportunidade a outras pessoas de crescerem comigo. Tive a possibilidade de criar uma equipa de raiz e ver a sua progressão… e quando olho para isso, de facto até posso ser terrível em muitas coisas, mas fui capaz (ou tive sorte) de escolher as pessoas certas, no momento certo.

Mais do que os serviços que disponibiliza ou os excelentes produtos que vende, a minha empresa é feita das pessoas fantásticas que aqui trabalham, e não apenas na minha equipa.

2 – Condições de trabalho

Bom, devo dizer que não sou propriamente um “miúdo mimado do office” e durante a minha vida já tive diferentes condições e benefícios de trabalho, sendo que alguns deles não diria que foram maus, mas digamos antes “especiais.”

Quando era mais novo, via-me mais como um assistente social do que a trabalhar das 9h às 18h num escritório de uma empresa random. Uma grande reviravolta, bem que posso dizer.

Por exemplo, durante algum tempo vivi e trabalhei numa remota vila africana e sempre que precisava de ir ao WC tinha de bater no autoclismo  (se é que lhe posso chamar isso) e sair logo de seguida, a correr, para que meia dúzia de vespas que decidiram fazer daquele autoclismo a sua casa, voassem dali para fora e, então, tranquilamente podia fazer o meu “número dois”, em segurança.

Numa outra experiência numa vila remota na Estónia (tenho um “fraquinho” por sítios remotos, eu sei) tinha de caminhar durante 2 quilómetros de casa para o trabalho e do trabalho para casa, com temperaturas às vezes de -20ºC. Bem, tenho muitas histórias… Talvez noutra altura vos conte.

Confesso que não sinto falta particularmente destes exemplos (ainda que sejam parte daquilo que sou hoje).

Hoje em dia a história é bastante diferente e posso dizer que me sinto na minha empresa como se estivesse em casa e tenho todas as condições de que preciso para fazer em paz aquilo para que fui contratado. É muito bom ver as melhorias contínuas nas condições de trabalho ao longo do tempo.

O escritório e materiais de trabalho não devem ser a tua prisão, mas devem antes potenciar o teu desenvolvimento, criatividade e trabalho. E eu encontro tudo isso na Xpand IT (bom, exceto a parte dos skills e da criatividade) ter colegas silenciosos também ajuda…isso ou uns “fones” com isolamento de ruído. Sem dúvida que tudo isto me faz continuar a trabalhar na mesma empresa.

3 – Métricas de trabalho e resultados

Quase tão importante como fazeres o teu trabalho, é teres objetivos claros e a capacidade de os medir e avaliar. Na nossa empresa e, em particular, na minha equipa, não avaliamos o trabalho meramente pelo número de horas que estamos no office sentados ao computador, mas, sim, pelo número de tarefas concluídas e que vão contribuir efetivamente para atingir os objetivos globais.

O mais interessante aqui é que, mesmo sendo uma virada para a vertente do negócio e não técnica, tentamos trabalhar com metodologias agile. A cada duas semanas temos uma reunião de sprint, em que revemos o sprint que terminou e os team leaders definem as tarefas a incluir no sprint seguinte, esforçando-se por prever e medir, ao máximo, o esforço real de cada tarefa.  Mesmo havendo algumas tarefas que podem ter algum grau de subjetividade e dependerem de terceiros, desta maneira, temos um entendimento perfeito ao longo do tempo da evolução do “Kaban Board” bem como inteira visibilidade sobre a progressão do trabalho. Sendo nós a equipa de negócio da Xpand IT para as apps do Jira, claro que utilizamos o Jira para planear a nossa sprint.

Para além disto, temos métricas claras nos resultados como as vendas, as trials dos nossos produtos, a análise competitiva, as campanhas de marketing digital e desempenho do website, entre muitas outras.

Por que considero que tudo isto é importante e uma razão para estar na Xpand IT? Porque sou capaz de acompanhar o meu trabalho de forma clara, ver diariamente a nossa evolução e ter a liberdade necessária para melhorar. No fundo, é como ter feedback em tempo útil e não haver a necessidade de ter alguém a “gritar” aos teus ouvidos em que áreas tens de melhorar.

4 – Crescimento pessoal e profissional

Bem, é muito bom ver a minha evolução ao longo destes 5 anos. Com toda a certeza posso dizer que sou um profissional melhor e uma pessoa melhor do que era há cinco anos atrás, que já aprendi muito e que ainda me esforço todos os dias para aprender com as outras pessoas.

Há cinco anos nem sequer sonhava que iria estar na mesma reunião com engenheiros e testers da Lufthansa, BMW ou Adidas. Que teria reuniões mensais com engenheiros da Tesla e que por duas vezes os visitaria em Palo Alto. Que faria talks para 200 pessoas sobre os nossos produtos, sentindo-me no controlo a cada segundo. Ou que em três anos viajaria mais do que viajei a minha vida inteira, aprendendo o bom e o mau de estar longe de casa tantos dias num mês.

E é por sentir que estas experiências e que este crescimento pessoal e profissional vão continuar a acontecer, que ainda tenho a certeza que estou no sítio certo para o concretizar e que, acima de tudo, quero continuar a trabalhar na mesma empresa de TI.

5 – Futuro

Todos nós a dada altura da nossa vida perguntamo-nos “Onde nos vemos daqui a 10 anos?” Tendo a certeza de que o teu workplace é estável o suficiente e que estás a progredir profissional e pessoalmente é bastante mais fácil fazer previsões que possam responder a esta questão. O sentimento de estabilidade permite-te planear mais à frente. Algo que no início dos meus “vintes” não era definitivamente uma prioridade para mim.

É verdade que fazer parte de uma empresa bem-sucedida, que todos os anos cresce, que poder trabalhar diretamente com produtos que têm sucesso e alcançam excelentes resultados são tudo fatores motivantes. É extremamente motivador quando vês resultados naquilo que fazes. Quando observas a equipa de desenvolvimento a dar tudo para conseguirmos responder às expectativas dos clientes e para alcançarmos os objetivos do produto, sentes-te grato por fazeres parte desta equipa.

Se estás a trabalhar onde te sentes completo e realizado em todos os sentidos:

  • Adoras o que fazes e sentes o apoio dos teus peers;
  • Ao mesmo tempo, é obvio para ti que ainda existem diversas áreas em que podes crescer e evoluir

Então veres-te a ti próprio a a trabalhar na mesma empresa de TI, (não necessariamente na mesma função) nos próximos 5 anos, não é assim tanto uma miragem.

Todos os anos na Xpand IT sinto que existe um futuro para mim aqui e, como já disse antes, que posso planear a minha vida, contando com estabilidade financeira e pessoal para concretizar outros sonhos e objetivos.

Assim sendo, é bastante claro para mim que não me sentiria confortável em mudar de empresa a cada um ou dois anos. Mas é perfeitamente compreensível que o que possas sentir e ver de outra forma.

Conclusões

Porquê continuar a trabalhar na mesma empresa de TI?

Com tudo isto dito, não me interpretem mal em relação a um aspeto. Falando sobre o “elefante na sala”, a resposta é: sim, o dinheiro é de facto importante. Se não sentisse que estou a ter a compensação justa no final do mês pelo trabalho que faço, então, provavelmente, não estaria a escrever este artigo. Mas na forma como vejo as coisas, ter uma remuneração excelente deve ser um motivo para abraçar novos desafios, mas nunca a única razão para permanecer numa empresa. Faz a matemática e calcula o número de horas que passas a trabalhar. Se estás onde estás apenas pelo dinheiro que levas para casa, então meu/minha amigo/a a tua vida vai ser incompleta, no mínimo.

Claro que em cinco anos nem tudo foi sunshine e margaritas à sombra da bananeira, houve também momentos menos positivos. Momentos em que senti que devia seguir em frente para outro lugar. Vão haver mais com certeza durante os próximos cinco anos, mas se estas cinco razões continuarem a existir então continuarei a ser Xpander por mais tempo. Bom, pelo menos no que depender de exclusivamente de mim.

*Este artigo é uma versão PT do conteúdo original que pode ser lido aqui.

João MendonçaCinco razões para continuar a trabalhar na mesma empresa de TI
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Não estrague o Jira – 3 erros que deve evitar

O Jira é uma solução fantástica para gerir projetos, desenvolvimento de software ou, simplesmente, o trabalho de uma equipa. A Atlassian assume como missão “desbloquear o potencial de todas as equipas” e, para cumprir com a sua missão, oferece soluções extremamente flexíveis que se conseguem adaptar a TODAS equipas. Conhecemos casos de organizações que usam o Jira nos mais diversos contextos, desde as equipas de desenvolvimento de software, equipas de produto, departamentos financeiros, recursos humanos, legal, entre outros.

A flexibilidade é uma coisa boa, certo? Sim… mas também permite cometer muitos erros.

Se é a primeira vez que administra o Jira ou se pretende rever o que tem feito, aqui estão 3 erros que deve evitar:

1. Usar grupos em vez de Roles

Evite usar grupos e utilizadores nos seus esquemas de permissões. Use antes roles, que lhe vão  permitir dar autonomia aos project admin para adicionar ou remover utilizadores. Quer mesmo estar constantemente a dar e a retirar acesso a projetos?

2. Closed sem resolução

Estados e resoluções são duas coisas diferentes. Contudo, não faz sentido que um issue esteja no estado closed sem que tenha definido uma resolução (mesmo que a resolução seja – won’t fix). Quando criar um novo workflow certifique-se que em algum ponto do workflow define a resolução (ou solicita que o utilizador a defina).

3. Custom Fields que não são reutilizáveis

Todas as equipas, projetos ou produtos podem ter necessidades específicas que levam a ter uma classificação de issues diferente. Mas será que são assim tão diferentes que justifique não conseguir reutilizar os custom fields criados? Se uma equipa pedir para criar uma Start Date será que é assim tão diferente de Begin Date para ter de criar dois custom fieldsProcure reutilizar sempre que possível os custom fields de forma a ter o menor número possível. Sabia que um custom field do tipo Lista pode ter opções variáveis de acordo com o projeto jira?

Se gostava de saber mais sobre como evitar alguns erros comuns, aconselhamos os vídeos dos nossos webinars: Jira Software para Equipas Agile e Jira Service Desk: Da gestão de pedidos à colaboração em Service Desk. Estes webinars foram criados para que possa ter conhecimento das melhores práticas e também para que possa evitar erros que temos visto ao longo dos nossos mais de 10 anos de experiência.

A Xpand IT também pode ajudá-lo a descobrir quais os erros que possa ter cometido na sua implementação de soluções Atlassian. Em apenas uma semana, poderá ficar a conhecer esses erros e saber como os resolver. Pergunte-nos como.

Sofia NetoNão estrague o Jira – 3 erros que deve evitar
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