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Data Science é o futuro (qual a nossa definição?)

Data Science é o futuro, e o futuro chegou.

Estamos em 2021 e o futuro chegou. Ainda não vemos carros voadores, nem o Elon Musk enviou pessoas para Marte, mas já temos robots a limpar as nossas casas, temos supercomputadores no nosso bolso e, de acordo com o “The Economist”, o recurso mais importante do planeta terra já não é o petróleo, mas sim, os dados.

As empresas Data-Driven usam grandes fluxos de dados para aumentar a eficácia dos seus processos de decisão, prever tendências de mercado e melhorar a experiência do consumidor com a personalização dos seus produtos. O aumento do uso de smartphones e o crescimento da IoTInternet of Things – tem enormes quantidades de dados todos os dias, e estudos recentes apontam que em 2025 teremos cerca de 200 Zettabytes de dados em todo o Mundo. Data Science é capaz de extrair conhecimento e informação desses dados oferecendo insights importantes sobre as preferências dos consumidores através de análises estatísticas.

Data Science atua em vários campos. Usa técnicas e teorias matemáticas bem como processos e algoritmos da programação para extrair informação importante de vários tipos de dados (tabular, texto, séries temporais, imagens, entre outros). Data Science aborda também áreas como a estatística, machine learning, programação, analytics e visualização de dados. Os Data Scientists devem ser especializados em todas estas áreas e devem desenvolver modelos estatísticos que detetem padrões e tendências em grandes volumes de dados. Devem ser considerados uns storytellers que apresentam data-insights aos decisores de forma simples e compreensível.

Como funciona Data Science? Quais são os problemas que podem resolver?

Os historiadores dizem que é importante estudar o passado para não repetir os mesmos erros no futuro. Na maioria dos casos, Data Science tenta aplicar esta ideologia: faz uso do historial de dados para prever e analisar o futuro usando resultados probabilísticos e estatísticos. Algoritmos complexos tiram vantagem de grandes quantidades de dados para encontrar padrões e tendências, que podem ser aplicados para prever, por exemplo, comportamentos de mercado.

Podemos encontrar aplicações para Data Science em praticamente todas as indústrias, desde a gestão de stock em mercearias à análise de dados em desportos de alta competição. Embora existam muitas aplicações para Data Science, a maioria dos use cases podem ser inseridos num dos tipos de problemas mais comuns:

Classificação, é usada quando é necessário prever a categoria ou classe de um determinado conjunto de dados. Com o aumento da partilha das Fake News através das redes sociais, a classificação de algoritmos entra em cena para detetar e sinalizar estes tipos de posts o mais rápido possível. Podem ser usados para detetar automaticamente mensagens de spam ou analisar o comportamento do consumidor através das suas reviews de produtos fazendo a deteção do sentimento associado à opinião como “boa, má, insatisfeito, satisfeito, etc.”. A automatização destes processos aumenta a rapidez de captura de informação, reduzindo o time to market.

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Deteção de anomalias, como o nome sugere o objetivo é identificar valores fora do comum. Um dos grandes desafios da indústria financeira é a luta contra a fraude fiscal. Transações fraudulentas, esquemas de phishing e transações anormais, são algumas das irregularidades que podem ser detetadas. Estamos perante a quarta revolução industrial com o crescimento da indústria digital. Uma das vertentes de atuação de Data Science na indústria 4.0 é a deteção de anomalias em máquinas de produção, levando a uma diminuição no impacto financeiro que essas situações acarretam.

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Previsão indica-nos quando ou como podem ocorrer certos eventos. Data Science tem vindo a ser aplicada nos cuidados de saúde e tem ajudado profissionais a salvar vidas durante os tempos pandémicos que vivemos, seja em prever os picos de contágio ou prevendo a duração de hospitalização de um doente internado. Algumas equipas profissionais de futebol usam Data Science para ganhar jogos, preveem a performance dos seus jogadores e os seus valores de mercado. Por exemplo, os Data Scientists do Liverpool Football Club, analisam centenas de jogos para prever quais as zonas do campo que trazem maior vantagem em cada situação do jogo, aumentando assim as probabilidades de vitória da equipa. Outra área onde a previsão pode ter um impacto significativo, é na evolução da relação cliente-empresa. Pode ver um bom exemplo da previsão do customer churn rate no nosso blogpost recente, onde pormenorizamos este tema de forma mais detalhada.

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Sistemas de recomendação. “É capaz de gostar” é uma frase comum nas lojas online ou nas plataformas de streaming e são construídas com base nesta vertente de recomendação. Por exemplo, a Netflix, extrai vários conjuntos de dados para compreender e analisar o que os seus consumidores estão a ver, quanto tempo veem determinado conteúdo, a que momento do dia, os estilos de filmes/séries de preferência, os atores mais vistos, entre outros. Com este tipo de informação é possível recomendar filmes ou séries que são do interesse de cada consumidor, fazendo assim com que o seu produto seja altamente personalizado. Estes sistemas de recomendação estão a ser usados também em redes sociais, para a oferta de páginas recomendadas consoante os nossos gostos, comentários e conteúdo observado.

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– A tecnologia está a desenvolver-se rapidamente, a cada dia que passa é possível fazer processamento de dados mais caros computacionalmente, aumentando a capacidade de desenvolver modelos e algoritmos mais complexos. O reconhecimento é uma tecnologia futurística que já está presente no nosso quotidiano, com técnicas de extração de informação de imagens ou sons. Conseguimos desbloquear os nossos smartphones através do reconhecimento facial ou transcrever uma conversa automaticamente. Vamos ser honestos, dizer à Alexa para ligar as luzes da nossa casa sempre foi motivo de nos sentirmos estilosos e na vanguarda da tecnologia.

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A nossa framework de Data Science

Na Xpand IT definimos o nosso próprio processo de Data Science que visa mitigar a incerteza, natural em projetos deste tipo, através de abordagens baseadas em metodologias Agile (Scrum e o nosso próprio framework de desenvolvimento, o XPAGILE). Deste modo podemos abordar cada projeto da forma ágil sem perdermos o foco no que realmente importa: entregar projetos de qualidade dentro do prazo.

Como Data Scientists, desenvolvemos esta metodologia para não perdemos nenhuma etapa que consideramos fundamental para ir de encontro à visão do cliente. Algumas vantagens que a introdução desta framework traz são:

  • Redução do risco: uma vez que é um processo faseado com entregas e discussões de resultados regulares;
  • Maximização do valor obtido: identificamos o problema desde o início, garantindo a relevância do objetivo, sendo possível o seu ajuste em cada iteração;
  • Solução viável: garantimos que a solução final seja viável. A produtização do projeto garante que este não foi apenas uma experiência, mas a solução para o problema;
  • Especificidade do projeto: tentamos assegurar a qualidade de cada projeto individualmente, não caindo na armadilha do “uma solução serve para todos”.

Em resumo

Data Science pode abranger diferentes áreas de negócio, e não é fácil definir quais são as principais vantagens para todos os casos, já que cada caso é único e traz a necessidade de ser avaliado individualmente para identificar as suas melhores oportunidades. O objetivo principal deste artigo é mostrar-lhe as possíveis aplicações de Data Science e desmistificar o seu uso real.

A nossa unidade de Data Science está pronta para o ajudar em qualquer caso. O nosso objetivo é acrescentar valor ao longo de todo o ciclo de vida do projeto e, ao mesmo tempo, analisar e compreender todo o seu negócio, ajudá-lo a desenvolver novas soluções e implementar a tecnologia necessária para o sucesso do mesmo.


João VarelaData Science é o futuro (qual a nossa definição?)
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Será a minha empresa Data-Driven? Como saber em que estado está o Analytics

Esta é a questão de um milhão de euros e, na verdade, para algumas empresas pode significar ainda mais. Na procura pelo caminho para tornar a sua empresa data-driven pode tomar-se conhecimento do poder dos dados para seguir decisões certas em cada momento no tempo. Como perceber que está a seguir esse caminho? Existem muitos indicadores e informações que ajudam nessa avaliação. Saber em que etapa a sua empresa está, pode ajudar a entender o que é necessário para ganhar o título de data-driven. Isto leva a saber o que é preciso fazer para atingir esse objetivo dentro de vários fatores: quanto esforço é necessário, que recursos têm de ser gastos, ou até que competências poderão estar em falta. No fim, a ideia é implementar eficientemente este processo e tornar a sua empresa mais competitiva.

1. Quanto sabe sobre os seus dados e quem precisa deles?

Para tirar partido de analytics é importante que saiba como os dados serão introduzidos e quais estão disponíveis. Como são esses dados armazenados para as áreas principais de informação que precisa de alcançar, estão em ficheiros como excel ou texto, ou estão em bases de dados? Como são essas fontes acedidas hoje? Se conseguir responder a estas questões terá um bom entendimento dos dados que estão disponíveis.

Outro aspeto é saber para quem esses dados serão relevantes, quem serão os utilizadores finais e em que contexto eles irão aceder aos dados. Por exemplo, se um dos objetivos é ter acesso móvel a conteúdo ou a dados que estão armazenados na cloud, terá de saber se a sua empresa está munida desses recursos.

2. Quão empenhada está a sua equipa para tornar-se numa empresa data-driven?

Quando uma empresa quer seguir o caminho de data-driven, as pessoas que nela trabalham devem estar orientadas para tal. Cada disruptor deve ter patrocinadores, normalmente executivos, que estão abertos à mudança que entendem e acreditam nos benefícios de um projeto como este. Este patrocinador interno, será responsável por assegurar que os processos de negócio incluirão a análise de dados e atuará como um facilitador.

3. A empresa tem todas as capacidades necessárias?

Implementar uma plataforma de analytics requer diferentes áreas de especialidade, o que pode alcançar a engenharia de dados, visualização ou até o setup de infraestruturas. Além disso os utilizadores irão necessitar de treino e, realizar workshops regularmente pode ajudar a atingir a adoção. Comece por ver se a sua empresa tem um departamento de analytics e que competências estão disponíveis. Implementar um caminho data-driven sem competências específicas será muito difícil e longo de alcançar. Pode até comprometer o processo inteiro se não antecipar as necessidades dos utilizadores ou não ter qualidade suficiente nos dados e minar a confiança na capacidade de análise dos mesmos. Isso é algo muito difícil de recuperar.

4. Como será tudo governado e seguro?

Por último, mas não menos importante, depois de analisar para onde a cultura da empresa está direcionada, depois de avaliar os dados disponíveis e depois de definir todos os intervenientes, tem de investigar como a segurança é feita e como são governados os conteúdos. A informação está dividida por departamentos ou está toda no mesmo local para ser acedida por todos os utilizadores? O que poderá qualquer pessoa com uma função específica ver quando acede a conteúdos? Verá informação específica ou toda? Estes são alguns exemplos de perguntas que deve fazer. Hoje em dia, as ferramentas de BI (Business Intelligence) moderno como Power BI e Tableau, têm recursos e funcionalidades que satisfazem essas questões o que torna este trabalho mais fácil. Com estas ferramentas, conseguirá dar liberdade aos utilizadores para fazerem o que quiserem, ver conteúdo, editar, etc., mas tudo controlado por aquilo que decidir que eles podem fazer ou não. Em muitos casos, especialmente para empresas grandes, os dados são acedidos para criar dashboards e conteúdo que deve ser posteriormente partilhado por pessoas específicas na empresa. Sem um bom modelo de governança será muito difícil ter um processo simplificado onde conteúdos são rapidamente acedidos, atualizados e se necessário partilhados de forma segura.

Pensamentos Finais

Às vezes é difícil avaliar em que etapa a sua empresa está, mas por isso é que hoje demos alguns conselhos. O termo data-driven está a tornar-se cada vez mais popular e comum no mundo dos negócios, mas muitas empresas não sabem em que ponto estão e o que devem fazer. Os passos a fazer dependerão muito do contexto da sua empresa e em que ponto ela está atualmente. Nós queremos saber onde está, o que tem e o que precisa de fazer, por isso é que a Xpand IT tem o DIaaS (Data Innovation as a Service). Este serviço pode ajudar a desenhar e implementar uma iniciativa sustentável para perseguir e atingir uma cultura de empresa data-driven, tendo como certeza que a sua empresa tem todas as capacidades necessárias disponíveis e que alguém com altos níveis de experiência antecipe as necessidades da mesma. No fim, a ideia é promover o sucesso num aspeto tão importante da transformação digital da sua empresa.


José MirandaSerá a minha empresa Data-Driven? Como saber em que estado está o Analytics
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Microsoft Power Platform: por onde começar? Nós ajudamos!

A revolução de plataformas low-code/no-code tem vindo, ao longo dos últimos anos, a ganhar tração em diferentes empresas e indústrias, pois o seu potencial disruptivo começa a ser reconhecido. Prova disso mesmo são as projeções que tanto a Gartner como a Forrester já fizeram sobre este tipo de plataformas. A Gartner estima que cerca de 65% das aplicações desenvolvidas até 2024 será feita com recurso a plataformas low-code/no-code. Adicionalmente, a Forrester indica que estas plataformas podem ajudar as organizações a reduzir em 74% o custo que têm com o desenvolvimento “tradicional” de aplicações. Mais impressionante ainda são os relatórios da Forrester Wave que indicam ainda que o mercado de low-code irá ultrapassar os 21 mil milhões de dólares em gastos até 2022.

Estas são estatísticas importantes que revelam o verdadeiro potencial destas plataformas e como estas podem ser ferramentas diferenciadoras e cruciais na forma como as empresas endereçam as suas jornadas de transformação digital, em particular para cenários internos. Este tipo de soluções, no fundo, permite que perfis não técnicos, os intitulados “citizen developers”, consigam de uma forma ágil e rápida construir aplicações, fluxos de trabalho, relatórios de análises ou até mesmo chatbots sem estarem dependentes dos departamentos de TI ou sem terem que ter conhecimento técnico de programação ou de tecnologias mais complexas, como é o exemplo da Inteligência Artificial.

Atualmente, já são várias as plataformas low-code/no-code que existem e uma das líderes de mercado deste segmento (de acordo com o Magic Quadrant da Gartner) é a Microsoft Power Platform.

Power Platform: o que é?

A Microsoft Power Platform, para quem ainda não a conhece, é a plataforma de low-code da Microsoft e é composta 4 produtos com propósitos distintos:

  • Power Apps: permite que utilizadores de negócio consigam desenvolver aplicações que podem ser usadas em modo mobile ou web, sem serem necessários conhecimentos de programação;
  • Power BI: permite ter acesso a ferramentas de visualização de dados, onde é possível construir dashboards e relatórios visualmente apelativos;
  • Power Automate: tem como objetivo a automatização de processos de negócio ou até mesmo o enriquecimento das aplicações construídas em Power Apps com lógica de negócio;
  • Power Virtual Agents: possibilita a construção de bots e de fluxos de conversação apenas com o conhecimento da conversa que se pretende manter com os utilizadores.

Além dos produtos mencionados acima, a plataforma conta ainda com componentes como o AI Builder que permite tirar partido de Inteligência Artificial em diferentes vertentes. Podemos, por exemplo, criar um modelo que aprende a reconhecer campos específicos de um documento partindo de um conjunto de documentos originais, ou mesmo identificar objetos existentes em imagens – tudo isto através de uma interface altamente funcional e desenhada para que utilizadores não-técnicos possam tirar partido das potencialidades da tecnologia.

Agora que já conhece a plataforma, reconhecemos que o mais difícil passa, por vezes, perceber por onde se deve começar e em qual dos componentes apostar.

Power Platform: por onde começar?

Antes de adotar a Power Platform, existem três coisas a que precisa de saber responder para que possa iniciar a jornada de transformação digital da sua organização:

  • Qual é a sua necessidade?

A jornada começa aqui: que necessidades tem a sua organização? A que desafios é mais urgente responder? Precisa de construir uma aplicação interna, substituir um ficheiro Excel que está constantemente a ser partilhado entre utilizadores? Quer construir um chatbot que apoie o seu Departamento de Recursos Humanos? Precisa antes de automatizar processos de negócio que são críticos e que ainda estão dependentes de humanos para a sua concretização ou pretende analisar dados de negócio por forma a conseguir tomar melhores decisões? Antes de perceber qual é o componente da Power Platform mais indicado para a sua necessidade, precisa de clarificar o melhor possível as necessidades que a empresa tem. Caso contrário, não conseguirá clarificar o propósito de adoção da plataforma e, sem propósito, o investimento não terá orientação e os projetos não irão ter sucesso.

  • Consegue identificar um use case?

Assim que saiba de forma clara quais são as necessidades e os desafios a que a sua organização pretende responder em primeiro lugar, já conseguirá perceber qual será a componente da Power Platform que mais se adequa àquilo que precisa. Neste momento, é importante identificar o use case e tentar perceber como é que a Power Platform o vai ajudar a concretizar os objetivos. Consegue já identificar um processo específico que fosse beneficiar de capacidades de automação? Se precisa de construir uma aplicação, como é que os seus colaboradores conseguem atualmente realizar essa tarefa? Se pretende construir um chatbot, sabe que tipo de questões este tem que responder? Por fim, se precisa de analisar dados, já sabe que dados precisa de examinar e em que sistemas estes vivem? Refletir sobre os seus possíveis use cases para a tecnologia vai ajudá-lo a concretizar melhor a visão que tem para a solução que quer construir e será importante para ajudar a tornar essa visão realidade.

  • Que sistemas/tecnologias já estão ao seu dispor?

Por último, é importante fazer uma análise transversal aos sistemas e/ou tecnologias que já se encontram em utilização na sua organização, e que possa utilizar no seu use case. Em muitas organizações já é possível aceder aos vários componentes da Power Platform, por isso confirme se este é o seu caso e, se sim, lance mãos à obra. Se necessário, é muito simples subscrever os produtos online, em regimes de trial, por forma a conseguir desenvolver o seu primeiro projeto. Para ganhar mais conhecimento, assista a workshops, a webinares ou conheça ainda soluções que já tiram partido desta tecnologia. O importante é começar a explorar!

E agora?

Ainda assim, se mesmo depois de explorar a tecnologia, de consultar diversos conteúdos e de perceber quais as suas necessidades, sentir que precisa de apoio especializado para perceber qual será a melhor solução para a sua empresa, um bom primeiro passo será preencher o Power Platform Assessment que a nossa equipa preparou para si. Desta forma, conseguirá obter recursos e aconselhamento personalizado dos nossos Xperts, especialistas nesta tecnologia.

Na Xpand IT, a unidade de Digital Xperience tem-se focado no desenvolvimento de soluções em Power Platform, ajudando as empresas a tirar partido dos seus diversos componentes e acelerando a sua transformação digital. Em 2020, recebeu a distinção de Parceiro do Ano em Power Apps & Data Analytics da Microsoft Portugal. Por todas estas razões, pode contar connosco para o apoiar nos seus projetos – basta entrar em contacto para o email: marketing@xpand-it.com.


Filipa MorenoMicrosoft Power Platform: por onde começar? Nós ajudamos!
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LEO: automação para departamentos financeiros

Automação é uma das grandes tendências tecnológicas dos últimos tempos e é um “hot topic” para diferentes indústrias. Mas esta palavra não é apenas uma moda passageira. Muito pelo contrário. É uma tendência que tem o potencial para revolucionar qualquer empresa e qualquer indústria. Automação faz parte do futuro das empresas: as empresas que não apostarem em automação vão perder vantagem competitiva face àquelas que apostarem nesta tecnologia para melhorar os seus processos internos, criarem eficiências internas e automatizarem tarefas que estão ainda dependentes de recursos humanos. Desta forma, as empresas conseguem libertar tempo precioso dessas mesmas pessoas para que estas se consigam focar em temas mais estratégicos para a empresa.

Pode ser surpresa para alguns, mas a verdade é que o potencial de automação é, a esta altura no tempo, quase ilimitado. De acordo com a McKinsey, 60% de todas as profissões têm, pelo menos, 30% de atividades que podem ser automatizadas, enquanto que 50% das atividades têm a possibilidade de ser automatizadas com tecnologia que já temos atualmente ao nosso dispor. Adicionalmente, atividades do foro financeiro têm, de acordo com a mesma consultora, um potencial de automação de 47%. Tarefas estas, mais especificamente, que incluam processamento de dados é onde o potencial de automação é mais notório.

Conhece algum departamento cujo dia a dia seja lidar com inúmeros documentos que necessitam de ser processados e interpretados? Um departamento cujos processos fossem beneficiar de automação em escala? Damos-lhe mais uma pista: todas as empresas precisam de um departamento destes. Já adivinhou? Pois é, estamos a falar de automação para departamentos financeiros.

Automação para Departamentos Financeiros

Foi precisamente a pensar nas necessidades dos departamentos Financeiros que criámos o LEO – Accounting Assistant e esta foi  uma das duas soluções que a Xpand IT apresentou no Teams Partner Challenge, uma competição anual promovida pela Microsoft para os seus parceiros. O LEO é uma solução suportada em Power Automate e em Microsoft Teams, cujo propósito é ajudar a automatizar e digitalizar rotinas diárias deste departamento como, por exemplo, o processamento de faturas.

Sabemos que todos os departamentos Financeiros precisam de processar uma quantidade abismal de documentos e, como tal, o LEO está preparado para ajudar as equipas financeiras e libertar-lhes tempo precioso para que estas se foquem noutras tarefas mais complexas.

O processo de automação para departamentos financeiros começa quando uma nova fatura chega à caixa de email: o LEO lê o email, verifica se este cumpre com as condições pré-estabelecidas (se foi enviado para o email da equipa de contabilidade, se tem determinado conteúdo na linha do assunto, entre outros critérios – por exemplo, se tem um anexo) e caso essas condições se verifiquem, irá processar a fatura com recurso ao AI Builder. Com o AI Builder, construímos e treinamos modelos que conseguem reconhecer campos relevantes dos documentos analisados como, por exemplo, o valor, o período de faturação e o nome do fornecedor. Quando lidamos com faturas um dos dados mais importantes a analisar é o valor e, como tal, precisamos que a fatura seja aprovada antes de ser inserida nos sistemas da organização. Este pedido de aprovação é enviado via Teams para a equipa de contabilidade, onde um membro a deverá aprovar.

Tendo a fatura sido aprovada e com os dados extraídos pelo AI Builder, passa a ser possível robotizar todo o processo de inserção dessa fatura nos sistemas da organização. Tirando partido da tecnologia de RPA (Robotic Process Automation) que o Power Automate disponibiliza, conseguimos que a fatura seja inserida e processada em alguns segundos de forma automática sem ser necessária a intervenção de qualquer pessoa. Por fim, as equipas financeiras também podem contar com a ajuda do LEO enquanto chatbot: o LEO tem capacidade para responder a uma série de perguntas relacionadas com as faturas que já estão aprovadas, dar uma visão de quais foram as faturas rejeitadas ou aprovadas na última semana, entre outras questões relevantes.

Assista ao vídeo de demonstração:

Teams Partner Challenge promovido pela Microsoft continua, ao longo dos anos, a permitir-nos desafiarmo-nos a nós próprios a construir soluções relevantes, não apenas para o contexto atual em que vivemos, mas também para capacitar as empresas com soluções mais digitais e mais resilientes.

Gostava de ter o LEO – Accounting Assistant na sua organização? Contacte-nos para que o possamos ajudar a concretizar essa visão:

Filipa MorenoLEO: automação para departamentos financeiros
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O processo de onboarding com Microsoft Teams (e automatização!)

Não existe qualquer dúvida que o último ano tem sido um ano de adaptação: adaptação a modelos flexíveis de trabalho, adaptação a diferentes rotinas e horários e, finalmente, adaptação ao distanciamento físico. A transição para um modelo de trabalho remoto tem sido, nos últimos meses, a nova realidade para muitas empresas e equipas. As equipas tiveram que arranjar novas formas de colaborar produtivamente e diferentes áreas sentiram necessidade de reinventar muitos dos seus processos.

Uma das áreas que teve que se reinventar durante este período foi a área de Recursos Humanos. Todos sabemos que algumas atividades cruciais para este departamento eram ainda dependentes de presença física nos escritórios e, em muitos casos, envolviam diversas tarefas manuais que dependiam de intervenção humana. Consideremos, por exemplo, as entrevistas de emprego ou até mesmo o processo de onboarding de um novo colaborador.

Em muitas empresas, o processo de integração de um novo colaborador pode ser uma realidade algo complexa e envolve, frequentemente, uma mistura entre processos desconetados, processos manuais e informação distribuída em diferentes sistemas da organização. E, muito frequentemente também, a digitalização e automatização deste processo era adiada devido à falta de tempo e recursos internos. No entanto, nos tempos que correm, a não modernização deste processo não é uma opção. Numa realidade cada vez mais digital onde os modelos híbridos de trabalho serão norma, é crucial garantir que a integração de novos colaboradores possa ser realizada digitalmente de forma igualmente eficaz e envolvente.

Novos tempos, novas soluções: processo de onboarding digital

Identificar o desafio e construir uma solução que endereçasse as necessidades dos departamentos de Recursos Humanos nesta nova realidade foi o ponto de partida para a equipa da Xpand IT participar no Teams Partner Challenge, uma competição anual promovida pela Microsoft para os seus parceiros.

Assim nasceu o POM (Power Onboarding Manager), uma solução que tem como objetivo simplificar e digitalizar o processo de onboarding de novos colaboradores, suportado por diferentes componentes da Power Platform e pelo Microsoft Teams. O POM permite que as organizações otimizem os seus investimentos e incentiva a criação de eficiências internas para o departamento de Recursos Humanos, não só através da redução de documentos, mas também na criação de sinergias entre as equipas de recrutamento e as equipas que estão responsáveis pela integração dos novos colaboradores.

Num primeiro momento em que o futuro colaborador aceita uma proposta, o objetivo é que a nossa solução facilite o processo burocrático de recolha de dados pessoais de uma forma rápida, fácil e segura. Através da submissão de um formulário, diferentes processos automáticos são despoletados para que os acessos do novo colaborador e o cumprimento de diferentes requisitos legais seja realizado por parte de diferentes departamentos.

Concluída a primeira fase, o processo fica centralizado no Microsoft Teams, como hub colaborativo. Já depois de ter recebido o hardware em sua casa e de ter acesso às aplicações que necessita, o colaborador terá acesso a um canal de onboarding no Teams, onde encontrará uma aplicação Power Apps onde terá todas as informações que necessita para se integrar na empresa: contactos de outros colegas, quem é o seu buddy, os próximos eventos (como a sessão de onboarding ou a sessão de integração com a unidade de negócio que integra) ou o HR Bot, cuja missão é responder às perguntas mais frequentes feitas pelos novos colaboradores, tal como “onde devo preencher as timesheets?”, “como acedo à intranet?”, “como posso marcar as férias?”, entre outras.

Assista ao vídeo de demonstração:

O Teams Partner Challenge promovido pela Microsoft continua, ao longo dos anos, a permitir-nos desafiarmo-nos a nós próprios a construir soluções relevantes, não apenas para o contexto atual em que vivemos, mas também para capacitar as empresas com soluções mais digitais e mais resilientes.

Gostava de modernizar o seu processo de onboarding e ter o POM na sua organização? Fale connosco:

Filipa MorenoO processo de onboarding com Microsoft Teams (e automatização!)
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Os 6 melhores eventos de Big Data em 2021

O universo de Big Data está pronto para acompanhar as tendências de transformação digital que o último ano obrigou a acelerar. Com novos desafios a acontecer no dia-a-dia das pessoas e empresas, muitos hábitos de consumo estão em constante alteração. Nesta nova era de organização e gestão de eventos, os principais centros de conferência estão mais do que nunca presentes no online, apelando à proximidade e alargando o leque de oportunidades de partilha e aquisição de conhecimento. A reflexão e a discussão vão continuar a acontecer em Big Data com vários eventos sobre este mundo a acontecer em 2021 e acessível a todos, à distância de um clique. Eis as sugestões da Xpand IT para descobrir quais os melhores eventos de Big Data em 2021.

Eventos de Big Data em 2021:

data ai summit europe 2021

Data + AI Summit Europe 2021

17 a 19 de novembro | Quero saber mais »

Anteriormente conhecido pelo “Spark + AI Summit”, a Databricks apresenta ao mundo online o Data + AI Summit Europe 2021. O sucesso do Apache Spark acelerou a evolução das data teams, e este evento promete reunir milhares de equipas profissionais da área, estudantes, líderes, empreendedores e os criadores de Spark, Delta Lake, MLFlow e Koalas. Sem dúvida, um dos melhores eventos de Big Data em 2021, a não perder!


kafka summit europe 2021

Kafka Summit: Europe 2021

11 e 12 de Maio | Quero saber mais »

O evento ideal para Developers, Operators ou Data Scientists. O Kafka Summit é um evento de referência da tecnologia streaming. Não vão faltar momentos de partilha de profissionais, oportunidades para networking. Juntar-se à comunidade dedicada à plataforma Apache Kafka poderá estar na sua lista de to-do neste novo ano.


bda europe 2021

BDA Europe 2021

09 de março | Quero saber mais »

Este evento pretende ser uma montra das melhores tecnologias a utilizar em sistemas de Big Data. Para além das apresentações sobre a importância das data base no mundo empresarial ou a inovação através da disrupção digital, o evento vai contar com a presença de empresas especializadas em soluções Big Data e Advanced Analytics, capazes de proporcionar o melhor aconselhamento para aquilo que procura para a sua organização.


big data world 2021

Big Data World 2021 | Londres

07 e 08 julho de 2021 | Quero saber mais »

Este é o evento onde se vai falar sobre gestão e integração de dados. Desde o machine learning à Inteligência Artificial, o Big Data & AI World é o evento líder a nível mundial que se foca nos problemas reais das empresas. Estão garantidas horas de partilha de informação com centenas de speakers, debates one-to-one com os maiores especialistas e empresas da área.

O evento vai decorrer em Londres, nos dia 7 e 8 de julho, abrindo-se uma janela de exceção caso a situação pandémica atual se mantenha.


data fest 2021

Data Fest 2021

datas a definir | Quero saber mais »

O Data Fest 2021 faz jus ao seu nome, é mesmo um festival! Mas em vez de artistas musicais, conta com os maiores especialistas das áreas de TI, estudantes de engenharia informática e profissionais da área. Nos últimos 3 anos, o conceito passou por 3 “palcos”: o Data Summit, Data Talent e o Data Tech. A receita para este ano é igual, mas as cidades escocesas que hospedavam este evento, serão substituídas pelo online, dando assim a possibilidade de participar em qualquer lugar do mundo!


idc data monetization management

IDC Data Monetization & Management

11 e 12 de maio | Website ainda não disponível

Em parceria com a universidade NOVA IMS, o IDC apresenta um evento sobre gestão e monitorização de dados. Mais informações em breve.


Na Xpand IT acreditamos que o principal desafio na adoção de soluções de Big Data em Portugal e em qualquer lugar do mundo passa pela capacidade de gerir elevados volumes de dados provenientes de múltiplas fontes para extração de valor de negócio a partir da informação recolhida.

O nosso segredo reside numa equipa multidisciplinar com fortes competências em tecnologias de processamento distribuído de dados, totalmente suportada em ferramentas, processos e metodologias ágeis e um conjunto de parceiros como Cloudera e Confluent.

Se quiser saber mais sobre como as nossas soluções de Big Data podem ajudar o seu negócio, entre em contacto connosco.

Pedro RosaOs 6 melhores eventos de Big Data em 2021
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Xpand IT é eleita a melhor PME do ano

A Xpand IT faz a dobradinha ao obter duas distinções na edição de 2020 das 1000 melhores PME’s de Portugal: melhor empresa no setor de serviços e melhor PME do ano.

Estes 2 prémios foram atribuídos no seguimento do ranking das “1000 maiores PME’s a operar em Portugal”, que premeia as melhores empresas em 21 setores de atividade, e, ainda, a que mais se destacou entre todas. Esta é uma iniciativa histórica da Exame, da Informa D&B e da Deloitte e que conta com o apoio da Ageas Seguros.

A Xpand IT acumula, assim, estas duas distinções, no seguimento de um desempenho global bastante positivo obtido durante o ano de 2019 – com um volume de faturação na ordem dos 21.8M€ e um crescimento superior a 48%.

“É gratificante receber estes prémios que, muito embora não seja algo que norteie o nosso propósito, são um reconhecimento de todo o trabalho que temos vindo a desenvolver ao longo destes 17 anos. O meu, e nosso, agradecimento vai para todos os colaboradores, ex-colaboradores, clientes e parceiros que tornaram possível esta realidade e que nos têm acompanhado ao longo deste percurso”, partilha Paulo Lopes, CEO da Xpand IT.

Com este prémio, é o segundo ano consecutivo que coloca a Xpand IT no topo da prestação de serviços, já que em 2019 já tinha recebido o prémio de melhor empresa no setor dos serviços, pela Exame.

Assista ao evento da entrega do prémio de melhor PME do ano:

Pedro RosaXpand IT é eleita a melhor PME do ano
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Análise de dados com Write-Back: o próximo passo para Tableau CRM

Se chegou até este conteúdo, certamente já terá ponderado utilizar ferramentas como Tableau e Salesforce. Mas sabe realmente como potenciar a sua utilização, como recolher e analisar os dados da melhor forma, e como fazer uma análise de dados com Write-Back? Conheça as vantagens do Tableau CRM e como o novo produto de software da Xpand IT pode melhorar a experiência do utilizador.

Salesforce CRM é uma ferramenta fundamental para gerir processos de vendas e relações com clientes. Resumindo, é uma plataforma cloud intuitiva e personalizável que permite obter o melhor dos seus dados e garantir que estejam sempre atualizados com muito pouco esforço.

No entanto, o valor do uso do Salesforce não termina aqui. Como os processos são melhor definidos ao usar esta ferramenta, pode começar a torná-los mais enriquecedores se fornecer mais contexto em cada etapa ao longo do percurso. E é aqui que a análise de dados desempenha um papel importante, permitindo que veja além do momento da venda atual dando uma visão mais ampla do que está a acontecer, ou mesmo antecipando os resultados da sua próxima ação com modelos de previsão. Isso significa que será capaz de tomar melhores decisões porque irá depender de um contexto mais amplo, em vez de suposições, o que vai aumentar as suas probabilidades de sucesso.

Ao usar o Salesforce para análises de dados, antes tinha que escolher entre:

  • Einstein Analytics, embutido no Salesforce e ao permitir a combinação de dados internos e externos, proporcionando aos utilizadores uma experiência mais inteligente. Isso é conseguido com a oferta de insights, bem como recursos de IA além das aplicações Salesforce CRM. Isso significava que era a ferramenta mais adequada para implementar casos de uso relacionados com processos de CRM.
  • Tableau, uma plataforma analítica que permite que qualquer pessoa veja e entenda os dados da sua empresa. Conecte-se a qualquer banco de dados, faça drag-and-drop para criar visualizações e partilhe apenas com um clique. Esta ferramenta oferece exploração de dados ilimitada e análise visual em qualquer fonte de dados.

Agora estas ferramentas estão combinadas numa só (Tableau CRM), trazendo o melhor dos dois mundos, uma única plataforma analítica que é excelente não apenas para explorar e visualizar dados de qualquer fonte de dados, mas que também apresenta recursos avançados de previsão e recomendação.

O caminho a seguir é simplesmente usar o Tableau no Salesforce CRM, tornando-o parte integrante do seu fluxo de CRM e permitir que os utilizadores de CRM tenham acesso imediato aos insights certos para tomar decisões. Esse processo foi simplificado com a introdução do componente da web Tableau Viz Lightning, facilitando a integração das visualizações do Tableau ao Salesforce com apenas alguns cliques. Além disso, o Tableau usa o mesmo mecanismo de segurança do Salesforce, o que significa que os utilizadores estão sempre sincronizados e só precisam entrar uma vez para usar as duas ferramentas.

Análise de dados com Write-Back

Com todos esses insights disponíveis a partir de fontes de dados além do CRM simples, irá provavelmente querer começar a criar modelos mais ricos, seja para previsão ou categorização, bem como obter análises qualitativas dos utilizadores envolvidos no processo. Aqui, o Write-Back permite que dê o próximo passo. Colocando-o dentro das visualizações do Tableau, terá aqui uma maneira fácil de aceder a essas entradas do utilizador e integrá-las ao processo imediatamente. Isso torna toda a experiência mais acionável, não apenas por meio do processo de CRM usando o Salesforce, mas também por meio do processo de análise com Write-Back.

A melhor parte de tudo isto é que o Write-Back pode também ser integrado totalmente com a segurança do Salesforce, o que significa que, embora os utilizadores estejam a utilizar os três produtos simultaneamente, a experiência será perfeita, já que todos estão totalmente integrados.

Ricardo PiresAnálise de dados com Write-Back: o próximo passo para Tableau CRM
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Como começar uma adoção Cloud em menos de uma semana

Numa era de avanços tecnológicos, estamos a testemunhar um boom na modernização e transformação digital (em todas áreas de negócio). A situação pandémica atual veio acelerar ainda mais essa tendência e uma transformação digital eficaz será a diferença entre o sucesso ou o falhanço de uma empresa no futuro.

Não poderíamos abordar este tema sem trazer a computação em cloud para a discussão. Um número crescente de empresas está a estudar a possibilidade de mudar os seus sistemas para a cloud e, com isso, reduzir os custos e responsabilidades de ter uma infraestrutura local (neste estudo, feito pela Gartner, podemos perceber “mais de 1.3 triliões de dólares de gastos em TI serão afetados pela mudança para a Cloud até 2022”).

A computação em cloud possui características que o seu negócio pode aproveitar no imediato, como a alta disponibilidade, escalabilidade, tolerância a falhas, segurança, entre outras.

Mesmo com a barreira dos aspetos técnicos, a migração das suas aplicações para a cloud pode ter um impacto significativo nos custos e na produtividade do seu negócio.

Com esta mudança, é possível prever de forma mais acertada os custos (sem despesas iniciais, uma vez que os custos de infraestruturas locais são inexistentes), uma vez que só vai pagar o que usa. Além disso, considere também que só irá pagar recursos adicionais em caso de necessidade e pode parar os mesmos assim que queira.

A rápida aceitação da computação em cloud faz também com que as empresas fornecedoras destes serviços, possam aproveitar as economias de escala para oferecerem preços mais acessíveis e ajustados aos seus clientes.

Todos os recursos técnicos para construir e manter uma infraestrutura de data-center, são garantidas pelo cloud provider, para que possa assim manter todo o seu foco e produtividade nos negócios centrais da sua empresa. As suas equipas de IT vão assim concentrar-se ao máximo no desenvolvimento de novas soluções que possam ser vitais à sua organização.

Quando falamos de um processo de migração para a cloud, estamos também a falar de um plano de como uma organização deve mover os seus dados e aplicações do seu data-center local para a cloud.

A primeira etapa deste plano, consiste numa avaliação de introspeção da empresa para poder decidir quais os recursos que devem migrados, e qual a estratégia de migração que deve ser usada para cada recurso. Só depois poderá avaliar e escolher o provider e o parceiro que irá executar a migração.

Neste artigo, vamos explorar a primeira etapa, apresentando as estratégias mais usadas para migração para a cloud (com alguns exemplos práticos de casos reais).

Vamos focar-nos em dois modelos de serviços cloudIaaS – “Infrastructure as a Service” e PaaS – “Platform as a Service”.

A principal diferença entre os dois está na distribuição de responsabilidades:

Com IaaS, o fornecedor da cloud consegue gerir tudo o que está relacionado com hardware, mas os aspetos técnicos, como a manutenção do sistema operativo, configuração de rede e de aplicações, continuam a depender da organização.

Com PaaS, a sua empresa fica com menos responsabilidade, pois não é responsável pela manutenção da rede ou do sistema operativo. Apenas tem que se preocupar com os dados e configurações.

As estratégias de migração mais comuns, são:

  • Rehost (aka “lift and shift”) – migrar as aplicações “como estão” para IaaS;
  • Refactor – migrar as aplicações “como estão” com alterações de configuração para aproveitar as vantagens dos serviços cloud (ex: PaaS, DBaaS);
  • Rearchitect – Modificar a arquitetura/código das aplicações para novas aproveitar as funcionalidades da cloud;
  • Rebuild/New – (Re)construir aplicações adotando metodologias e tecnologias nativas da cloud.

A tabela seguinte apresenta uma comparação das diferentes estratégias (os objetivos têm impacto na escolha de migração a aplicar):

Mas então… como fazemos a adoção cloud?

Com uma semana para realizar a adoção em cloud, vamos nos focar nas duas estratégias possíveis, Rehost e Refactor.

Rehost, também conhecido como “lift and shift”, é uma das estratégias mais populares e com maior taxa de sucesso. Como o nome sugere, essa estratégia consiste em “retirar” a sua aplicação do host atual e “transferi-lo” para o cloud provider escolhido. Esta é uma das maneiras mais acessíveis de adotar o modelo cloud quando não há tempo para “re-desenhar” as suas aplicações.

Os custos inerentes à infraestrutura são agora redirecionados para o seu cloud provider, que trata e garante a manutenção de todos os recursos necessários para executar as suas aplicações e vende isso como um serviço (IaaS). O risco é baixo para esta estratégia e a sua empresa recebe benefícios imediatos e retorno sobre o investimento. Se não precisar dos recursos, pode “dispensar” a sua infraestrutura local.

Existem algumas ferramentas disponíveis para realizar esta migração, mas algumas empresas preferem fazê-lo manualmente. Esta estratégia é uma boa primeira opção para adoção de cloud mas, dependendo dos seus projetos, a próxima estratégia pode beneficiar mais dos recursos nativos da cloud.

Para simplificar este conceito, apresentamos um exemplo de uma aplicação que é executada em ambiente Java, usa um sistema de gestão de base de dados e é executada numa distribuição Linux.

Com o Rehost, é possível mover todas as camadas da sua aplicação para uma infraestrutura fornecida pelo seu cloud provider, mas a cloud tem muito mais para oferecer!

Com o “refactoring”, não está a alterar o core da sua aplicação, mas apenas a mover diferentes camadas da mesma para serviços geridos em cloud.

Pense em todo o tempo e recursos gastos a gerir bases de dados, backups, atualizações e muitas outras preocupações. A maioria dos fornecedores de cloud oferecem database-as-a-service, onde todas essas “preocupações” são geridas por eles. Alguns serviços oferecem plataformas onde pode executar as suas aplicações e todas as preocupações como o provisionamento de recursos, escalabilidade, balanceamento de carga e outros aspetos são geridos pelo seu cloud provider.

Esta estratégia pode exigir configurações adicionais comparando com a opção Rehost, mas a sua empresa pode beneficiar com isso.

Embora seja um grande passo em relação à estratégia de Rehost, ainda está longe de aproveitar todos os recursos nativos da cloud e dos quais você pode beneficiar. Mas com uma semana para migrar para a cloud, este é um bom passo.

Se quiser saber mais informações/ajuda com o seu plano de estratégia de migração para a cloud, entre em contato connosco.

antónio correia
joão gouveia gonçalves
António CorreiaComo começar uma adoção Cloud em menos de uma semana
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Jira Service Management: uma nova experiência de Service Desk

A Atlassian apresentou o Jira Service Management, a nova geração do Jira Service Desk. A partir de 9 de novembro de 2020, às funcionalidades do Jira Service Desk serão gradualmente acrescentadas novas funcionalidades, até aqui disponíveis separadamente noutros produtos da Atlassian – o Opsgenie, o Insight da Mindville e o Halp –, transformando a solução de service desk da Atlassian numa ferramenta de IT Service Management muito mais completa e moderna.

Eliminando possíveis bloqueios entre equipas que até agora trabalhavam separadamente, as soluções, resoluções de problemas e pedidos de suporte (internos e externos) podem ser executados com maior rapidez e baseados em informação mais rica e detalhada. O Jira Service Management entra em cena para dotar as organizações de uma maior visibilidade e agilidade de resposta, facilitando e promovendo uma colaboração eficiente entre as suas equipas.

Anteriormente disponível apenas como um produto separado, a integração do Opsgenie no Jira Service Management permitirá a gestão de alertas de incidentes, disrupções ou planeamento de intervenções a serviços. Pedidos de suporte a incidentes que cheguem ao Jira Service Management podem ser triados e escalados dentro do produto, despoletando automaticamente, por exemplo, alertas para as equipas responsáveis pelos serviços. Estas funcionalidades estarão disponíveis na versão Cloud. Para clientes Server e Data Center, a integração com o Opsgenie está dependente da aquisição isolada deste serviço.

O Insight da Mindville também fará parte do Jira Service Management. Uma ferramenta de Asset & Configuration Management bastante moldável, que permite uma catalogação dos ativos da sua organizaçãohardware, software, frota automóvel, material de escritório –, oferecendo uma visão mais detalhada e interligada na gestão do seu ciclo de vida. Todo o tipo de pedidos no Jira Service Management podem brevemente ser enriquecidos com a informação detalhada do Insight: por exemplo, um pedido relacionado com o suporte de um portátil ou de uma licença que precisa de ser renovada poderá agora ser enriquecido com toda a informação técnica associada, de forma automática. As funcionalidades do Insight estarão disponíveis no Jira Service Management na segunda metade de 2021.

O Halp, que permite a criação, triagem e gestão de tickets através de ferramentas conversacionais, também será incluído no Jira Service Management, durante o segundo semestre do ano 2021. Será possível a equipas integrarem o Slack (já disponível na versão standalone do Halp) ou o Microsoft Teams (em fase de testes) com o Jira Service Management e gerir os seus pedidos diretamente dessas aplicações.

Fonte: Atlassian

Para além das novas capacidades incluídas no produto, o Jira Service Management disponibilizará também novos templates para a criação de projetos de suporte. Os templates incluem configurações típicas em cenários de Incident & Change Management, Service Request e Problem Management, acelerando o processo de adoção da ferramenta. Os templates integrarão de forma natural com o Bitbucket, oferecendo novos controlos na automação e aprovação de deployments e maior rastreabilidade na análise de problemas.

O novo Jira Service Management já está disponível na versão Cloud em todos os planos – Free, Standard, Premium e Enterprise –, sendo as funcionalidades adicionais do Insight e Halp disponibilizadas gradualmente durante os próximos meses. As versões Server e Data Center chegarão via update no final deste ano.

Está preparado para amplificar a gestão de serviço na sua organização?

Tiago AlmeidaJira Service Management: uma nova experiência de Service Desk
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