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Guia prático para instalar Kotlin

Com o passar do tempo são cada vez mais os adeptos da linguagem de programação Kotlin, especialmente no que toca ao desenvolvimento Android. No entanto, Kotlin não serve apenas para desenvolver aplicações Android. Tanto é uma linguagem de programação para a JVM como é uma linguagem de programação para o Browser ou Nativo, sem precisar de correr numa máquina virtual.

Kotlin é 100% interoperável com Java, o que nos permite adicionar código em Kotlin num projeto que tenha sido iniciado em Java.

Uma das grandes vantagens desta linguagem é a ausência de NullPointerExceptions. Se compararmos diretamente com Java, vemos também que é possível criar-se as mesmas classes usando menos linhas de código.

Se ficou convencido com estes argumentos, ou se sentiu curiosidade em relação a esta linguagem, faça download de um guia prático de instalação – onde também poderá ficar a par de alguns conceitos básicos.

Download do guia de instalação de kotlin

Se pretende saber mais sobre a linguagem de programação Kotlin, recomendamos a leitura deste blog post: Kotlin e um futuro (ainda mais) brilhante.

Bruno AzevedoGuia prático para instalar Kotlin
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Advanced Analytics: elevar a análise de dados a um outro nível

Implementar um modelo de Business Intelligence é muito mais que recolher dados, trata-se sobretudo de converter esses grandes dados em insights valiosos que irão acrescentar valor ao negócio. No entanto, se não houver um modelo que permite analisar e compreender os dados que vão surgindo, tudo o que irá existir serão números sem contexto e sem valor acrescentado.

Para fazer uma análise de dados correta é necessário ter em atenção que não existe apenas um método válido de análise; este processo está dependente das necessidades em questão e do tipo de dados recolhido, afim de aplicar a metodologia correta de análise.

Existem, no entanto, métodos comuns de advanced analytics que permitem tornar os dados em valor acrescentado, mesmo quando à partida não existem regras de negócio bem definidas, transformando um aglomerado de dados em insights relevantes para o negócio, que permite a tomada de decisões fundamentada.

Dados quantitativos e dados qualitativos

Antes de abordar os vários métodos, é necessário entender que tipo de dados que vão ser analisados. Para dados quantitativos, o foco está na quantidade de números em bruto, como o próprio nome indica. Deste tipo são exemplos os dados de sales, de marketing, de payroll, receita e despesa, etc. No fundo, refere-se a dados que são quantificáveis e passíveis de ser medidos objetivamente.

Dados qualitativos são, por sua vez, mais dificeis de interpretar à partida, uma vez que são dados não estruturados, mais subjetivos e de natureza interpretativa. A este campo pertencem exemplos como informação recolhida de sondagens, entrevistas aos empregados, questionários de satisfação, etc.

Medir dados quantitativos

Relativamente à análise de dados quantitativos, existem quatro métodos que vão elevar essa análise a um novo nível.

  1. Análise de Regressão

A escolha sobre qual o melhor tipo de estatística irá depender sempre do objectivo da pesquisa.

A análise de regressão permite modelar a relação entre uma variável dependente e uma ou mais variáveis independentes. Em data mining, esta técnica é utilizada para prever valores num dataset particular. Por exemplo, pode ser utilizada para prever o preço de um produto, tendo em conta outras variáveis. Pode também ser utilizada para identificar tendências e corelações entre fatores.

A regressão é um dos metódos de análises de dados mais usados no mercado para efeitos de gestão, planeamento de marketing, previsões financeiras, entre outros.

  1. Teste de hipóteses / teste de significância

Este método, também chamado de t testing, permite inferir se uma determinada premissa é verdadeira para o data set. Na análise de dados e em estatística, será considerado o resultado de uma hipótese que seja estatisticamente significativa, cujo resultado não possa ter decorrido de um acaso aleatório. Este procedimento infere sobre quantidades de interesse de uma população a partir de uma amostra observada, utilizando a teoria da probabilidade.

  1. Simulação Monte Carlo

Um dos métodos mais populares para calcular o efeito de variáveis imprevisiveis de um factor específico são as simulações de Monte Carlo que utilizam a modelagem de probabilidade para ajudar a prever o risco e a incerteza. Para testar um cenário ou hipótese, esta simulação recorre a números aleatórios e dados para simular uma variedade de outcomes possíveis. Esta ferramenta é frequentemente utilizada nas áreas de project management, finanças, engenharia e logística, entre outras.  Ao testar uma variedade de hipóteses, é possível concluir como é que uma série de variáveis aleatórias podem afetar os planos e projetos.

  1. Redes Neurais Artificiais

Este modelo computacional replica o sistema nervoso central de um humano ( neste caso, o cérebro), permitindo à máquina aprender através da observação dos dados, o chamado machine learning. Este processamento de informação replica as redes neurais, utilizando um modelo de inspiração biológica para processar a informação e aprender com análise, ao mesmo tempo que consegue fazer previsões. Neste modelo, os algoritmos partem de inputs amostrais e aplicam o raciocinio indutivo – extraindo regras e padrões de grandes conjuntos de dados.

Sílvia RaposoAdvanced Analytics: elevar a análise de dados a um outro nível
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5 dicas úteis para construir um chatbot simples com Azure

Uma forma inteligente para construíres um chatbot personalizado

Queres saber como configurar passo a passo um chatbot no Microsoft Azure? Queres aprender a trabalhar com o LUIS?

Com o Microsoft Azure e o Azure Bot Service já é possível de forma rápida e simples criar um chatbot Azure que pode ser conectado às redes sociais. A plataforma disponibiliza modelos de template básicos preparados para vários cenários que facilitam o desenvolvimento.

Um dos desafios associados à criação de chatbots é precisamente a capacidade que têm de compreender de forma inteligente as intenções e a mensagem escrita do utilizador em conversação, através da habilidade de processamento da linguagem natural. O que é possível através dos serviços cognitivos da Microsoft, mais precisamente o LUIS.

O LUIS (Language Understanding Intelligence Service) é um serviço de linguagem natural que permite humanizar e criar um bot sofisticado que decifra mensagens complexas:

  • compreende os comandos e objetivos do utilizador (intenções),
  • executa ações a partir da extração de informação valiosa das frases e expressões (entidades).

Uma das grandes vantagens é que o LUIS consegue fazer uso do serviço de linguagem natural sem ser necessário implementar algoritmos de raiz. A segunda é que este serviço de linguagem natural está em constante evolução, refinando a sua capacidade de associar as expressões às intenções corretas.

Cria e a implementa um novo chatbot Azure, aplicando estas 5 tips que te vão ajudar a otimizar o teu tempo:

  • Utiliza o Azure function bot e integra-o com o LUIS. Tira partido do serviço: da sua compreensão de linguagem, melhora e refina as intenções das expressões.
  • Tira proveito das diferentes funcionalidades do Azure Bot Service: webchat para testes, scripts básicos pré-programados e preparados e integração com diferentes canais e redes sociais
  • Utiliza o potencial e as capacidades que o LUIS te dão. Cria o teu modelo personalizado de linguagem natural, introduzindo frases (“utterances”) e definindo “intents” e “entitites”. O LUIS é dialogue driven. Foca-te nas expressões e intenções associadas a estas para melhorares o teu bot.
  • Constrói as frases mais variadas possíveis para preverem diferentes tipos de pergunta dos utilizadores e tornares o nível de conversação o mais personalizado e humanizado possível.
  • O LUIS tem a capacidade de aprender. Uma vez criado o primeiro modelo, progressivamente vai absorvendo novas informações através das conversações e interações em chat real com os utilizadores. Podes sempre fazer ajustes ao longo do tempo e incluir novos diálogos.

O teu próximo chatbot Azure pode estar à distância de uma palavra.

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Sara Godinho5 dicas úteis para construir um chatbot simples com Azure
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Sorteio JNation – Termos e Condições

Termos e Condições de Participação no Sorteio de dois bilhetes para a conferência JNation

A participação no sorteio “Sorteio de dois bilhetes para a conferência JNation” é promovida pela Xpand Solutions – Informática e Novas Tecnologias, Lda (adiante designada por Xpand IT) e implica a total aceitação dos Termos e Condições de Participação aqui designados.

Regras de participação:

  1. O sorteio é online e decorrerá de dia 6 de maio de 2019 até 15 de maio de 2019 na conta oficial do Instagram da Xpand IT – https://www.instagram.com/xpand_it/. A Xpand IT reserva-se o direito de alterar as datas do sorteio.
  2. São válidas as participações no sorteio que cumpram todos os seguintes requisitos:
  • maiores de 18 anos
  • residentes em Portugal
  • atuais seguidores ou novos seguidores da conta oficial que participem no sorteio
  • pessoas com contas ativas no Instagram e cujos perfis à data da participação sejam passiveis de identificar como pertencentes às pessoas que as utilizam.
  • Pessoas que não estejam envolvidas ou tenham vinculo com as promotoras da JNation bem como com a Xpand IT.
  1. 3. O sorteio destina-se a oferecer exclusivamente 2 bilhetes individuais para a conferência JNation, a decorrer no dia 4 de junho, em Coimbra.
  2. 4. O apuramento dos vencedores será feito pela Xpand IT através de sorteio aleatório com recurso à plataforma random.org.
  3. 5. É proibida a participação no sorteio da Xpand IT para fins contrários à Lei e que sejam suscetíveis de causar prejuízo em terceiros, ou que de qualquer forma lesionem a sua honra, dignidade, imagem, intimidade, crenças, ideologias, crenças religiosas ou qualquer outro direito reconhecido legalmente. O participante não pode assumir a identidade de outra pessoa utilizando para o efeito dados de identificação desta.

Modo e condições de participação

  1. A participação no sorteio deve ser feita exclusivamente da seguinte forma:
    • Seguir a conta oficial de Instagram da Xpand IT
    • Fazer like no post do Instagram da Xpand IT sobre a JNation
    • Fazer 1 (um) comentário e “taggar” dois amigos no post 
  2. Serão aceites todas as participações feitas até às 23h59 do dia 15 de maio.
  3. Por cada conta de Instagram será validado para efeitos do sorteio 1 (um) comentário.
  4. Não serão validados quaisquer comentários que contenham afirmações com linguagem imprópria, conteúdos difamatórios e/ou caluniosos, que sejam suscetíveis de causar prejuízo a terceiros e de lesionar a dignidade, honra, crenças e imagem de outras entidades ou utilizadores de contas de Instagram. A Xpand IT reserva-se o direito de eliminar comentários e/ou bloquear contas que tenham os comportamentos acima descritos.
  5. O sorteio realiza-se no dia útil seguinte, após 15 de maio.
  6. A comunicação aos vencedores é feita através de mensagem privada na conta do Instagram e só se concretiza após a indicação pelo utilizador dos seguintes dados pessoais:
    • email válido
    • estabelecimento de ensino e ou profissão
    • cidade de residência
  7. A comunicação dos vencedores é feita na conta oficial do Instagram da Xpand IT com identificação das contas vencedoras nos stories.
  8. Será disponibilizada online, no portal https://www.xpand-it.com/pt-pt/ na área exclusiva do sorteio, uma página web com toda a informação, termos e condições de participação sobre o sorteio.

Entrega do prémio

  1. Os 2 bilhetes de entrada na conferência JNation serão entregues na entrada principal da JNation, no Convento de São Francisco em Coimbra, no dia 4 de junho, pelas 9h00.
  2. A entrega do prémio é da inteira responsabilidade da Xpand IT não podendo ser assumida por outra entidade ou pelos promotores do evento.
  3. A Xpand IT pode dar lugar à substituição do prémio a todo o tempo, comunicando assim que possível aos vencedores.
  4. Cada bilhete é individual e intransmissível, não podendo ser substituído no dia por outro prémio, convertido em dinheiro ou transmitido a outra pessoa, por qualquer razão.
  5. Em caso de cancelamento do evento, não haverá lugar ao reembolso do prémio.

Tratamento de dados pessoais

  1. A Xpand IT garante a reserva da identidade de cada participante.
  2. A Xpand IT, nos fins estritos de desenvolvimento e persecução do sorteio, irá recolher e fazer o tratamento dos dados dos participantes vencedores, podendo incluir os mesmos num ficheiro de propriedade exclusiva da Xpand IT, que os salvaguardará.
  3. Os participantes vencedores poderão exercer os seus direitos de cancelamento e/ou retificação dos seus dados mediante solicitação escrita dirigida à Xpand IT ou através do email life@xpand-it.com
Catarina RochinhaSorteio JNation – Termos e Condições
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5 livros de Business Intelligence que não pode deixar de ler

Na Xpand IT, acreditamos que Business Intelligence vai muito para além de relatórios e dashboards: somos experts em soluções de BI, e desenvolvemos projetos sempre com o intuito de acrescentar valor aos negócios. São muitas as empresas que já apostam em softwares de análise de dados e que reconhecem o potencial que a recolha de insights representa para as organizações. No entanto, ainda existe uma franja de empresas que não reconhecem o devido valor à análise de dados internos e que não os fornecem, por sua vez, aos seus clientes. Por isso, reunimos um conjunto de 5 livros de Business Intelligence que não pode deixar de ler, se quiser apostar numa estratégia de BI completa e adequada à sua realidade. Na era digital, escolhemos formatos físicos para ajudá-lo a compreender as estratégias de BI modernas que pode implementar, e que vão muito para além do padrão comum.

Como disse John Owen: “Data is what you need to do analytics. Information is what you need to do business.”

1. Business Intelligence Guidebook: From Data Integration to Analytics

Rick Sherman – 1ª edição, novembro 2014

Este livro é um dos livros mais completos sobre os temas de Business Intelligence e Data Integration, e aborda desde os tópicos mais simples até às arquiteturas mais complexas. O autor garante que, depois de ler este livro, será capaz de desenvolver um projeto de BI e de lançá-lo, geri-lo e entregá-lo a tempo e dentro do budget. Conseguirá, ainda, implementar uma estratégia completa na sua empresa – utilizando o suporte das ferramentas indicadas.

Se aquilo que procura é uma fonte de informação fidedigna que lhe explique quais as melhores práticas, as melhores abordagens, e que lhe apresente um overview completo de todo o ciclo de vida de um projeto de BI, adaptável a empresas de qualquer dimensão, não procure mais: este é o livro indicado.

2. Data Strategy: How to Profit from a World of Big Data, Analytics and the Internet of Things

Bernard Marr – 1ª edição, abril 2017

O autor parte da premissa de que menos de 0.5% dos dados gerados estão a ser, neste momento, analisados e utilizados, e constrói uma narrativa que pretende convencer os líderes das empresas a apostar em estratégias de de Business Intelligence, focando-se nas mais-valias para o crescimento dos negócios.

Complementado com casos de estudo e exemplos reais, este exemplar explica como traduzir os dados gerados pelas empresas em insights de apoio a tomadas de decisão estratégicas, com o objetivo de melhorar a performance e o negócio das empresas através da conjugação entre Big Data, Analytics e Internet of Things.

3. Agile Data Warehouse Design: Collaborative Dimensional Modeling, from Whiteboard to Star Schema

Lawrence Corr e Jim Stagnitto – 1ª edição, novembro 2011

Este é um livro para os profissionais que procuram implementar os requisitos de Data Warehousing e de Business Intelligence e torná-los em modelos dimensionais, através da BEAM (Business Event Analysis & Modeling) – uma metodologia agile para os modelos dimensionais que tem como objetivo melhorar a comunicação entre os designers do Data Warehouse, os BI stakeholders e todo o departamento de desenvolvimento de ambas as partes.

Se pretende implementar esta metodologia na sua empresa ou se, apenas, tem curiosidade em saber mais sobre esta abordagem, aconselhamos a explorar este livro que inclui, entre outros, tópicos como: data modeling, visual modelling, ou data stories, utilizando os 7 Ws (who, what, when, how many, why and how).

4. Successful Business Intelligence: Unlock the Value of BI & Big Data

Cindi Howson – 2ª edição, novembro 2013

Não é o exemplar mais recente, mas a riqueza de informação que traz faz com que continue a ser um dos grandes livros sobre Business Intelligence que não pode mesmo deixar de ler. A autora, Research Vice President na Gartner e BI Analyst, levou a cabo um estudo cujo objetivo foi identificar as estratégias de analytics implementadas por alguns dos maiores players no mercado.

Este livro é mais do que um exemplar teórico, é um manual valioso que conta histórias e abordagens de sucesso a BI, e que explica porque é que as estratégias a implementar não podem ser iguais para todas as empresas. Para além disso, inclui dicas sobre como conseguir um bom alinhamento entre a estratégia de BI e os objetivos de negócio de uma empresa. Sem dúvida, um dos melhores livros sobre esta temática.

5. Business Intelligence – Da Informação ao Conhecimento

Maribel Yasmina Santos e Isabel Ramos – 3ª edição, setembro 2017

Este é o único livro de origem portuguesa na lista, e é bastante completo, já que explica desde o conceito mais básico da análise de dados, até à demonstração de como as tecnologias de BI são utilizadas – através do armazenamento em Data Warehouses até à análise destes dados (On-Line Analytical Processing e Data Mining), e de como o conhecimento adquirido pode ser aproveitado pelas empresas para sustentarem as suas tomadas de decisão.

Um livro obrigatório, quer seja um profissional da área à procura de uma fonte de informação complementar, quer procure motivos para implementar uma estratégia de Business Intelligence na sua empresa.

Se precisa de saber mais sobre algum dos tópicos acima mencionados, ou se pretende implementar uma estratégia de BI, fale connosco!

Ana Lamelas5 livros de Business Intelligence que não pode deixar de ler
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ITIL: boas práticas para melhorar o seu IT Service Management

ITIL é um acrónimo para Information Technology Infrastructure Library e é um conjunto de boas práticas que permitem melhorar a operação e a gestão de todos os serviços de IT de uma empresa. Quando implementado pelas organizações, este conjunto de práticas torna-se uma mais-valia inequívoca, uma vez que apresenta vantagens como a melhor gestão de riscos, o fortalecimento das relações com os clientes, a melhoria da produtividade e mesmo a redução de custos.

Desenvolvida no ano de 1980 pela Central Computer and Telecommunications Agency (CCTA) – pertencente ao governo Britânico – esta é a principal framework que permite estabelecer um bom IT Service Management (ITSM). Começou por ter mais de 30 livros, que aglomeravam inúmeras fontes de informação e que descreviam as boas práticas que as TI deveriam seguir. Neste momento, a ITIL conta com cinco livros que abordam os vários processos e funções (sendo 26 o número total de processos que podem ser adotados pelas empresas).

Em 2005 esta framework foi finalmente reconhecida e adquiriu o selo de aprovação ISO/IEC 20000 Service Management, por se encontrar em conformidade com o standard pretendido e por estar alinhado, de facto, com as melhores práticas em Tecnologias da Informação.

A ITIL sofreu algumas revisões ao longo da sua história e conta já com 4 versões, tendo a última sido lançada no início de 2019. Esta versão, mais atual, mantém um enorme foco e preocupação com a automatização de processos, de forma a otimizar o tempo dos profissionais, e com a integração dos departamentos de IT nos negócios – de forma a melhorar a comunicação entre equipas e pessoal técnico e não técnico. A versão 4 apresenta novas formas de responder aos desafios da tecnologia moderna, e pretende caminhar para ser cada vez mais agile e colaborativa.

Para implementar ITIL numa empresa não basta ler os livros existentes. É necessário ter profissionais dedicados a esta área, com o mindset indicado, e garantir formações e certificações tanto para a empresa como para esses profissionais. A certificação, de acordo com a versão 4 do ITIL, divide-se em dois patamares: ITIL Foundation e ITIL Master – cada um com os seus exames e conteúdos programáticos. No módulo ITIL Foundation existem duas possibilidades: a certificação ITIL Managing Professional (que oferece certificação como ITIL Specialist) e a certificação ITIL Strategic Leaders (que, por sua vez, inclui certificado para ITIL Strategist e ITIL Leader). Após completar as certificações do nível Foundation, pode dar o salto para o nível Master – a certificação mais elevada que pode ter no ITIL 4. No quadro abaixo pode verificar o esquema completo:

ITIL

O ITIL divide-se em cinco grandes áreas – Service Strategy; Service Design; Service Transition; Service Operations e Continual Service Improvement – sendo que cada área apresenta os seus processos. Embora esta framework apresente, ao todo, 26 processos, não é necessário que as empresas os adotem na sua totalidade. Cabe aos profissionais de IT, e, no limite, ao CTO, definir quais os procedimentos a integrar nas equipas. Aqui ficam alguns exemplos dos processos mais utilizados:

ITIL
Ana LamelasITIL: boas práticas para melhorar o seu IT Service Management
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Web content management

Para que serve, quais as vantagens e que tecnologias são hoje em dia uma referência

Por Web Content Management System (WCMS), entende-se a utilização de um CMS (Content Management System), que mais não é que um conjunto de ferramentas que permite a qualquer entidade gerir a sua informação digital alojada num website, com a possibilidade de criar e gerir conteúdo sem ser necessário conhecimentos de programação ou linguagens de markup. O WCMS é um programa que ajuda a manter, controlar, mudar e a ajustar o conteúdo numa webpage.

O WCMS comporta-se de forma similar a uma gestão de conteúdos tradicional – gerindo a integridade, edições e ciclo de vida da informação – com a ressalva que esta gestão é efetuada para conteúdo especificamente designado para a web.

Alguns aspetos de destaque de qualquer WCMS são a possibilidade de criar e manter conteúdo personalizado no website; a possibilidade de editores poderem rever e aprovar conteúdo antes da publicação; e o estabelecimento de um processo de publicação automático.  A par disto, há uma necessidade cada vez maior de ter plataformas que permitem criar e disponibilizar não somente conteúdos, mas toda uma experiência de utilização – soluções que consomem os conteúdos carregados e que permitem, ao mesmo tempo, acompanhar toda a jornada do utilizador – independentemente do canal que estiver a ser utilizado.

Prós e Contras

A utilização de um WCMS tem vários aspetos que devem ser considerados.

Por um lado, as plataformas de WCMS são usualmente pouco dispendiosas e muito intuitivas em termos de utilização, não sendo, por isso, necessários conhecimentos técnicos de programação para gerir e criar conteúdo. O próprio workflow do WCMS também pode ser personalizado com a criação de várias contas para diferentes perfis.

Por outro lado, algumas implementações no WCMS podem ser algo dispendiosas ao requererem formação ou certificações. A manutenção pode também acarretar custos, requerendo upgrades ou updates de licenciamento. A segurança é também uma preocupação nestas plataformas, uma vez que, quando existem ameaças de segurança, por vezes cria-se uma vulnerabilidade que pode ser explorada por hackers, podendo potencialmente prejudicar a percepção das marcas por parte dos seus clientes.

Escolher a melhor solução de WCMS

Num WCMS o conteúdo é na sua maioria mantido numa base de dados e agrupado utilizando uma linguagem flexível, como XML ou .Net.

Existem várias opções que utilizam WCMS open-source, como o WordPress, Drupal e Joomla para funções mais genéricas; há também soluções que endereçam necessidades específicas, como por exemplo, a plataforma Marketing 360, a Filestack e a CleanPix.

Por outro lado, temos atualmente no mercado soluções comerciais como é o caso de Sitecore que agrega numa única plataforma componentes de WCMS, Personalização de Conteúdos, Marketing, Digital Asset Management e E-Commerce. Esta é uma das grandes vantagens desta plataforma que, ao invés de adquirir e integrar os diversos componentes que irão consumir conteúdos e informação a um sistema adjacente, neste caso os dados e informação de contatos e interações efetuadas através dos diversos canais já existem e encontram-se disponíveis na plataforma. Estes dados já se encontram prontos a serem utilizados e trabalhados por diferentes áreas e para diferentes propósitos: criação de campanhas, envio de emails, criação de fluxos de marketing e criação de regras de personalização, entre outros.

As soluções WCMS providenciam diferentes funcionalidades, com diversos graus de profundidade e propósitos específicos. Antes de selecionar a plataforma, considere funcionalidades como:

  • Configuração: a possibilidade de ativar e desativar funcionalidades através de parâmetros específicos para o efeito.
  • Gestão de Acessos: gestão de utilizadores, permissões e grupos.
  • Extensão: integração e capacidade de instalação e configuração de novas funcionalidades e / ou conectores.
  • Possibilidade de instalar modelos com novas funcionalidades.
  • Customização: possibilidade de alterar as especificações de forma a personalizar algumas features, através de toolkits ou interfaces
  • WYSIWYG: capacidade de disponibilizar um mecanismo de “What you see is what you get”, permitindo aos Gestores de Conteúdo perceber, no momento das alterações, o que os utilizadores irão visualizar após a disponibilização da nova versão dos conteúdos. Um bom exemplo é a funcionalidade disponível na plataforma Sitecore denominada de “Experience Editor”
  • Integração: possibilidade de integrar a solução de WCM com outras soluções já instaladas ou com outras soluções externas por forma a agregar a informação de ambas; por exemplo integração com Microsoft CRM Dynamics 365 ou Microsoft SharePoint.
  • Fluxos: capacidade de incorporar mecanismo de configuração de fluxos de aprovação da alteração de conteúdos, por diferentes autores de conteúdo com diferentes perfis, e de publicação de conteúdos.
  • User Experience: permite que a edição seja feita de forma pouco complexa, com templates built-in que adicionam uma funcionalidade pré-definida à página, sem ser necessário ter formação adicional.
  • Assistência técnica e updates: considerar o nível de apoio técnico que irá receber, assim como o nível de acessibilidade aos updates do sistema.

Vantagens de WCMS

Uma grande vantagem do WCMS é o facto de ser a solução de software que permite controlo consistente do look and feel do website- a marca, wire frames, navegação – ao mesmo tempo que permite a possibilidade de criar, editar e publicar conteúdo – artigos, galerias de fotos, vídeo, etc. No caso de empresas que possam dispor de repositório de conteúdo muito rico ou focado em brand consistency, a solução mais adequada poderá ser um WCMS.

Outras vantagens incluem:

  • Templates automatizados;
  • Aceso controlado à página;
  • Expansão escalável;
  • Ferramentas que permitam uma edição simples, através de soluções WYSIWYG
  • Updates regulares de software;
  • Gestão de workflow;
  • Ferramentas de colaboração que permitam a vários utilizadores modificar conteúdo;
  • Gestão de documentos;
  • Possibilidade de publicar conteúdo em várias línguas;
  • Possibilidade de recuperar edições mais antigas.
  • Possibilidade de analisar os conteúdos em diferentes dispositivos (desktop, mobile, tablet, watch).
  • Disponibilização de conteúdos omnicanal.

A nossa visão

A gestão de conteúdos é uma temática relevante, embora não seja recente. No entanto, o tema que tem ganho muita tracção ao longo dos últimos anos é a capacidade de utilizar conteúdos de forma personalizada, para oferecer uma experiência relevante aos utilizadores. Para concretizar esta visão, a Xpand IT estabeleceu há já algum tempo uma parceria com a Sitecore porque acreditamos que esta á a plataforma certa para endereçar os desafios da personalização, tirando partido das vantagens que já foram referidas mas também de outras como o facto de o Sitecore permitir implementações Headless (separando todo o conteúdo da camada de apresentação) bem como a integração com plataformas móveis (potenciando verdadeiras soluções omnicanal). Estamos certos que a tecnologia tem muito para oferecer ao mercado e olhamos com entusiasmo para as novas funcionalidades que serão, em breve, disponibilizadas para concretizar cada vez mais esta visão – oferecer conteúdo relevante e personalizado a qualquer pessoa, a qualquer momento e em qualquer canal.

Sílvia RaposoWeb content management
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Xpand IT entra no ranking FT1000: Europe’s Fastest Growing Companies

É com muito orgulho que a Xpand IT anuncia a sua entrada no ranking Europe’s Fastest Growing Companies, do reconhecido jornal internacional Financial Times! Com um crescimento sustentado que ultrapassou os 45% em 2018, a Xpand IT foi considerada uma das 1000 empresas em toda a Europa que mais depressa cresceu, tendo em conta os resultados consolidados entre 2014 e 2017.

Mais de 10 Milhões de faturação e cerca de 195 colaboradores foram os números que nos garantiram um lugar nesta lista, sendo que desde então já demos o salto para 15 Milhões de faturação e para mais de 245 colaboradores. Assim, das três empresas tecnológicas portuguesas presentes no ranking, a Xpand IT é a que apresenta melhores resultados a nível de faturação e de aquisição de novo talento.

Para Paulo Lopes, CEO & Senior Partner da Xpand IT, “Integrar o ranking Europeu FT 1000 é o reconhecimento do trabalho que temos vindo a desenvolver nos últimos anos. Somos reconhecidos pelo nosso know-how e expertise na área tecnologia, mas também por uma equipa e cultura únicas, focada na excelência e inovação, o que torna mais fácil atingirmos este tipo de resultados.”

O objetivo para este ano será manter a tendência de crescimento, não só através da expansão para novos mercados, mas também com o aumento da equipa, que em 2019 se espera que chegue ao redondo número de 300 Xpanders!

Ana LamelasXpand IT entra no ranking FT1000: Europe’s Fastest Growing Companies
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7 passos para implementar um projeto de Data Science

Entende-se por data science o conjunto de métodos e processos aplicados a um problema complexo e concreto, com o intuito de o resolver. Pode ser utilizada a inferência de dados, o desenvolvimento de algoritmos e a tecnologia para analisar os dados recolhidos e entender alguns fenómenos, identificando padrões. É necessário que os data scientists tenham conhecimentos matemáticos e tecnológicos, e que tenham o mindset certo para atingir os resultados esperados.

O objetivo, no fundo, é que, através da unificação de conceitos como a estatística, a análise de dados e o machine learning, se possam desvendar comportamentos, tendências ou inferências em determinados dados, que não seriam possíveis identificar mediante uma análise simples. É a descoberta de valiosos insights que permitirá às empresas tomar melhores decisões de negócio e potenciar investimentos importantes.

Neste blog post desvendamos 7 passos importantes para que um projeto de data science possa ser implementado de forma a alcançar o sucesso.

1. Definir o tópico de interesse /pain-points da empresa

Para dar início a um projeto de data science é necessário perceber o que se estará a tentar descobrir. Que problema apresenta a empresa ou que objetivos se pretende atingir? De que tempo a empresa dispõe para trabalhar neste projeto? Como irá ser medido o sucesso?

Por exemplo, a Netflix utiliza técnicas avançadas de análise de dados  para descobrir padrões de visualização por parte dos seus clientes, de forma a tomar decisões mais acertadas sobre as séries que produzirá de seguida; já a Google utiliza algoritmos de data science para aprimorar a colocação e demonstração de banners em display, seja publicidade ou re-targetting

2. Obter os dados necessários

Depois de definido o tópico de interesse, o foco passa a estar na recolha dos dados fundamentais para elaborar o projeto, provenientes das bases de dados disponíveis. Existem inúmeras fontes de dados, sendo que as mais comuns são bases de dados relacionais, sendo que existem também fontes de dados semi-estruturadas. Outra forma de recolher os dados necessários é efetuar as ligações adequadas a web APIs ou retirar diretamente dos websites que se pretendam eventualmente analisar (web scraping).

3. “Polir” os dados recolhidos

Este é o passo seguinte – e o que se revela mais natural – já que depois de extraídos os dados das suas bases originais, é necessário filtrá-los. Este processo é indispensável, uma vez que ao analisar dados sem relevância os resultados poderão ser desvirtuados.

Em alguns casos, será necessário alterar dados e colunas, para verificar se não existem variáveis em falta. Por isso, um dos passos a ter em conta é a junção de informação proveniente de diversas fontes, para que, no final, se possa trabalhar com uma boa base, criando um workflow eficiente.

É, também, conveniente que os data scientists tenham conhecimento acerca de algumas ferramentas, como Python ou R, que lhes permitam realizar a tarefa de “polir” os dados da forma mais eficiente.

4. Explorar os dados

Quando os dados extraídos estiverem prontos e “polidos”, é necessário proceder a uma análise. Cada tipo de fonte de dados tem características diferentes, o que implica que tenham um tratamento também diferente. Neste ponto, o fundamental é que se criem estatísticas descritivas e que se testem hipóteses – variáveis significantes.

Depois de testadas algumas variáveis, o próximo passo é colocar os dados obtidos num software de data visualisation, para que se consiga encontrar algum padrão ou tendência.  E, agora sim, podemos passar para a inclusão da inteligência artificial e do machine learning.

5. Criar modelos analíticos avançados

Esta é a parte em que se modelam os dados recolhidos, tratados e analisados. É o momento de criar modelos para que se possam, por exemplo, predizer resultados futuros. No fundo, é nesta fase que os data scientists utilizam fórmulas de regressão e algoritmos para que se possam criar modelos preditivos e prever valores e padrões futuros, de forma a generalizar ocorrências e a tornar mais eficientes as decisões.

6. Interpretar os dados / recolher insights

Encontramo-nos praticamente no último nível de implementação de um projeto de data science. É a fase em que é necessário interpretar os modelos definidos e descobrir insights importantes para o negócio – encontrar generalizações para aplicar em dados futuros – e responder ou endereçar as questões que foram colocadas no início do projeto.

O objetivo de um projeto deste género é, precisamente, encontrar padrões que ajudem a empresas a tomar decisões: caso se deva evitar um comportamento ou repetir ações que tenham resultados manifestamente positivos.

7. Comunicar os resultados

A apresentação é também bastante importante, já que tem de ser claro para os stakeholders (muitas vezes, pessoal não técnico) quais os resultados do projeto. O data scientist tem de ter o “dom” de contar uma história, para que todo o processo faça sentido e para que encaixe na resolução do problema da empresa.

Se pretende saber mais sobre projetos de data science ou se procura aconselhamento, não hesite em contactar-nos.

Ana Lamelas7 passos para implementar um projeto de Data Science
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Node.js: a plataforma JavaScript utilizada pela Netflix e Uber

O crescimento a que temos assistido em relação ao JavaScript é difícil de esconder. Ao longo dos anos tem-se conseguido oferecer centenas – senão milhares – de frameworks e bibliotecas que ajudam os developers e as empresas a criar sites, portais, aplicações interativas, ágeis e com interfaces modernas. Se somarmos a isto o facto de o JavaScript ser independente de outras plataformas, fácil de aprender, suportado por uma comunidade sempre crescente, entre muitas outras vantagens, é fácil perceber porquê.

No entanto, durante muito tempo, o JavaScript foi uma linguagem exclusivamente orientada para client-side e nunca conseguiu ser uma alternativa para o backend. Pelo menos até 2009, ano em que foi lançada a primeira versão do Node.js. Pela primeira vez na história do JavaScript apareceu uma alternativa viável para backend.

Algo que é importante desmistificar é o receio que muitas empresas ainda têm sobre esta alternativa aos backend mais tradicionais (Java, .NET, etc), no seu mundo de aplicações Enterprise, mesmo quando empresas como Netflix, Trello, PayPal, Linkedin, Uber, Walmart, NASA, Intel, Twitter, entre muitos outros exemplos, já usam com sucesso Node.js nas suas infraestruturas, sendo que esta lista cresce de dia para dia.

Para quem ainda não conhece Node.js, é importante salientar algumas das suas maiores vantagens:

  • Ideal para a construção de aplicações real-time;
  • Facilita a visão do programador full stack em Javascript (visto que a linguagem para backend e frontend é a mesma);
  • Diminui o tempo de desenvolvimento, graças à visão full stack;
  • É suportado por uma comunidade gigante que contribui com novas bibliotecas e updates a um ritmo alucinante;
  • A execução do código é extremamente rápida;
  • Ideal em arquiteturas orientadas a micro serviços.

Voltamos então à questão que aqui queremos endereçar: porque é que as empresas devem adotar Node.js para as suas aplicações? Respondendo sucintamente, porque foi desenhado para aplicações de escala e orientado para uma visão moderna de como desenvolver aplicações com arquiteturas complexas.

Como é que, na realidade, se concretizam essas capacidades é a parte mais importante.

A escalabilidade é essencial na grande maioria das aplicações empresariais atuais e o Node.js responde a isso oferecendo de raíz um módulo de clustering com balanceamento de carga em múltiplos cores de CPU. Associando o poder de clustering a uma solução single-threaded, non-blocking, orientada a eventos e callbacks, permite que trate de múltiplas conexões em simultâneo, conseguindo desta forma o processamento de milhões de conexões concorrentes.

O facto de ser single-thread é, por vezes, encarado como uma limitação por, em teoria, poder tornar a aplicação mais lenta, mas isso não é mais do que um mito. Ao contrário de soluções que não são orientadas a eventos e onde são necessárias múltiplas threads para lidar com múltiplos pedidos, sendo que o número de threads em paralelo é limitado, em Node.js esse limite não existe. Desde que exista memória e o kernel assim o permita, podemos processar qualquer número de pedidos em simultâneo sem problema.

Existe também o receio de muitas empresas colocarem o seu código na Cloud, o que impediria a utilização do npm (Node Package Manager). Para endereçar esta questão, foi criada uma versão Enterprise que pode ser instalada e mantida na própria infraestrutura da empresa, mantendo assim o seu registo interno de módulos, obedecendo aos requisitos mais rígidos de segurança que possam existir.

Para além disso, existe ainda a questão do suporte a longo prazo. Esta será sempre uma preocupação nas soluções Enterprise, mas a verdade é que o Node.js também garante esse suporte.

Cada versão major do Node.js contará com suporte ativo durante 18 meses, desde o período em que entra em LTS (Long Time Support), passando depois para um regime de manutenção com a duração de 12 meses extra. Durante este período não haverá qualquer inclusão de novas funcionalidades na versão utilizada, apenas a correção de bugs e atualizações de segurança. Desta forma, o problema que poderia existir nas soluções desenvolvidas com recurso a Node.js porque, por não terem longevidade, poderiam deixar de ter suporte, deixa de fazer sentido.

Foi com base em toda esta informação que as empresas anteriormente referidas decidiram fazer a sua transição para esta tecnologia. O que é que ganharam?

  • Netflix: tempos de carregamento reduzidos em cerca de 1 minuto;
  • LinkedIn: reconstruiu o seu core dos serviços mobile recorrendo a Node.js, com a aplicação a correr 20 vezes mais rápido e com uma integração muito melhor entre backend e frontend, num altura em que o Node.js tinha, apenas, um ano de desenvolvimento;
  • PayPal: migrou todas as suas web applications de Java para Javascript e Node.js, e viu os seus programadores escreverem menos 33% das linhas de código, utilizar menos 40% dos ficheiros e levar metade do tempo a construir a sua aplicação (também com recurso a menos pessoas). Os tempos de resposta diminuíram em cerca de 35%, o que implicou páginas a serem devolvidas com uma melhoria de 200ms;
  • Uber: montou o seu sistema de relacionamento entre condutores e passageiros com Node.js devido às suas capacidades de resposta rápida, grande poder de processamento de pedidos e facilidade em ter uma arquitetura distribuída.

Com isto não quero dizer que o Node.js é uma “silver bullet”. Pode não ser a melhor solução para todos os casos, mas faz sentido avaliar as suas potencialidades e perceber as mais valias que podemos retirar desta tecnologia.

Francisco Costa

Enterprise Solutions Lead

Francisco CostaNode.js: a plataforma JavaScript utilizada pela Netflix e Uber
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