Modernização aplicacional com Azure: o caminho para a cloud

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É comum ouvirmos dizer que as empresas precisam de se modernizar por forma a que consigam manter-se competitivas nos diferentes mercados e indústrias em que operam. Utilizamos muitas vezes o chavão de transformação digital para racionalizar as muitas decisões que as empresas têm que tomar na hora de escolherem que tecnologias implementar, que processos automatizar e que aplicações devem desenvolver para continuarem a oferecer os melhores serviços e produtos aos seus clientes. O termo “transformação digital” é suficientemente abrangente, mas será tão consequente quanto a robustez das iniciativas que forem realizadas.

A inovação ao nível da tecnologia é constante e as empresas têm cada vez mais necessidade de construírem sistemas e infraestruturas altamente personalizados e adaptados às suas necessidades e desafios específicos. É precisamente por esta constante evolução que surge o conceito de modernização aplicacional. Mas, afinal, em que consiste? A modernização de aplicações é o processo de analisar aplicações existentes, algumas potencialmente legacy, e modernizar a sua infraestrutura, a sua arquitetura ou as suas funcionalidades. Muitas aplicações não conseguiram acompanhar a inovação tecnológica e, como tal, tornaram-se aplicações com algumas limitações, tanto na resolução de bugs identificados, como na sua evolução. Por esta razão, o custo de manter estas aplicações torna-se significativo o que deixa as empresas numa situação complexa de gerir – tendo muitas vezes que continuar a manter algumas aplicações das quais se tornou, entretanto, (demasiado) dependente.

Os benefícios da modernização aplicacional são variados: maior eficiência, mais flexibilidade e escalabilidade, melhor gestão de recursos, entre outros. Ainda assim, e como em todos os processos de mudança, a chave para o sucesso está na estratégia que for definida e nas decisões a tomar. Como deve então ser iniciado este processo de análise e migração das suas aplicações para a cloud?

Migração para a cloud: os três (primeiros) passos a considerar

A migração de uma aplicação para a cloud não precisa de ser um processo complexo, mas o sucesso destes projetos deve-se, como referido anteriormente, à estratégia que adotamos. Em última instância, a decisão de fazer (ou não) uma migração deve ser tomada com base nos benefícios que irão resultar desse mesmo processo, como a velocidade que a tecnologia nos oferece, a escalabilidade, a flexibilidade e o desenvolvimento de novas funcionalidades – que permitem que a aplicação melhore os processos da organização e que acabam por impactar positivamente a experiência que oferecemos aos clientes. Por isso mesmo, antes de avançar para um destes projetos, é importante:

1) Fazer um levantamento de aplicações

Antes sequer de pensar na migração, há que fazer um levantamento de todas as aplicações existentes na organização. Este passo é essencial para conseguir perceber quais são as aplicações que são mais utilizadas na organização e, mais importante que isso, quais são as aplicações críticas para o negócio. Tendo concluído este primeiro levantamento, é possível ficar a conhecer o estado atual do negócio, quais são os desafios mais prementes e as necessidades mais urgentes: este conhecimento sobre o negócio permite-nos começar a tomar decisões e ordenar prioridades. Com prioridades definidas, estamos preparados para dar o segundo passo no processo de migração para a cloud.

2) Realizar uma análise tecnológica

Efetuado o levantamento das aplicações existentes, é possível começarmos a fazer uma análise tecnológica mais exaustiva: por um lado, uma análise do stack tecnológico que temos “dentro de casa” e, por outro, uma análise mais exaustiva da própria arquitetura. Esta será informação-chave que poderá potencialmente influenciar algumas decisões mais à frente no processo: dever-se-á fazer uma “rearquitetura” da aplicação, fazer uma reengenharia de processos ou nenhuma destas abordagens resulta? Nada melhor que ter a informação disponível para as questões que irão certamente surgir ao longo do processo de modernização aplicacional.

3) Definir prioridades e desenhar um plano de ação

Finalmente, chega a hora de definir prioridades. Já fez uma lista de todas as aplicações existentes que carecem de modernização e também já tem informação sobre arquitetura e stack tecnológico que a sua organização utiliza. Neste momento, o importante será mesmo priorizar que aplicações devem ser migradas para a cloud. Esta priorização poderá ser feita tendo em conta diversos fatores, mas talvez seja importante priorizar as aplicações que causariam maior impacto positivo para a organização ou que trariam uma melhoria significante na experiência do consumidor. A aplicação com melhor relação esforço/benefício, deverá ser das primeiras a ser migrada para a cloud.

Cloud-native: uma decisão relevante a tomar

Este passo de modernização aplicacional é apenas o primeiro na caminhada para que as organizações se transformem em empresas cloud-native. Dado o primeiro passo, torna-se mais familiar desenhar iniciativas que são orientadas a uma realidade cloud. As aplicações passam então a ser construídas com todos os benefícios desta abordagem e o mindset da organização e respetivos colaboradores passa a estar totalmente alinhado com esse posicionamento, preparando as organizações para continuarem a ser altamente competitivas e inovadoras como o mercado atualmente assim o exige.

Na Xpand IT, somos especialistas em Azure e trabalhamos há vários anos com a tecnologia para construir soluções que tiram partidos de diferentes componentes de Azure. Seja para construir aplicações nativas em cloud ou acompanhar todo o processo de modernização aplicacional, as soluções que implementamos servem sempre o mesmo propósito: ajudar os nossos clientes a tornarem-se as empresas do futuro. Fique a conhecer um dos projetos que desenvolvemos em Azure para uma das maiores empresas nacionais.


Filipa MorenoModernização aplicacional com Azure: o caminho para a cloud

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